O Digital Atelier iniciou atividade muito recentemente. Por que razão é importante posicionar um negócio desde o início e ver reconhecido o esforço para criar algo novo e pessoal?
É essencial que um negócio, mesmo nos seus primeiros passos, seja pensado com um posicionamento claro. No caso da Digital Atelier, desde o início que houve a preocupação em definir esse posicionamento, apostando na gestão de redes sociais (o serviço que melhor dominava) e focando especificamente nas áreas das artes, moda e lifestyle, por serem universos com os quais me identifico e que me permitem trabalhar de forma mais fluida e autêntica. Esse foco não só facilita a entrega de valor real aos clientes, como reforça a identidade do projeto, que é também, em grande parte, um reflexo pessoal. Ver esse esforço reconhecido é, por isso, duplamente gratificante: como profissional e
como criadora de algo verdadeiramente meu.
Quando pensou em criar este projeto, quais as características que definiu para o mesmo?
Desde o início, quis que o Digital Atelier fosse um projeto com identidade própria, que refletisse não só competências técnicas na área da gestão de redes sociais, mas também uma visão estética apurada e uma abordagem muito próxima e personalizada. Definem-se como características fundamentais: a criatividade, a autenticidade e a especialização em nichos com os quais me identifico melhor.
O que a levou a avançar para algo diferenciador – com o conceito de “boutique” – e sob a sua liderança?
Sempre quis ter algo meu, onde pudesse criar as minhas próprias regras. Decidi apostar numa área onde já vinha a desenvolver competências: o marketing digital. O conceito de boutique surgiu da vontade de construir relações próximas com cada cliente, trabalhando cada marca com atenção ao mais pequeno detalhe. Ao manter um número intencionalmente limitado de projetos, conseguimos mergulhar a fundo em cada negócio.
Como decorreu este primeiro ano de Digital Atelier?
Surpreendentemente, em apenas um ano, alcancei um reconhecimento que nunca imaginei alcançar tão cedo. Não esperava vir a colaborar com projetos de grande dimensão como o MACAM, entre outras, nem com marcas internacionais como a FONDO, de Madrid. Também foi essencial o apoio da minha família — os meus pais, o meu irmão — e, claro, das minhas melhores amigas. Rodear-nos de apoio incondicional faz toda a diferença, sobretudo nos momentos em que falhamos.
Aquando do início de um novo projeto, que caminho é preciso trilhar? Quão importante é a resiliência (e a paixão pelo projeto) para que este efetivamente se concretize?
Um caminho de coragem, consistência e clareza. É preciso começar com uma visão, mesmo que imperfeita, e depois construir com estratégia, dedicação e abertura para aprender. A paixão pelo projeto é o que alimenta essa jornada, especialmente nos momentos mais difíceis. Porque sim, haverá falhas. É inevitável. Mas cada erro carrega em si uma oportunidade de crescimento.
O que destaca deste caminho até ao momento presente, como sendo os momentos mais difíceis da jornada, bem como aqueles que considera mais recompensadores?
Sinto que estou a crescer verdadeiramente como profissional e a encontrar um espaço onde posso criar com liberdade, errar, aprender e evoluir. Acredito que posso vir a inspirar outras pessoas que, como eu, sonham em empreender, mas sentem medo.










