Futuro… Aguarda-se!

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Um dos temas do momento é sem dúvida a Inteligência Artificial e todas as grandes mudanças tecnológicas que já estão no virar da próxima esquina e que vão tornar realidade uma série de sonhos que se consideravam inconcretizáveis, irreais e de ficção científica pura. Quem há uns anos, pensaria que iríamos falar diretamente para o nosso relógio de pulso ou que pudéssemos dar instruções verbais a um carro (e que este iria responder)? Os sonhos de criança de uma geração, a delirar de entusiasmo com as “loucuras” de uma série televisiva dos anos 80 acertava na mouche. Muitos dizem que a nossa realidade é exatamente moldada, por esses, com capacidade de ultrapassar barreiras e imaginar para além da realidade. Quem diria, que qual Júlio Verne, também o The Knight Rider ditaria a nossa evolução?

Mas será que as máquinas também vão ser capazes de sonhar e criar? Romper conceções atuais e criar mundos alternativos? Ao que parece já está a acontecer! Que a inteligência artificial surja para nos substituir nas tarefas mais “mecânicas”, previsíveis, burocráticas ou de análise exaustiva, os seres humanos aceitam e até ambicionam, mas que nos substituam nos campos em que a nossa verdadeira essência reside e que nos distingue das demais espécies, já é decerto mais complicado. Mas deixemos essas considerações no ar, com o seu carácter mais “estratosférico”.

O que sabemos é que cada vez mais as nossas vidas pessoais e profissionais vão ser facilitadas e “libertadas” pelas tecnologias e inteligências artificiais, potenciando (esperemos nós) o tal almejado worklife balance.

Como alguém da área de Gestão de Pessoas sinto as mudanças no modo como estas encaram o trabalho. Tudo o que se fala sobre as expectativas das novas gerações é verdade! Mais flexibilidade, mais ações de bem-estar e felicidade, mais proximidade e familiaridade nas organizações. Investir o nosso tempo no que vale realmente a pena e fazer sobressair as nossas características especiais e diferenciadoras. Sermos felizes no que fazemos e no que somos. Isso sim! São efetivamente, todas estas, ambições perfeitamente razoáveis. O “sujeitar-se a qualquer coisa, porque precisa de trabalhar” está nos seus últimos estertores e é bom que as empresas que ainda não perceberam bem essa realidade a incorporem rapidamente.

Mas vejo também as dificuldades ainda sentidas e vividas pelas empresas que não estão munidas de estruturas (ou mentalidades) que respondam a estas expectativas. De facto, nem todos somos (pequenas) empresas na Indústria 5.0! Como eu invejo as suas “pequenas” estruturas moldáveis e acessíveis, o posicionamento e budgets “People First”, os seus investimentos tecnológicos.

Mas para alguns, o Futuro ainda está atrasado!

Ainda não “falamos todos para o pulso”, claro está. Mas sei que há-de chegar, tal como aguardamos a renovação das estações do ano, sei que irá acontecer. Pequenas mudanças, atrás de pequenas alterações, que se vão concretizando e trazem esperança consigo.

Como diz a outra: “ Uma andorinha não faz a primavera”, mas por vezes, já é um bom começo.

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