Um berço único

Em tempos casa de Damião de Góis - humanista luso do Séc. XVI e grande amigo de Erasmo de Roterdão - e, mais tarde, do ilustre maestro e compositor Luís de Freitas Branco, o Monte dos Perdigões é um lugar marcado pelo pensamento livre e pela obra feita e dá a conhecer os seus vinhos pela voz do diretor geral, Nuno Maia.

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Nesta casa com uma ligação ímpar à cultura, os vinhos têm “berço”: “Os vinhos do Monte dos Perdigões são o reflexo do terroir onde são produzidos, das castas plantadas e do clima e solos que influenciam o seu ciclo produtivo. Aqui, as produções são controladas na vinha e, logo que as uvas atingem o estado ótimo de maturação, são vindimadas e levadas para a adega”, resume Nuno Maia.

Na adega imperam materiais nobres e todo o transporte de massas é efetuado por gravidade. Criteriosamente escolhidas, as uvas fermentam em balseiros de carvalho francês Allier ou em lagares de mármore alentejano, famosos pela sua elevada inércia térmica, que com a sua geometria larga e tendo a ajuda de pisa mecânica, favorecem a extração dos taninos e uma expressão aromática notável. Cubas de inox com rigoroso controlo de temperatura, balseiros, tóneis e cascos de carvalho francês completam o acervo ao dispor dos enólogos. A adega dispõe ainda de uma sala de barricas onde os vinhos estagiam em ótimas condições naturais.

Mais de 250 castas autóctones

De acordo com Nuno Maia, os vinhos nacionais são cada vez mais reconhecidos internacionalmente, devido ao esforço dos produtores para conquistar novos mercados e também à comunicação e promoção dos vinhos portugueses, feita pela ViniPortugal, através da marca “Wines of Portugal”, mas ainda falta percorrer algum caminho: “Falta convencer as grandes cadeias retalhistas internacionais a apostar de forma decidida nos vinhos portugueses. O vinho português é uma proposta singular, segura e diferenciadora, da qual não podemos desagregar a excelente relação qualidade-preço. Os vinhos portugueses são genuínos: atualmente temos mais de 250 castas autóctones e esta diversidade de castas únicas e de alta qualidade concedem aos vinhos portugueses aromas delicados, distintos e particulares”.

No que respeita ao Monte dos Perdigões, os objetivos futuros passam por expandir o património vitivinícola e aumentar a capacidade produtiva: “Uma vez atingida a escala que ambicionamos, dedicar-nos-emos à criação de uma proposta diferenciadora e de elevada qualidade em termos de enoturismo”.

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