“O nosso objetivo é realizar sonhos”

Alexandra Santos está à frente da Decisões e Soluções de Bragança há sete anos. Uma decisão tomada num momento crítico, de crise financeira, revelou-se muito positiva e a diretora da agência DS de Bragança está otimista para o futuro. Agora que a Covid-19 permitiu um desconfinamento da população e retoma dos negócios e da atividade empresarial, Alexandra Santos continua motivada e afirma que “nunca se pode perder a esperança”, pois os sinais de retoma são positivos.

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Alexandra Santos, diretora de agência

O que a fez avançar para a abertura de uma agência DS?

A abertura da agência aconteceu há sete anos e deveu-se à necessidade de fazer algo com que me sentisse confortável e realizada, a nível pessoal e profissional. Tinha sido gerente bancária, mas passei por um processo de rescisão de contrato, numa época de forte crise financeira, e o meu objetivo era encontrar uma alternativa de trabalho, sendo que não haveria muitas que se identificassem com o meu perfil comercial. A Decisões e Soluções foi a opção de escolha, uma vez que as áreas de negócio que desenvolve são um complemento às áreas de negócio da Banca, com a qual me sentia bastante confortável, logo este projeto, em meu entender, teria tudo para dar certo.

Como caracterizaria o serviço prestado nesta agência? Os consultores imobiliários têm formação prévia?

Desenvolvemos um serviço de excelência, sempre na ótica de satisfação dos que nos procuram: os tão importantes clientes. Todos os dias, a nossa preocupação é a realização de sonhos, procurando sempre as melhores soluções de mercado, quer na Mediação Imobiliária, quer na Intermediação de Crédito, ou Seguros, ou outras áreas de negócio que trabalhamos, pois temos um serviço diferenciado. Os nossos consultores, desde o primeiro momento, têm o privilégio de fazer formação interna, com um dos melhores formadores da área imobiliária a nível nacional, que temos o prazer de ter na rede DS.

A DS é mais que uma agência imobiliária? Porquê?

A DS não é mais uma agência imobiliária. É uma agência única, que desenvolve um trabalho diferenciado e personalizado, que nos permite fidelizar pessoas e satisfazer em pleno cada um que recorre a nós. Tratamos as pessoas como família e desenvolvemos todos os dias laços de amizade.

Tendo em conta a sua posição geográfica diferenciada, como avalia a atividade de mediação imobiliária, relativamente àquela praticada noutras regiões portuguesas? Tem características únicas?

Sim, Bragança está muito próxima da fronteira, onde também existem muitos emigrantes que procuram apoio na compra de habitação e crédito bancário. Tentamos sempre dar o nosso melhor, no entanto dada a zona geográfica do país, claro que os negócios embora significativos em número de operações, ficam aquém em volume, pois nos grandes centros urbanos os volumes negociados são muito superiores e nós sofremos com isso.

No que respeita aos clientes, portugueses e espanhóis são clientes da DS Bragança, ou apesar de fazer fronteira, existe uma maioria nacional?

Temos bastantes clientes emigrantes nomeadamente de França, Suíça e Espanha, mas o maior volume são clientes nacionais residentes.

Como caracterizaria a sua região, no que respeita aos imóveis disponíveis no mercado?

Estamos inseridos numa região que se tem desenvolvido muito a todos os níveis, cresceu muito a nível turístico e, sendo uma zona do país com características próprias, as pessoas que vêm têm-se fixado. Nos últimos tempos, é percetível a entrada de estrangeiros à procura de qualidade de vida, bem assim como pessoas das grandes cidades à procura do sossego e a tal qualidade de vida, com capacidade financeira para adquirir imóveis com características muito próprias, nomeadamente moradias em zonas rurais.

Como avalia o desequilíbrio existente entre a procura e a oferta?

Este desequilíbrio existente é a nível nacional. Efetivamente, existe mais procura que oferta no mercado nacional. O que se verificou nos últimos anos é que tivemos uma crise financeira e a maior parte dos construtores pararam completamente, pelo que deixou de haver imóveis novos no mercado. Neste momento, mais concretamente desde há dois/três anos para cá, houve uma retoma na construção civil, mas apartamentos novos ainda são escassos, daí ainda haver pouca oferta. O que existe são maioritariamente imóveis usados e de reconstrução urbana, bastante apetecíveis a potenciais investidores.

A Covid-19 poderá funcionar como um travão para o mercado imobiliário, que obriga a uma redução do valor da renda?

No meu entender, a Covid-19 veio abrandar um pouco a euforia que estava a acontecer, no entanto não me parece que o mercado imobiliário vá abrandar muito. As pessoas continuam interessadas em comprar, continuamos a mostrar imóveis, continuamos a apoiar no crédito, com a Banca a querer dar o seu contributo. No mercado de arrendamento, o que eu entendo é que também continua a haver muita procura e pouca oferta e daí não me parecer que as rendas irão sofrer grande oscilação no preço.

Como lidou a DS Bragança com os tempos de confinamento imposto pela pandemia? E como está a ser a retoma da atividade?

A DS Bragança, assim como toda a rede, esteve quase dois meses com as portas fechadas e em teletrabalho, a tentar dar continuidade aos processos que estavam em curso e não deixar sem acompanhamento os seus clientes. Tivemos de nos reinventar, adaptarmo-nos à nova realidade de forma virtual, com tecnologia e muita criatividade à mistura – tendência que veio para ficar. Aproveitámos este período para refletir, adotando novas metodologias de trabalho, tirando partido do tempo para fazer formação, reciclar conhecimentos, melhorar as nossas performances, mostrando ao nosso mercado-alvo que estamos presentes e cooperantes. Este período deu também para aperfeiçoar regras e conhecimentos nas áreas de negócio que desenvolvemos. A retoma tem sido extraordinária, pois continuamos a abrir a porta diariamente a muitas pessoas, estamos a retomar negócios, o crédito tem crescido exponencialmente e estamos muito otimistas em relação ao futuro.

Que desafios existem para os mediadores atualmente, dado o súbito crescimento de agências de mediação e mediadores imobiliários, de há uns anos a esta parte?

Claro que vai ser desafiante, pois quem se quer destacar no mercado, quem quer prestar um serviço de excelência, quem estiver capacitado com ferramentas que permitam trabalhar com transparência e credibilidade tem tudo para se destacar. As pessoas procuram serviços diferenciados, querem sentir confiança e seriedade nos negócios. Mais que um vendedor, procuram um “amigo” e aí a rede DS é claramente reconhecida!

Quais os objetivos para o futuro a médio e longo prazo?

Os objetivos para o futuro são promissores, não podemos deixar de sonhar. Penso que estamos numa rede que tem crescido muito, que nos dá apoio e nos mune de ferramentas para sermos e estarmos no mercado com margem para nos destacarmos! Temos presente um nova vitalidade e dinamismo do setor, lutando diariamente com muita resiliência, inerente à nossa profissão. Estamos munidos de pessoas que todos os dias se veem crescer, os números e negócios são alcançados de forma ascendente e temo-nos superado todos os meses, por isso só posso estar neste projeto com muito otimismo e esperança no futuro a médio e longo prazo!

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