“É preciso rigor na escolha dos locais de tratamento”

Gabriela Correia é médica dentista há 22 anos. Como proprietária e diretora clínica da Godental Medicina Dentária, com duas clínicas em Portimão e em Lagos, afirma que é seguro ir ao dentista, desde que haja rigor nas implementação e execução das medidas de proteção.

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Gabriela Correia, diretora clínica e médica dentista

No que toca à Covid-19, pensa ser seguro ir ao dentista?

É seguro ir ao dentista, desde que sejam tomadas medidas rigorosas de biossegurança e distanciamento social. Agora mais do que nunca, devemos estar alertas e vigilantes e ser muito criteriosos na escolha das unidades de saúde onde somos tratados. Na minha opinião, a única forma possível para reduzir o risco de contágio é assumirmos que estamos sempre diante de um caso positivo. Não podemos esquecer que o número de assintomáticos é crescente e que, apesar do desconfinamento, a pandemia não acabou.

Que tipo de serviços desenvolvem nas vossas clínicas?

A nossa filosofia é ver os pacientes como um todo, pelo que temos uma abordagem integrativa, primando por contribuir para a melhoria da saúde oral, mas também da saúde geral, da autoestima e assim da melhoria do bem-estar geral dos nossos pacientes. Somos focados na prestação de serviços diferenciados como reabilitação oral, ortodontia e estética dentária e temos três pilares diferenciadores: o rigor na execução dos tratamentos, o uso de materiais de qualidade e a delicadeza no atendimento. Em 2015, iniciámos o nosso projeto “gobeautiful” na área de estética e harmonização orofacial e realizamos diversos tratamentos de foro estético, nomeadamente aplicação de toxina botulínica (Botox®), preenchimentos faciais com ácido hialurónico e bioestimuladores de colagénio, colocação de fios tensores para lifting facial, mesoterapia, peelings, entre outros.

Quais foram as medidas preventivas implementadas nas vossas clínicas?

Todos os circuitos de pessoas e materiais foram repensados e revistos face à nova realidade. As nossas medidas de proteção também incluem, para além da utilização de EPI’s elaborados, desinfeção regular das superfícies e redução do número de pessoas nas salas de espera, o aumento da capacidade de renovação do ar e a adaptação dos sistemas de ventilação dos nossos espaços, para transformar os gabinetes de consulta em salas com pressão negativa. Foram instaladas lâmpadas UV que reduzem os microrganismos no ar e as marcações são feitas de forma a que os pacientes não se encontrem ou que seja pelo mínimo de tempo possível. O nosso standard é aguardar que, entre as consultas, quando há produção de aerossóis, haja a renovação do mínimo de cinco vezes o volume de ar do gabinete.

Como foi a retoma da atividade?

Na medicina dentária estamos muito habituados a operar num universo com muitos vírus e bactérias, mas devido aos novos protocolos de trabalho, a retoma está a ser muito exigente: fisicamente, devido à adição de novos e diferentes EPI’s e em termos de logística, requer que a concentração e foco sejam ainda maiores. Foi requerido um grande investimento financeiro para a devida adaptação da atividade, realizado com capitais próprios, pois o apoio por parte do Estado foi praticamente inexistente. Considero-me privilegiada por ter uma equipa dedicada e temos as agendas completas, graças à confiança dos nossos pacientes.

O que espera no futuro para a sua profissão?

Como em todas as áreas, a nova realidade tem os seus desafios, mas a atual conjuntura traz também um lado positivo: vejo que as pessoas estão mais atentas a si próprias e a valorizarem mais a prevenção e tratamento das questões de saúde.

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