Segurança online nas suas mãos

Devido aos crescentes ataques virtuais, a cibersegurança é uma preocupação cada vez maior das empresas. Na vanguarda da segurança online encontramos a Redshift Consulting, empresa portuguesa criada em 2010, que nasceu pretendendo ser uma referência em matérias como Networking ou Information Security. Com 10 anos de atividade, já com reconhecimento nacional e internacional, o grupo liderado por João Manso trabalha de perto com os seus clientes para assegurar a melhor segurança.

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João Manso, CEO

Criada em 2010, a Redshift é hoje uma empresa portuguesa vocacionada para os diferentes aspetos de segurança, protecção de dados, gestão de informação e tecnologias de informação e comunicação, que se devem ter em conta num mundo onde a tecnologia é essencial.

“A Redshift começou em 2010 como uma empresa pequena, com poucos funcionários e vocacionada para a área da consultoria para indústria. Fomos crescendo, tanto no que respeita às áreas de atuação como à equipa, que atualmente é mais jovem”, conta João Manso, CEO da Redshift Consulting, sobre o crescimento da empresa, que desde a fundação apenas atravessou um ano em que não cresceu. Este desempenho fez com que tenha sido reconhecida, em dois anos, como uma das 500 PME’S que mais cresceram na Europa.

Sobre o que os diferencia das suas congéneres, João Manso enumera vários fatores, mas dá um foco especial ao cuidado e satisfação, tanto dos seus colaboradores – que, com boas condições de trabalho, podem trabalhar afincadamente – como dos seus clientes, que procuram a Redshift Consulting para segurarem o que têm de mais valioso – os seus dados: “Nós não trabalhamos o contrato, mas sim o cliente. Isso traz maiores dificuldades e custos, mas a satisfação de os manter é imensa. Há clientes que ganhámos em 2010/2011 e continuam connosco”.

O Estado Português foi um dos primeiros clientes desta empresa de cibersegurança. Com as entidades governamentais tem vários e continuados projetos, sendo relevante a participação nos exercícios de ciberdefesa levados a cabo pela NATO (Cyber Coalition) a convite do Centro de Ciberdefesa e o trabalho que tem desenvolvido junto do Centro Nacional de Cibersegurança.

“Portugal foi, é e vai continuar a ser cada vez mais atacado pelo potencial que tem por ter acesso a plataformas multinacionais, tentanto explorar fragilidades na relação de confiança estabelecida com os nossos parceiros”, explica o CEO, sobre a importância de Portugal no mundo e as suas vulnerabilidades: “Há muitas áreas sensíveis, como o setor da energia e das telecomunicações, sem esquecer o abastecimento de água e o setor alimentar. Nos transportes, o setor da aviação está melhor que a média, mas os restantes setores têm muitas fragilidades”, explica João Manso.

Atualmente, a Redshift Consulting trabalha com várias empresas que, cada vez mais, se preocupam com a cibersegurança, uma vez que os ataques vêm de origens diversas, com intenções muito diferenciadas e podem ter efeitos de grande escala. Assim, a Redshift oferece serviços tão diferentes como integração de sistemas de segurança e correlação de dados, auditorias de segurança ou análise forense.

“Quando começámos a empresa, havia muita gente a falar, mas pouca gente a fazer. Naquela altura, a segurança era muito limitada ao contexto da defesa do perímetro da empresa”, diz João Manso. Os responsáveis estão mais preocupados, mas muitos ainda veem no custo o principal entrave para uma melhor segurança. “Nunca estamos protegidos nem nunca estaremos totalmente protegidos. Estamos mais bem preparados do que estávamos no ano passado, mas não estamos completamente preparados. Todos os anos estamos melhor, mas conscientes que ainda temos muitas lacunas, que a nossa maturidade ainda é baixa e que o Estado não faz o investimento suficiente. Se o Estado não aumentar este tipo de investimento, também não dará o exemplo ao setor privado nacional”.

Uma boa defesa necessita de ferramentas, mas também de muito e bom conhecimento, para responder ao cada vez mais variado tipo de ameaças: “O antivírus protege-nos muito dos ataques, mas só dos mais banais, os conhecidos. A proteção do utilizador e do posto de trabalho vai para além do antivírus. O importante é detetar o ataque e reconhecê-lo, investir na visibilidade. Isto é mais importante do que tentar parar o ataque, porque na verdade não conseguimos parar tudo, só aquilo que conseguirmos detetar e reconhecer”. A consciencialização é um primeiro passo, mas ainda falta percorrer um longo caminho para se estar razoavelmente seguro de que se tem a capacidade para reduzir a hipótese de um ataque ter sucesso e impacto insustentável. A segurança digital não se baseia só num bom antivírus e/ou firewall. Esta pode ser uma primeira forma de proteção do computador, mas só um utilizador capacitado, o conhecimento da mente do «bandido» e a rapidez na resposta permitem aumentar o ambiente de segurança das empresas e planear as soluções necessárias para a melhor protecção: “As pessoas devem ser formadas e treinadas para se defenderem a elas e às organizações onde estão inseridas” conta o responsável pela empresa de consultoria e de cibersegurança, que acredita que uma maior formação das gerações mais jovens, em vertentes como a ética, pode ajudar na distinção entre o certo e o errado aquando do desenvolvimento de um sistema ou aplicação, ou da utilização de um computador ou de um equipamento móvel.

Sobre os desafios que a nova década traz para a Redshift Consulting, João Manso destaca os novos produtos e serviços que pretendem lançar no mercado, bem como a constante busca por novas soluções que satisfaçam o mercado, que só terão como grande obstáculo a instabilidade económica, quer nacional quer mundial, que possa limitar dramaticamente o investimento das organizações.

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