“Todas as crianças são únicas”

Paula Pinto de Almeida é especialista em coaching infanto-juvenil, área que descobriu aos 40 anos. Agora, ajuda pais e filhos a perceberem como lidar com algumas situações do quotidiano e assegura que nunca como agora foi tão necessário dotar as crianças e os jovens de capacidade de reconhecerem, assumirem e trabalharem por um propósito próprio.

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Paula Pinto de Almeida, especialista em coaching infanto-juvenil

O que a levou a seguir esta área?

Aos 40 anos, no contexto de uma carreira no marketing (disciplina que adoro e a que recorro ainda hoje) descobri no coaching a forma de poder “transformar” crianças em “seres únicos” (o segredo a revelar é que eles já são únicos, mas às vezes não o sabem), devolverlhes a sua essência, contribuir para que sejam plenos deles mesmos, ajudar o seu futuro, fomentar a sua melhor versão. Apaixonada por essa ideia, passei a dedicar-me a esta causa e a procurar ajudar crianças, jovens, pais, escolas, instituições e educadores a serem plenos, sem dramas e a encontrarem a sua melhor versão.

Quais as maiores dificuldades que as mulheres enfrentam profissionalmente?

Acredito que as questões salariais ainda não estarão 100% alinhadas em Portugal entre géneros e que impactam muito diretamente as mulheres a nível profissional e social. Não faz sentido que uma pessoa que faça exatamente o mesmo que outra, dentro da mesma empresa, receba menos ou mais, seja ela do mesmo género, ou não. Contudo, acredito também que cabe a nós mulheres, continuar a empreender e a mostrarmos a nós próprias e, por osmose, ao mundo, o que queremos, o que defendemos e o que acreditamos.

Como vê a capacidade de liderança das mulheres?

A capacidade de liderança das mulheres é “teoricamente” igual à dos homens. Prefiro não generalizar, mas acredito que todas as pessoas podem, se quiserem, se definirem uma intenção clara, se se prepararem, atingir os seus objetivos. E se o objetivo de uma mulher for o de ser uma grande líder, deverá trabalhar no sentido de apurar ou potenciar os seus talentos e habilidades para atingir esse objetivo.

O coaching pode ajudar os menores a encontrarem os seus pontos de equilíbrio?

Acredito mesmo que sim, principalmente se perspetivarmos que necessitamos de jovens que se responsabilizem pelo seu futuro sem se vitimizarem perante ele. Jovens que tenham espírito crítico, capacidade de pensar, de se questionar, de procurar novas fontes, que consigam ter iniciativa e competências para irem atrás do seu próprio bem-estar e equilíbrio psicológico, emocional e físico. Para isso é necessário que haja profissionais que lhes reconheçam potencial e que os ajudem a extrair, fazer reconhecer e trabalhar todos os seus talentos e capacidades.

Quais as vantagens para pais e para filhos?

Quero começar a trabalhar aquilo a que chamo coaching preventivo, assente em várias situações do quotidiano dos menores e seus pais, com base em sete áreas-chave do desenvolvimento de crianças e jovens. Se estes as compreenderem a fundo e assumirem de antemão a sua parte da responsabilidade preventiva perante a situação, conseguirão muito mais facilmente atingir um comportamento ajustado às circunstâncias.

Tendo em conta o período que estamos a viver, onde pode o coaching ajudar?

O coaching tem por base o atingimento de objetivos e, no limite, é nisso mesmo que esta área pode ajudar os menores e os seus pais. Ajudar a reconhecer a realidade em que vivem, aquilo a que se propõem, traçarem os seus objetivos, delinearem uma estratégia e realizarem o proposto.

www.paulapintoalmeida.com

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