Produtos nacionais, sustentáveis e que ditam tendências

Inês Duarte é mãe de dois filhos e sabe a importância dos produtos e equipamentos que ajudam a criar o bebé,ao longo do seu desenvolvimento.O sonho de ter um negócio próprio transformou-se em realidade pouco antes de ser mãe de José,o seu segundo filho,há 12 anos.A Maria Café é uma empresa nacional,que confeciona os artigos à medida das necessidades e dos gostos dos clientes,que estão cada vez mais atentos a conceitos como slow-living,produção nacional e sustentabilidade.

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Inês Duarte, fundadora e gerente

O que esteve na origem deste projeto?

Sempre tive o sonho de ter um negócio próprio. Quando estava grávida do segundo filho, há 12 anos, comecei a investigar uma solução que me permitisse dar atenção e estar presente para os dois, e cheguei ao babywearing. Na altura não havia quase nada em Portugal, por isso resolvi aprender a fazer um porta-bebé de pano. Quando o Zé nasceu, eu andava na rua com ele no porta-bebé, as pessoas perguntavam e pediam-me para fazer para elas. Acabei por criar um blog e comecei a fazer por encomenda. Entretanto, fui fazendo outras peças, à medida das minhas necessidades e das clientes. Hoje em dia os porta-bebés são apenas uma parte da oferta da Maria Café.

Que características distinguem os produtos da Maria Café dos demais?

São concebidos sempre tendo em conta a necessidade dos clientes e a sua funcionalidade. O iSling, que lançámos recentemente, foi concebido por mim a pensar nos pais que querem dar colo ao bebé desde o nascimento, de forma segura e fisiológica, mas que não se adaptam à complicação dos panos e das mochilas. É muito simples de usar, é ergonómico e é um artigo inovador.

Como definiria as pessoas que colaboram consigo na produção das peças?

São pessoas da minha confiança, que sei que colocam em cada peça que fazem o mesmo amor e dedicação que eu coloco.

Que características tem o cliente que procura este tipo de peças?

São famílias jovens e atentas a tendências, mas também à segurança, conforto, respeito pelo bem-estar do bebé. Estão nas redes sociais e procuram soluções para viver a chegada do bebé de forma simples, plena, segura, orgânica. Valorizam o slow-living, o slow-making, a produção sustentável e nacional.

Toda a produção é realizada em Portugal?

A produção é nacional, os materiais são todos comprados cá, excetuando os que não se encontram, e aí recorro a fornecedores na UE.

Como testam a qualidade dos produtos?

Escolhemos só os melhores materiais, os tecidos têm todos certificado Oekotex, para uso com bebés e são o mais orgânicos possível. Fazemos testes pessoalmente às peças que criamos, antes de as disponibilizar para venda. O isling está em processo de certificação e já foi testado por uma especialista/formadora em babywearing, que o considerou espetacular.

Onde estão presentes?

Estamos só online e temos atelier, onde atendemos mediante marcação. Estamos no site, nas redes sociais e disponíveis também por email.

Como é possível ultrapassar as dificuldades socioeconómicas que atualmente se vivem?

O país parou, mas os bebés continuaram a nascer e a necessidade de dar colo até cresceu. Estivemos sempre presentes e a comunicar, e sabemos que é importante para o nosso público poder falar connosco, tirar dúvidas, fazer encomendas. Durante várias semanas parámos o atendimento presencial, mas mantivemos todo o apoio por email, telefone e mensagens privadas. Para me dar apoio nas redes sociais tenho contado com a agência de comunicação TOLK.

Que mensagem gostaria de passar de forma a promover o consumo de produtos nacionais?

A nossa economia sofreu um grande revés para nos proteger a todos do vírus. Depende de nós optar por produtos nacionais sempre que possível e ajudar a reerguer o país. Deixar o dinheiro cá dentro.







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