“A preparação e o planeamento são o segredo do sucesso”

A Climacer é uma empresa de climatização cuja base de Engenharia define a forma como o trabalho é desenvolvido. A dedicação à preparação de qualquer projeto permite à Climacer executá-lo sem imprevistos, garantindo cumprimento de prazos e um total aproveitamento de recursos humanos e técnicos. Estas características fazem com que esta empresa de Coimbra esteja muito presente em obras hospitalares e assegura-lhe um lugar no Top 5 das empresas de climatização em Portugal.

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“Nada de grandioso é alcançado sem paixão” é uma frase-chave para a Climacer. Com mais de 30 anos de mercado, esta é uma paixão que já dura há três décadas?

Sim. Esta empresa nasceu em 1990, mas esta administração só entrou em 2015, numa altura em que a empresa atravessava alguns problemas financeiros. Eu conheci a Climacer através de trabalhos que esta realizou em Angola, num projeto onde a minha empresa, que também era da área da Climatização, trabalhava. Gostei muito do trabalho desenvolvido pela Climacer, por isso, quando soube que a empresa estava com esta dificuldade, pôs-se a hipótese de entrar no capital da empresa, o que veio a acontecer em abril de 2015. Esta é uma empresa com uma base de Engenharia muito forte. Essa base manteve-se, a empresa só precisava de apoio na Tesouraria e no contacto com novos clientes. Na verdade, precisava de se abrir ao mercado. Os anos de 2015 e 2016 foram anos de organização da empresa, de forma a prepará-la para arrancarmos, oficialmente, em 2017. E assim aconteceu. Nós conseguimos transmitir para o mercado e para os clientes a paixão que temos com a Engenharia. Outro dos pilares da Climacer são os seus recursos humanos. Somos mais do que uma equipa – somos uma família. Fazemos questão de tratar bem as pessoas, mimá-las e respeitá-las de forma a quererem permanecer connosco e mesmo no país. Uma das grandes dificuldades deste setor é a falta de mão de obra qualificada. Por essa razão, nós temos uma ligação muito estreita com o Instituto de Emprego e Formação Profissional de Coimbra, cidade onde nos situamos, e temos formado alguns profissionais que vêm de áreas técnicas diferentes, mas que depois não conseguimos manter connosco, considerando que os próprios querem mudar de vida e nós não conseguimos também absorver todos. A qualidade da equipa é muito importante: a nossa equipa técnica é das melhores do mercado português, o que permite à Climacer concorrer com os maiores players do setor e estar, atualmente, situada no Top 5 das empresas de climatização em Portugal.

A base de Engenharia é um ponto de destaque da Climacer. Qual a importância desta base, para todos os projetos que depois desenvolvem?

Quando um cliente nos entrega um projeto, é importante perceber a adaptabilidade dele à real necessidade do cliente. Nós não somos projetistas. O que nós fazemos é juntar o projeto à necessidade do cliente. Fazemos isso internamente, com as nossas equipas. Trabalhamos nas plataformas CAD desde 2012 e BIM e REVIT desde 2016, o que permite analisar e preparar todo o projeto em 3D, ainda antes de iniciar a compra de qualquer material, para conseguir visualizar e prever quaisquer problemas que possam surgir. Queremos assegurar que não há quaisquer incompatibilidades, de forma a garantir que, quando entrarmos em obra para iniciar o nosso trabalho, o mesmo não vai ter paragens. Isso evita atrasos na obra, bem como custos associados à paragem das equipas. Por exemplo, no projeto do hospital CUF Tejo chegámos a ter oito preparadores – engenheiros – que prepararam o projeto e anteciparam tudo o que podia acontecer. É uma estratégia que tem funcionado bem e vamos continuar a apostar nela.

PROJETOS EM DESTAQUE

AGEAS

Hotel Corinthia VC Quartos

CUF TEJO

CUF Sintra

Residências Universitárias de Coimbra

ULIS

Herdade da Barrosinha

AGEAS

Bayline

FMUCP

Bluepharma

Martinhal Residence

CUF Almada

Sede do Santander ( ampliação )

Hospital Pulido Valente

Olympus

Herdade da Barrosinha

Cuf – Descobertas

CUF Tejo

Unilever

Driscoll

Intercontinental Estoril

O desafio da climatização é cada vez maior. As cidades crescem cada vez mais em altura e há cada vez mais gente. Qual a sua opinião sobre a forma como se lida com a qualidade do ar, em Portugal? É algo reconhecido como importante?

Acredito que, cada vez mais, o mercado vai amadurecendo. Antigamente, os projetos tinham 70 ou 80 por cento do seu custo associados à construção – paredes, portas, janelas – e só 20 ou 30 por cento eram dedicados às instalações especiais. Hoje, existe um cuidado maior, por parte dos investidores, dos promotores e dos construtores para aquilo que é o conforto das pessoas – nomeadamente em características como a temperatura, luminosidade, humidade interior, entre muitas outras. Aliada a essa preocupação está um requisito europeu – o recente Decreto-Lei n.º101-D/2020 que estabelece também objetivos de NZEB – Near Zero Efficiency Buildings – portanto a procura pela eficiência energética é cada vez maior. Às vezes, o equilíbrio entre eficiência energética e conforto das pessoas não é fácil de atingir. Aliás, é nesse equilíbrio entre estas duas vertentes que se centra a busca dos responsáveis pelo desenvolvimento de novos produtos.

Esta é uma área com grande capacidade de inovação? Qual a importância de se estar a par das últimas novidades, no que respeita à tecnologia existente?

Estes produtos são baseados nas trocas de energia e isso, de acordo com as leis da Física, é feito através do processo que está na base dos sistemas de climatização. A inovação vem noutros aspetos, nomeadamente na eficiência energética das máquinas e na sua capacidade de melhorar o processo, mantendo uma custo-benefício interessante. Temos inovado bastante nos últimos tempos. Há muito espaço para melhorar. Nós estamos sempre atentos e temos contacto direto com os maiores fornecedores, fazemos inclusivamente visitas às fábricas e procuramos perceber sempre como a última tecnologia funciona.

Quais os planos para o futuro da Climacer?

Ser a empresa 100 por cento de capitais portugueses líder no mercado nacional. Garantir o melhor de Portugal para Portugal, de Norte a Sul. Procuramos a proximidade com o cliente. Entender as suas necessidades. Nesse sentido temos já a delegação em Lisboa perfeitamente consolidada, enquanto a do Algarve está a todo o vapor. As questões ambientais são para nós um imperativo e estamos já à procura de sermos empresa responsável no ambiente, ser empresa Verde, com todas as letras que isso significa. A internacionalização é uma hipótese e já foi falada, mas não existe, para já, nenhuma estratégia delineada nem pressa de a concretizar. Mas quando a oportunidade chegar vamos pensar nela, sem fragilizar o mercado nacional.

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