“Acredito que 2021 será um ano de recuperação”

Alexandre Mascarenhas iniciou a carreira de consultor imobiliário há nove anos, tendo posteriormente abraçado um projeto que viria a dar origem à Proposta Capital. Sendo a transparência um dos fatores-chave desta imobiliária, o objetivo final é orientado para a realização dos sonhos dos clientes.

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Alexandre Mascarenhas, CEO

O que o fascina no setor?

O que me fascina nesta área de trabalho é a ligação que criamos com os nossos clientes, criar-lhes condições para realizarem os seus sonhos, a fim de encontrarem possibilidades de vida mais positivas.

Como caracterizaria a forma de trabalhar da Proposta Capital?

Toda a organização precisa de compreender que desenvolver pessoas significa cuidar do seu principal ativo, o que significa dizer que é a partir delas que toda e qualquer operação será executada, aliando-se a outras áreas de conhecimento, como a Tecnologia da Informação e o Marketing. Mas, por mais Marketing que exista, o resultado que entregamos ao nosso cliente diz muito sobre a empresa. Se o seu produto final é bem conseguido e cumpre aquilo que prometemos, então estamos no caminho certo para nos distinguirmos da concorrência. Norteia-nos, assim, a transparência em relação às condições em que o mercado opera.

Quando surgiu a necessidade de confinamento, como lidaram com esta questão?

A experiência de trabalhar a partir de casa, até ao presente, não tinha sido sequer ponderada. Na nossa atividade, que vive primordialmente do contacto direto foi inicialmente, no mínimo, estranho. Contudo e com o decorrer dos dias, fomos agilizando processos e nas nossas videoconferências diárias fomos encontrando soluções para ir ao encontro das pretensões dos nossos clientes.

O mercado imobiliário parou, durante esse período, ou tal não sucedeu?

Até há bem pouco tempo, estávamos com o mercado imobiliário em records históricos em venda de casas, com os preços muito acima do que seria espectável. Tempos áureos dos imóveis estão e serão afetados por esta pandemia, com proporções que ainda estão a ser analisadas, a cada dia que passa, porque estamos a viver uma crise global, com impactos em todos os setores e o mercado imobiliário não é nem será exceção.

Que análise faz do mercado, pré e pós-pandemia?

Mantendo a tendência que já vinha de 2019, o período de pré-pandemia vinha em crescendo. Para nós, particularmente, no primeiro trimestre deste ano batemos todos os recordes de vendas desde a nossa existência. Chegados à fase de pós-pandemia, acredito que muitos investidores vão voltar a investir no imobiliário. Trata-se de um ativo físico, que não desaparece, que acumula valor e produz rentabilidade. Mas as melhores notícias são, muito provavelmente, a manutenção de juros baixos por mais tempo, o que permite antever, no médio prazo, uma recuperação relativamente rápida.

O mercado da capital foi gravemente influenciado pelo desaparecimento dos turistas? O que fazer para reverter esta situação?

Para um país em que o Turismo representa uma parte consideravelmente importante na economia, este impacto já se está a refletir, por estar a existir um desinvestimento que se projeta como um impacto negativo no investimento total estrangeiro a entrar em Portugal. Lisboa não é exceção, contudo estamos convictos que 2021 seja um ano de forte recuperação, estimando que será uma das principais cidades europeias com subida significativa no preço dos imóveis de luxo.

Como definiria, atualmente, no que respeita à oferta e à procura, o mercado da região em que se inserem?

No mercado residencial, vai assistir-se a uma expansão da promoção para outros concelhos e uma maior diversificação do tipo de oferta, nomeadamente com mais produto para a classe média.

Como se motiva uma equipa, num período de crise e, sobretudo, quando o confinamento não permitia trabalhar diretamente com os clientes?

Pela comunicação constante, a valorização pessoal de cada um dos nossos elementos e, sobretudo, pelos workshops.

Como prevê a evolução do mercado e quais as suas expectativas, a médio prazo, em relação à retoma económica?

Conforme referi, prevejo que o próximo ano seja um ano de crescimento no setor imobiliário. São necessárias medidas de implementação imediatas, que devolvam ao setor do investimento imobiliário a necessária confiança, atratividade e segurança. Por este facto, a APPII lançou um manifesto, com o qual concordo em absoluto e que, entre as principais medidas avançadas, encontram-se o relançamento dos programas ‘golden visa’ e regime do Residente Não Habitual para captação de investimento estrangeiro, o encurtamento dos prazos de licenciamento camarário, a redução da taxa de IVA na construção nova, de modo a viabilizar projetos orientados para a classe média, bem como o fim do adicional ao IMI na habitação, que defendem ser “uma das maiores contradições atuais da política fiscal”, uma vez que representa uma dupla tributação para as empresas que querem investir.

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