“A Covid-19 deu-nos oportunidades de negócio”

A Miniplás surgiu há 13 anos, em nome individual, e foi apenas há cinco anos que surgiu enquanto Miniplás. Fornece peças de plástico pequenas, para diversas indústrias e Vítor Almeida, o fundador e gerente da empresa, viu na pandemia uma oportunidade para não parar de trabalhar.

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Vítor Almeida, sócio-gerente

A que áreas económicas dão resposta?

Fornecemos componentes de plástico, pequenas peças, para a indústria automóvel, bem como para fabricantes de eletrodomésticos, decoração, acessórios e para a indústria de mobiliário.

O vosso melhor mês de faturação foi o mês de junho. Como explica isso?

Nós reinventámo-nos, de certa forma. Entrámos num nicho de mercado de fabricação de peças para máscaras, como os ajustadores de tamanho, para os elásticos das máscaras, as peças para as viseiras, as cintas de apoio às máscaras, os óculos de proteção para o IPO de Lisboa e para o IPO do Porto… A pandemia acabou por representar uma oportunidade de negócio. Além destas peças, temos ainda duas parcerias em desenvolvimento, também elas relacionadas com a Covid-19: uma delas é a primeira máscara de plástico, de nível I e II, certificada pelo CITEVE, que é totalmente reciclável, lavável ou esterilizável e à qual apenas basta mudar os filtros. Se quiser, pode usá-la infinitamente. A segunda parceria prende-se com a produção de dispensadores de álcool-gel. Por esse motivo, os meses de maio, junho e julho foram os melhores de sempre. A juntar a esta nova produção, cerca de 30% dos nossos clientes habituais também não pararam de trabalhar, pelo que fomos tendo sempre encomendas.

Estas peças continuarão a ser produzidas no futuro?

Não, a menos que exista de facto uma segunda vaga de infeções. É um projeto concluído, que foi pensado para este período, teve sucesso, mas agora queremos voltar aos nossos clientes habituais.

O plástico estava a ser alvo de uma campanha de substituição por outros materiais. Que análise faz, agora que o plástico parece ter sido o material que protegeu a população do vírus?

O plástico não estraga o planeta, é o Ser Humano que faz isso. No entanto, estamos a desenvolver peças em bioplástico, um material biodegradável, para assegurar a proteção do planeta.

O dinheiro que a União Europeia entregará a Portugal será importante para as microempresas?

É muito difícil ter acesso aos Fundos e Programas da União Europeia, no que respeita às microempresas, devido à burocracia. As microempresas não têm recursos humanos alocados à tarefa de preparar os projetos e apresentá-los. Por esse motivo, é sempre mais fácil para os grandes grupos empresariais conseguirem ajudas europeias.

Como vê a situação económica do país?

Em setembro, o problema será a liquidação. As empresas têm de pagar vários impostos no mês de agosto e o mês de setembro trará dificuldades de pagamento. No entanto, já tenho o mês completo, no que respeita a encomendas.

https://miniplas-unipessoal-lda.negocio.site/

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