“A pandemia não foi igual para todas as empresas”

A Finidias nasceu, enquanto empresa de consultoria financeira, num momento em que o recurso a empréstimos bancários estava praticamente vedado a todos – particulares e empresas – devido à crise económico-financeira da primeira década do século XXI. Assim, a Finidias reinventou-se e o serviço de Contabilidade passou a fazer parte do seu portefólio de serviços. Em entrevista, Pedro Fernandes explicou mais detalhadamente todos os serviços fornecidos e a forma como a Finidias ultrapassou o período exigente da pandemia.

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Pedro Fernandes, sócio-gerente e equipa

Pedro Fernandes é o sócio-gerente da Finidias, uma empresa de Contabilidade, Consultoria Fiscal e Empresarial que surgiu em detrimento do primeiro objetivo da sua fundação: “A Finidias foi criada como empresa de consultoria financeira, mas considerando o momento em que tal aconteceu, a consultoria financeira não era um serviço que permitisse, em exclusividade, tornar a empresa viável”.

No mesmo espaço físico da Finidias já funcionava uma empresa de Contabilidade, com muitos anos de atividade: “Acabámos por absorver esse serviço e, desde então a Finidias, em nome próprio, presta serviços de Contabilidade, Fiscalidade, Consultoria Fiscal e Empresarial”.

Aquando da pandemia, a relação de proximidade que existe com os clientes foi muito importante: “Esta relação de confiança e proximidade é muito importante, pois precisamos de conhecer bem os nossos clientes – e todos eles são diferentes e têm as suas especificidades – para sabermos como os podemos ajudar e quais os seus objetivos seguintes, de forma a atuarmos corretamente. O período da pandemia, o confinamento e o momento em que as empresas foram obrigadas a suspender as suas atividades foi muito duro. O principal a fazer foi acalmar os clientes, fazê-los entender que logo que soubéssemos como os apoios se iriam processar, lhes diríamos, e foi exatamente isso que fizemos. Eu e uma colega assumimos a função de acompanhar a legislação que ia surgindo, conhecer os apoios disponíveis e avaliar quais dos nossos clientes seriam mais adequados para cada apoio”. Um dos apoios fundamentais para os empresários foi o lay-off simplificado: “Esse foi o apoio mais importante, considerando que era o que dizia respeito aos recursos humanos. Os empresários estavam preocupados com a questão de continuar a pagar salários não estando a trabalhar e a gerar lucro. Tal teria gerado despedimentos massivos”. O apoio às rendas, em muitos casos com a suspensão do pagamento desta obrigação, bem como o programa APOIAR foram decisivos para que muitas empresas subsistissem: “No que respeita aos nossos clientes, nenhuma empresa fechou, até ao momento. Muitas empresas aproveitaram, inclusivamente, para se reestruturarem, considerando que o facto de terem parado a atividade fez com que os empresários tivessem tempo para pensar, analisar a sua estrutura – recursos humanos, serviços, espaços físicos – e reinventarem a sua atividade”.

Quando questionado sobre como será a retoma económica, Pedro Fernandes não arrisca: “É difícil dizer como será de agora em diante, mas as empresas já trabalham de maneira diferente, pois estão sempre em alerta, preparadas para trabalhar num dia e já não poderem trabalhar no outro. Por outro lado, não é correto generalizar a pandemia – há empresas que estão fechadas até agora, outras que apenas foram ligeiramente afetadas e outras ainda a quem a pandemia não afetou em nada, pelo contrário”.

A Contabilidade e a digitalização

A Finidias sempre primou por estar na vanguarda das tecnologias e assimilar o que lhe permita reduzir o tempo de execução de tarefas: “É importante que tenhamos acesso a ferramentas tecnológicas que nos permitam o trabalho remoto – como aconteceu no momento do primeiro confinamento – bem como a plataformas onde o cliente possa carregar alguns documentos aos quais nos queira dar acesso, bem como possa descarregar documentos de que necessita, sem ter de aguardar pelo envio do email, por parte do contabilista”.

No que se refere ao futuro, Pedro Fernandes pretende crescer, mas de forma sustentada: “Não há nenhuma empresa que não queira crescer. Se existimos, é para crescer, mas o aumento da equipa virá em consequência direta do aumento do número de clientes e do volume de trabalho. Adotámos também algumas parcerias, nomeadamente com uma empresa que desenvolve candidaturas a apoios europeus ou de investimento, isto porque considero que devemos concentrar os nossos esforços naquilo que sabemos fazer bem e deixar para os nossos parceiros aquilo em que eles são especialistas. Os nossos clientes sabem que podem contar connosco”.

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