“A retoma económica vai ser rápida”

A H Consulting trabalha o mercado imobiliário da região de Lisboa, marcado pelas novas tendências de procura de casa, sobretudo por parte de famílias com filhos. No entanto, o diretor comercial, Hugo Andrade, explica que a procura pela cidade continua intensa e fala num ano de 2021 bastante positivo.

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Hugo Andrade, diretor comercial

Sendo o mercado lisboeta tão heterogéneo, como consegue a H Consulting posicionar-se de forma a ir ao encontro de todas as solicitações?

Hoje, é essencial estar no mercado atento e informado. O mercado imobiliário está em constante alteração e continua a ser uma área bastante dinâmica. O nosso posicionamento passa, primeiro, por estar presente, com a máxima qualidade, na grande montra do mercado imobiliário que é a Internet. Aqui é que captamos a maior parte dos clientes compradores, tanto no mercado nacional como no estrangeiro, contudo nem sempre temos aquilo que o cliente procura. Nestes casos, recorremos aos imóveis de outras imobiliárias para satisfazer os pedidos dos nossos clientes. Temos boas relações com todas as nossas concorrentes e procuramos junto dos nossos colegas o produto que se enquadre no perfil dos nossos clientes.

Que análise faz deste mercado, sobretudo depois da chegada da pandemia?

A pandemia alterou alguns hábitos não só no nosso país, mas a nível mundial, apesar disso continuamos com uma procura bastante acentuada de potenciais compradores e clientes vendedores. O mercado no primeiro confinamento parou apenas para respirar fundo, ninguém percebia o que se estava a passar e víamos pessoas com algum receio por não perceberem o que nos trazia a pandemia, no entanto o nosso mercado recuperou rapidamente e a procura – venda ou compra de imóveis – encontra-se neste momento num nível idêntico ao que tínhamos antes da pandemia.

Muitas famílias, aquando da pandemia e do confinamento, perceberam que as suas casas não eram as adequadas para si e procuraram mudar. Quais os “pontos fortes” mais solicitados atualmente, sobretudo pelas famílias com filhos?

Com o aparecimento da pandemia, a procura de imóveis com espaços exteriores ganhou um maior destaque. As famílias, principalmente com filhos, rapidamente perceberam que ter um imóvel com espaço exterior era a melhor solução, neste sentido houve um aumento significativo na procura de apartamentos com terraços e principalmente de moradias com espaço exterior nas áreas circundantes à Grande Lisboa. Com o aumento desta procura, também os preços de mercado subiram ligeiramente, no entanto a procura destes tipos de imóveis continua acentuada.

Considerando as novas prioridades familiares, que alterações lhe parece que estas tendências provocarão no mercado residencial da região metropolitana de Lisboa, face ao mercado da cidade?

O confinamento veio alterar a forma de trabalhar das empresas, algumas delas perceberam que não necessitavam de ter os seus colaboradores no espaço físico da empresa para que ela possa funcionar corretamente. O trabalhar a partir de casa vai ser, num futuro próximo, normal, e as pessoas acabarão por adquirir imóveis em zonas mais rurais por não estarem condicionadas a ter que se deslocar todos os dias para a empresa para trabalhar. No entanto, acho que o mercado da cidade de Lisboa continua com a procura bastante acentuada, tanto de portugueses (principalmente de casais sem filhos) como de estrangeiros.

Moradia no Alto de Santa Catarina

As novas construções e as remodelações de antigos edifícios, com traça arquitetónica histórica, representam alternativas residenciais para um cliente de segmento médio-alto e alto. Este mercado existe, em Lisboa?

A remodelação de antigos edifícios, com traça arquitetónica histórica, será porventura o maior mercado em Lisboa. Com a crise de 2008, a queda de alguns Bancos e as taxas de juros baixíssimas, quem tinha dinheiro parado nos Bancos rapidamente percebeu que o investimento no mercado imobiliário seria o melhor investimento a fazer. Então apareceram centenas de investidores a querer fazer o mesmo, mas a falta de conhecimento fez com que aparecessem produtos no mercado completamente desajustados à realidade. Muitas vezes, as remodelações feitas são boas de mais para a zona em que o imóvel se encontra e também existe o contrário. Um dos erros mais vulgares neste tipo de mercado são as remodelações feitas ao gosto próprio do proprietário e não ao encontro daquilo que o mercado procura.

Como caracteriza a oferta imobiliária atualmente disponível na região?

A oferta e a diversidade na região de Lisboa são muito grandes. Todos os dias aparecem novos imóveis para venda e a procura acompanha bem a oferta disponível. Os imóveis que realmente estão no preço certo de mercado vendem-se muito rapidamente.

Como ultrapassou a H Consulting o período pandémico e, sobretudo, como lhe parece que o mercado se irá comportar na fase de “retoma económica”?

No período pandémico foram tempos de reagrupar, perceber o que se estava a passar e definir estratégias para o futuro. Foram tempos de formação na área, porque acreditamos que a informação nunca é demais. Neste momento, estamos mais preparados do que nunca para enfrentar o mercado. O ramo imobiliário não vai parar e até ao final deste ano vamos estar muito perto dos níveis de 2019. A retoma vai ser, na minha opinião, muito rápida, face à procura que estamos a ter.

Que análise faz deste ano de 2021 e como se desenha o caminho da H Consulting no futuro?

O primeiro trimestre deste ano foi bastante equilibrado em comparação a anos anteriores. Neste segundo trimestre estamos muito perto de superar os números realizados no primeiro trimestre e temos a expectativa de fechar este segundo semestre com números superiores aos realizados em 2019. Desenha-se um ano que, na minha opinião, vai acabar por ser bastante positivo. Temos crescido de ano para ano paulatinamente, temos investido sempre no melhoramento e no crescimento sustentado da empresa e temos planos de abertura de um novo espaço ainda este ano.

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