“Este é o momento para as empresas melhorarem os seus processos”

A Decunify desenvolve soluções tecnológicas em várias áreas distintas, cujo propósito final é ajudar as empresas a transformar-se e a resolver problemas que, antes, representavam riscos ou desafios difíceis de ultrapassar. Durante a pandemia, não parou e procurou garantir que os seus clientes poderiam, também eles, trabalhar em segurança, através das soluções tecnológicas que lhes apresentaram.

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José Oliveira, CEO

A Decunify apresenta diversas soluções tecnológicas. Qual a vossa resposta durante a pandemia?

A Decunify atua no mercado das Tecnologias de Informação e Comunicação e implementa soluções tecnológicas nas áreas de Data Center, Infraestrutura Digital, Colaboração, Áudio e Vídeo. A nossa empresa está focada em compreender as necessidades dos seus clientes e ajudá-los a transformar as suas empresas. Durante a pandemia, não alterámos a nossa postura, antes pelo contrário, fomos à procura de sermos mais proativos e desenvolvemos soluções diretamente ligadas a esta situação e que contribuíssem para mitigar os riscos com que as mesmas se deparavam. Mobilizámos competências, recursos e tecnologias, que nos permitiram continuar a trabalhar normalmente e, além disso, conseguimos ajudar muitos dos nossos clientes a manter as atividades das suas empresas.

Houve necessidade de se reposicionarem no mercado?

A abordagem que temos com os nossos clientes é sempre de conseguirmos encontrar, em conjunto, as melhores soluções que contribuam para otimizar os seus processos, diminuir os constrangimentos de comunicações e segurança e fazê-los evoluir dentro da transição digital, a que todos assistimos. Durante a primeira fase de confinamento, a nossa abordagem ao mercado foi aconselhar e criar condições para que pudesse ser feita uma transição pacífica, para situações de teletrabalho, com todas as ferramentas de colaboração e segurança profissionalmente implementadas. Já nesta fase de transição, estamos a trabalhar de uma forma proativa, na implementação de soluções que permitam às empresas o regresso gradual ao trabalho presencial, implementando soluções de controlo de temperatura e ocupação de espaços, bem como fazendo o papel de consultores para o que poderá ser o futuro e as adaptações a que esta nova realidade obrigará. Aí, estamos conscientes que o papel das TIC’s será fundamental. A Decunify irá continuar a projetar e implementar soluções que irão permitir que as organizações possam operar em qualquer lugar, com agilidade e eficiência.

Quais os desafios para quem lidera uma empresa e se depara com uma pandemia? Como se gere este tipo de crise?

A situação de pandemia apanhou-nos, a todos, desprevenidos e provocou uma redefinição de algumas estratégias estabelecidas. No entanto, logo no imediato, a nossa forte aposta passou por sermos capazes de cumprir o nosso dever social de garantir o bem-estar das famílias dos nossos colaboradores, o que cumprimos integralmente. Paralelamente tomamos a decisão de pormos em teletrabalho todas as funções possíveis, deixando somente a laborar, no terreno, as nossas equipas de logística e serviços. Para estes, criámos todas as condições de segurança para que o risco fosse o mínimo possível e, felizmente, conseguimos. Importa referir que já possuíamos uma infraestrutura de TIC’s implementada, que nos dava garantias que pudéssemos fazer este movimento, como o fizemos, da manhã para a tarde, mas que nunca tinha sido verdadeiramente testada “alive”. A verdade é que funcionou e até superou as expectativas. Não menos importante foi sermos capazes de garantir aos nossos clientes e parceiros os serviços necessários para que eles pudessem continuar a operar em cada um dos seus ramos de atividade, ajudando muitos deles em processos de transformação para novas realidades de funcionamento e contribuindo também, para manter viva a economia do país.

Que soluções existem, dentro daquelas que comercializam, que se tornaram muito úteis nesta “nova realidade”?

No cenário que vivemos atualmente, todas as áreas estão muito ativas, mas destacamos as soluções de colaboração (o vídeo está a substituir a voz), soluções de Gestão Documental, para ajudar as empresas para a transição Digital, Secure Remote Desktop, pois existem cada vez mais colaboradores em trabalho remoto e a segurança do posto de trabalho está a ser uma das principais preocupações e, por fim, a segurança física muito ligada à deteção e controlo de acessos conectados com medidas de controlo de temperatura corporal, assim como o controlo do número de pessoas em espaços públicos. Temos consciência que a tecnologia e as suas ferramentas são hoje o principal caminho para a melhoria dos processos e organização da gestão empresarial.

Como avalia o mercado pós-confinamento?

Este ano, o mercado continuará a pautar-se por inúmeras exigências mas, ao mesmo tempo, representa também uma oportunidade única para as empresas inovarem os seus processos, reduzindo custos, sendo mais eficientes na gestão dos seus processos e, assim, serem mais competitivas no mercado. Neste momento, as organizações estão a ser confrontadas com duas opções: voltar à sua anterior forma de trabalhar, à medida que os bloqueios se vão levantando, ou aproveitar as mudanças que foram obrigadas a fazer pela pandemia para enfrentar a tarefa da modernização completa. Estamos, neste momento, perfeitamente adaptados à realidade atual mas, paralelamente, num processo de aprendizagem e reorganização, para que possamos reagir ao que, no futuro, os nossos clientes e parceiros venham a necessitar de nós.

Como caracteriza a situação económica do país?

Os impactos no mercado provocados pela pandemia serão significativos. Já se assiste a uma transformação no setor das TICs´, tal como na maioria dos setores económicos, verificamse algumas alterações e adaptações durante este período de pandemia. Consideramos que ainda será demasiado cedo para tirar conclusões convictas sobre uma eventual alteração das vendas. Para além das repercussões diretas imediatas, que já se notam, a procura manteve-se sempre ativa, com algum abrandamento face ao ano anterior, mas já apresenta uma recuperação após a retoma da maior parte das atividades. Os gestores pensam agora na adaptação dos seus modelos de negócio e traçam estratégias para ir ao encontro dos novos hábitos de consumo e necessidades.

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