“A tecnologia só faz sentido se for inclusiva”

A IOTECH desenvolve soluções tecnológicas que estejam focadas nas pessoas e ambicionem responder às necessidades da sociedade, indústria e empresas. Criada em 2018, começou por ser uma empresa de investigação e desenvolvimento (I&D) com soluções próprias, mas a pandemia redesenhou os serviços prestados e agora apresenta-se, também, como uma consultora tecnológica para a área da transição digital e análise de dados, através do desenvolvimento e integração de tecnologias, dado o know-how que possui, como explica o CEO, Filipe Portela.

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Em que áreas, particularmente, a utilidade das vossas aplicações se faz sentir?

O foco da empresa passa por desenvolver soluções de base web/mobile, que permitam às pessoas gerir informação, independentemente do dispositivo que utilizem. O objetivo é tornar os nossos clientes mais eficientes, reduzindo os seus custos operacionais e o tempo de execução das suas tarefas. Por exemplo, podemos colocar os sistemas a comunicar entre si,
reduzir a duplicação de processos, ou ter um software que permite ao gestor tomar decisões em tempo real, enquanto acompanha o desempenho da sua empresa através do seu telemóvel.

Quais as aplicações que gostaria de destacar e quais os problemas/necessidades às quais as mesmas respondem?

Na área da digitalização destacamos uma plataforma que permite a gestão, comunicação interna/externa e o controlo de informações, tais como equipas, documentos, equipamentos e a recolha de dados produtivos/administrativos. Esta solução permite centralizar e agregar todas as informações existentes e dispersas pela empresa e simplificar os processos de
consulta, troca e operacionalização da informação de forma ágil e rápida. Temos também um projeto – ioCity (financiado pelo Portugal 2020– NORTE-01- 0247-FEDER-045397) – em colaboração com o município de Famalicão, que passa por melhorar a “indústria” das cidades ao nível da sustentabilidade e mobilidade coletiva. O objetivo é criar uma aplicação
inteligente onde as pessoas que queiram visitar ou circular pela cidade possam perceber qual a melhor forma de o fazer (autocarro ou carro próprio); os percursos, paragens e ocupação dos autocarros; a ocupação dos parques de estacionamento, entre outras informações úteis.

Em Portugal, há muitas empresas que já estão no modelo da indústria 4.0, mas cujos colaboradores resistem fortemente à tecnologia. Como é que a IOTECH lida com esses casos?

Simplicidade e eficiência. Um dos grandes problemas da transformação digital e da desmaterialização são as mudanças a que as organizações estão sujeitas pois, normalmente, exige-se às pessoas e às empresas que se ajustem aos softwares e plataformas existentes. No nosso caso implementamos as nossas soluções de uma forma faseada e ajustada à
realidade de cada empresa, demonstrando que a tecnologia não vem substituir um colaborador, mas vem dar-lhe outras condições de trabalho.

“A capacidade de efetuar a transição digital vai filtrar quem se mantém no mercado e quem não será capaz de o fazer.”


Quais os desafios que a transição digital pode trazer e aos quais devemos estar atentos?

A capacidade de efetuar a transição digital vai filtrar quem se mantém no mercado e quem não será capaz de o fazer. Este é o principal desafio. As empresas que querem implementar esta transição, mas não sabem como, devem ter alguém ao lado, seja uma consultora ou empresa tecnológica como a IOTECH, que seja capaz de perceber os desafios que enfrentam e de os ajudar, até porque de forma fácil e acessível pode-se fazer muita coisa útil. O outro
desafio é o de criar um país sustentável, com a ajuda da tecnologia. A tecnologia não resolve problemas, mas ajuda a minimizar o seu impacto.

Como se posiciona a IOTECH no que respeita ao futuro? Existe possibilidade para crescer?

Pretendemos ser um player importante na transformação digital das empresas em Portugal. A
aposta contínua em Recursos Humanos qualificados, o estabelecimento de parcerias estratégicas com o sistema nacional de inovação, a flexibilidade e a adaptabilidade às necessidades dos nossos clientes são o nosso rumo. Destacamos ainda a nossa academia de formação, um projeto inovador e ambicioso que nos permite formar novos valores e
simultaneamente prepará-los para os desafios que se avizinham. A internacionalização é o objetivo a médio/longo prazo, pois entendemos que temos as competências e agilidade para implementar as nossas soluções num mercado global. Queremos é que as empresas nos desafiem, nos apresentem projetos e nos levem ao limite para simplificarmos os procedimentos do dia a dia. Somos uma empresa de I&D reconhecida e essa é uma mais-valia para os nossos clientes. Ao trabalharem connosco para além de beneficiarem de incentivos fiscais estão a ser acompanhados por uma empresa com experiência neste assunto.

Estamos cá para ajudar e para mostrar do que somos capazes.

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