Que momentos ou decisões ao longo do seu percurso considera terem sido determinantes para afirmar a sua liderança?
Os momentos mais decisivos foram certamente quando saí da minha zona de conforto. Mais que gerir indicadores, liderar acarreta inspirar confiança, tomar decisões de impacto e manter coerência sob pressão.
Fazer parte do grupo ACCIONA reforçou mais esta visão, mostrou-me que a verdadeira diferenciação está no gerar valor de forma sustentável, no liderar assumindo responsabilidade pelos resultados, pelo impacto positivo no setor e na sociedade.
A minha liderança assenta em três vertentes: aprender continuamente, rodear-me das melhores equipas e lembrar que serviços são sobre pessoas. Alinhar propósito, estratégia e execução, transforma a liderança em influência positiva e permite elevar um setor exigente com excelência, inovação e humanidade.
De que forma a sua visão estratégica enquanto mulher líder tem contribuído para gerar valor acrescentado para os clientes e trans formar o Facility Management em Portugal?
Defendo que o Facility Management deve ser estratégico, exigindo visão, decisão e coragem para desafiar modelos instalados. A liderança feminina traz colaboração aliada a rigor, transparência e foco em resultados. Na ACCIONA, elevamos o setor em Portugal, mostrando que a presença feminina é uma vantagem competitiva real para organizações e clientes. Integrando pessoas, processos e cultura, o nosso ‘Modelo FM’ demonstra que equipas diversas geram melhores soluções e desempenho superior.

Que desafios sentiu ao longo do seu percurso e como os transformou em oportunidades?
Os desafios foram muitas vezes silenciosos, mas formativos. Num setor técnico e dominado por homens, por vezes precisava provar a minha competência antes de exercê-la. Esta pressão foi combustível: dificuldades tornaram-se oportunidades para aprender e demonstrar resultados. Cada obstáculo ensinou-me resiliência, autenticidade e coragem. Liderar não é replicar modelos, mas equilibrar firmeza e empatia, decisão e escuta, estratégia e humanidade, abrindo caminho para inspirar equipas e criar oportunidades para outras mulheres.
Que características considera essenciais para que mais mulheres assumam posições de decisão?
São fundamentais três características: confiança, coragem e autenticidade. Confiança para acreditar na própria capacidade, coragem para assumir riscos e desafiar práticas instaladas, e autenticidade para liderar segundo os próprios valores. Mulheres que se apoiam, constroem redes de ligação e aprendem com erros. Não só abrem caminho para si próprias, mas transformam culturas organizacionais, tornando-as mais inclusivas, resilientes e inovadoras.
Que mensagem gostaria de deixar às novas gerações de mulheres?
Acreditem no vosso valor, mesmo quando os espaços parecem dominados por outros. Liderar, inovar e empreender exige coragem para desafiar o status quo, resiliência para transformar obstáculos em oportunidades e autenticidade para manter a vossa visão. Não esperem que alguém abra portas: construam-nas e inspirem outras a seguir-vos. O mundo precisa da vossa liderança!










