O percurso de Diogo não começou na fotografia. Desde cedo, mostrou gosto pelas artes, mas ao tentar encontrar a sua verdadeira vocação percebeu que arquitetura não seria o seu caminho. Natural de uma família com raízes na área industrial, acabou por seguir essa vertente inicialmente. A vida mudou quando teve a oportunidade de acompanhar um fotógrafo profissional num casamento. “Foi a minha primeira experiência real com fotografia e foi aí que senti nascer verdadeiramente o ‘bichinho’”, recorda. A partir desse momento, passou a dedicar os fins de semana à fotografia de casamentos, apesar de continuar a exercer funções como diretor de produção numa empresa industrial. “No início ganhava cerca de 25 euros por casamento, mas foi essa a minha porta de entrada numa área onde finalmente sentia que podia ser criativo”, explica. A experiência acumulada em casamentos permitiu-lhe consolidar técnica e resistência, mas com o tempo deixou de o motivar. Sentiu a necessidade de enfrentar desafios maiores e decidiu inscrever-se no Instituto Português de Fotografia, onde encontrou finalmente a clareza que procurava: explorar a fotografia publicitária, de produto e o trabalho de estúdio pensado ao pormenor. Em parceria com uma colega de curso, decidiu criar a Undercover, inicialmente como estúdio fotográfico.
“Acredito profundamente que a marca pessoal dá a cara
aos projetos e aproxima-nos dos clientes — algo que sempre
defendemos na Undercover”.
Ao longo dos anos, a Undercover foi crescendo e atualmente funciona como uma pequena agência, embora Diogo prefira outro
enquadramento: “A minha equipa insiste em chamar-lhe agência, mas, pessoalmente, não me identifico totalmente com o termo, apesar de oferecermos essas valências”. Para o empresário, a verdadeira essência do projeto está na integração nos trabalhos e na empatia com os clientes. “Aceitamos apenas trabalhos nos quais sentimos que podemos acrescentar valor e onde reconhecemos desafios reais. Também não aceitamos qualquer projeto sem antes conversarmos. Tem de haver química e um verdadeiro ‘match’. Gostamos de funcionar como alfaiates: analisamos, desenhamos, entregamo-nos totalmente e acompanhamos de perto cada etapa. O nosso objetivo é personalizar e aproximar as marcas, criando relações humanas autênticas”.

Marca pessoal: autenticidade e impacto
A marca pessoal de Diogo surgiu de forma natural. “Sempre gostei de fotografar de forma livre, e o telemóvel mostrou-se uma ferramenta incrível para isso. Conversando com a equipa, percebemos que tínhamos conteúdo para criar algo diferente, espontâneo e disruptivo, que acrescentasse informação sobre fotografia e sobre a forma como se comunica em Portugal.

Tornou-se algo terapêutico e prazeroso para mim”, explica. Para o criativo, este espaço não tem como objetivo ser uma montra comercial, mas sim um território onde pode ser genuíno e explorar a sua visão. “Acredito profundamente que a marca pessoal dá a cara aos projetos e aproxima-nos dos clientes — algo que sempre defendemos na Undercover”. Ao mesmo tempo, alerta para a banalização do conceito: “Hoje, as marcas pessoais estão ‘na moda’, copiam outros e não são autênticas, o que desvaloriza algo tão importante e finalmente em crescimento”.
“Sempre gostei de fotografar de forma livre, e o telemóvel mostrou-se uma ferramenta incrível para isso. Conversando com a equipa, percebemos que tínhamos conteúdo para criar algo diferente, espontâneo e disruptivo, que acrescentasse informação sobre fotografia e sobre a forma como se comunica em Portugal. Tornou-se algo terapêutico e prazeroso para mim”.
Desafios e ambições para o futuro
Apesar dos sucessos, Diogo alerta para os desafios do setor criativo, nomeadamente a precariedade e a prostituição na fotografia. “Infelizmente, há muita gente que quer entrar na área de qualquer forma, sem se respeitar a si própria nem à profissão. Hoje em dia, tudo tende a ser uma reprodução do que os outros fazem, sem autenticidade e cuidado”. Com 18 anos de experiência, o seu foco mantém-se no respeito pela essência da fotografia e na valorização do setor. Para o futuro, a Undercover prevê manter o crescimento, expansão de serviços e novas iniciativas, sem nunca perder a sua essência. “Há um segredo bem guardado na gaveta, que passa por criar um espaço criativo, aqui em Vila Nova de Gaia, e que prevê juntar várias valências do setor criativo. Muito personalizado e diferente do que existe. Mas, por enquanto, ainda não posso revelar”.

A trajetória de Diogo Rocha é a prova de que uma marca pessoal autêntica, sem medo de julgamentos, é capaz de transformar não só carreiras, mas também a perceção de valor no mercado criativo, estabelecendo novos padrões de qualidade, empatia e originalidade.
Quer conhecer mais sobre a Undercover procure em: http://undercover.pt/
Morada: Rua do Mercado 30 Lojas X e V
4410-390 Arcozelo, Vila Nova de Gaia
https://www.instagram.com/undercover.pt/
https://www.facebook.com/undercover.pt/
https://www.linkedin.com/company/undercover-estudio/
Contactos:
hello@undercover.pt
+351 223 245 737
+351 918 123 848






