Ainda sobre o Dia 8 de Março…

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Eu sei!… Mais um texto sobre o Dia das Mulheres. Sim, já estamos inundados nas redes sociais e comunicação social de artigos e opiniões, fotografias das senhoras com flores, vasos e coisinhas cor-de-rosa ou então de fotografias de braços sobrepostos em posição “igualitária”. Bem tentei evitar abordar de novo esta questão, mas não fui capaz pois, de facto, não gosto mesmo nada das flores nem dos cartazes e posts, que fazem das mulheres seres mágicos, maravilhosos e inebriantes que pertencem a um mundo estratosférico. Quais unicórnios sagrados que são tão especiais, que tem de ser adoradas e adornadas de flores neste dia… Pois, o Dia das Mulheres (que acharei fantástico se um dia lhe mudarem o nome), não devia ser nada disto! Deveria ser, isso sim, um dia de reflexão sobre a nossa sociedade, o nosso próprio comportamento e claro está, sobre o que ainda precisa de mudar. Não porque somos lindas e maravilhosas (que somos, claro) mas porque simplesmente “tratamento igual para pessoas desiguais” está errado, porque todos somos diferentes, mas também “tratar diferente no que somos iguais” não é certo! Os exemplos de discriminação, abuso e preconceito são ainda uma realidade. As estatísticas que nos atingem nestes dias são inúmeras e para todos os gostos, evidenciando claramente que, por todo o mundo, ainda não somos iguais no que devemos ser iguais nem tratados como únicos e particulares (como cada ser humano é, independentemente do género, ideologias, orientação sexual ou outro) no que de facto temos de diferente.

Odeio os supostos fanáticos “protetores do sexo feminino” que gritam por qualquer eventual ameaça ou ofensa ao nosso género (quando às vezes só precisamos de algum bom senso em relação ao que estamos a valorizar), mas também não tolero os que dizem que o dia 8 de março também poderia ser o dia do “queijo suíço” porque a importância é a mesma! E acreditem que isto é real! Ainda temos pessoas que consideram estas questões como faits divers, que em nada interessam e que são pura propaganda. O problema é que as “florzinhas” não tem o simbolismo que deveriam ter e embaciam e desfocam o verdadeiro sentido deste dia.

Fica a sugestão para empregadores, profissionais da Gestão de Pessoas e todos os outros. Não ofereçam massagens e manicures às senhoras, ofereçam informação, estatísticas, discussão e contexto, para que a distorção de factos, quer históricos quer atuais seja eliminada e se trabalhe no cair dos mitos, esperando que um dia não sejam precisas mais “flores”…

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