“A consciencialização é determinante para mudar comportamentos”

Inês Pestana é a general manager da Efimob, uma empresa que desenvolve a sua atividade na área das soluções de carregamento elétrico. Em Portugal desde 2015, contribui com soluções tecnológicas inovadoras para melhorar a sustentabilidade e a mobilidade elétrica.

0
340
Inês Pestana, general manager

Qual o core business da Efimob e que evolução nota no mercado nacional?

Entrámos no mercado português em 2015, trazendo o know-how, a experiência e as soluções tecnológicas ideais para o aconselhamento, preparação e implementação de projetos de mobilidade elétrica. Este é o nosso desafio diário. A nossa missão é a promoção da mobilidade elétrica, contribuindo para a mobilidade sustentável e para o aumento da eficiência energética nos transportes.

A mobilidade elétrica em Portugal já está implementada ou pode ser considerada um projeto “em desenvolvimento”?

A mobilidade elétrica em Portugal não é uma realidade recente e está implementada. Não obstante, tem ainda um grande potencial de crescimento, com a capacidade de catalisar o desenvolvimento de novas tecnologias, comportamentos do consumidor e modelos de negócio, em linha com as tendências demográficas e ambientais. A Efimob procura ativamente soluções tecnológicas inovadoras a nível mundial, com o propósito de criar valor e contribuir com a sua oferta, junto dos seus clientes e parceiros, para este desenvolvimento.

Quais os maiores desafios para quem quer adquirir um carro elétrico atualmente?

Diria que o entrave “top of mind” do utilizador é a autonomia. Os fabricantes automóveis, cientes desta limitação, têm feito uma clara aposta no incremento da autonomia. Na verdade, todos os veículos possuem autonomia mais do que suficiente para as deslocações urbanas típicas, e alguns com autonomias bem superiores. A nossa experiência aponta ainda o tempo e opções de carregamento como fator inibidor. É aqui que entra a Efimob: oferecendo ao utilizador opções de carregamento, seja doméstico, público ou semipúblico, de carga lenta ou rápida, de acordo com as suas necessidades e requisitos.

Como avalia a rede de postos de carregamento já existentes a nível nacional?

O crescimento da rede está a progredir no bom caminho, com a transição de uma rede quase só de postos normais (AC) para postos rápidos (DC), fundamentais para a adoção da mobilidade elétrica.

Os incentivos à sustentabilidade, em ações como a substituição dos veículos de transporte de passageiros nas grandes cidades, por veículos elétricos ou híbridos, podem ser um contributo para alavancar a relevância da substituição de um veículo a combustão por um veículo elétrico, a nível particular?

Sem dúvida! A mobilidade elétrica tem vindo a ser fortemente impulsionada pelos governos, resultando numa dinâmica bastante positiva no mercado de veículos elétricos nos últimos anos. A par deste, cresce também a necessidade da instalação de infraestruturas de carregamento. E quanto mais robusta for essa estrutura, menores serão os entraves à substituição de um veículo a combustão por um elétrico.

Em que medida pode a Semana Europeia da Mobilidade servir para despertar consciências?

A consciencialização é determinante para a mudança de comportamentos! São iniciativas como esta que fazem a diferença no que respeita à alteração do paradigma da mobilidade, dando a conhecer as possibilidades, esclarecendo dúvidas e rompendo barreiras. A eletrificação dos veículos, a mobilidade partilhada e até a condução autónoma apresentam-se como as grandes tendências neste contexto. Com efeito, a mobilidade sustentável tem o potencial para se tornar numa das principais respostas estratégicas à tendência de crescente urbanização da população mundial e consequente pressão sobre o meio ambiente.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here