Aposta nas boas práticas na gestão de áreas de localização empresarial

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A APPE – Associação Portuguesa de Parques Empresariais resulta do esforço coletivo de gestores de áreas de localização empresarial, privados e públicos, e da sua vontade de dinamizar a qualificação e organização do território e de criar boas práticas, promovendo o aumento da competitividade nacional para uma maior atração e fixação de investimento produtivo.

Refletindo sobre temas primordiais do setor – a gestão eficiente e sustentável de parques
empresariais, a qualificação das áreas de acolhimento empresarial, a articulação eficaz das
diversas entidades licenciadoras e a promoção de políticas de desenvolvimento e de sustentabilidade – a APPE aspira a contribuir para a maior eficiência nos processos de atração de investimento sustentável e proporcionar um maior destaque às vantagens competitivas de
cada região.

Os Parques Empresariais são espaços de acolhimento empresarial que oferecem as condições mais adequadas para uma instalação rápida e eficiente de projetos de investimento,
desempenhando um papel fundamental na diferenciação e competitividade de cada região.
A adoção de modelos de planeamento e gestão das infraestruturas – sejam elas infraestruturas de transportes rodoviários e ferroviários, infraestruturas energéticas como o gás e o abastecimento elétrico ou infraestruturas de comunicações – são essenciais para o
desenvolvimento e aplicação de políticas de sustentabilidade, a nível ambiental e energético.

A definição de metas e avaliação dos níveis de cumprimento são uma preocupação das
entidades gestoras destas áreas de acolhimento empresarial, tendo como objetivo a atração e
fidelização dos seus clientes, numa procura constante de melhoria e inovação dos espaços e
serviços que disponibilizam.

A conjugação destes fatores e as melhorias efetuadas contribuem para que os territórios
sejam cada vez mais apelativos, eficientes e sustentáveis.

Um dos exemplos que aqui apresentamos é o trabalho que tem sido desenvolvido pelo
associado da APPE, Taguspark – Cidade do Conhecimento, na implementação de políticas
de sustentabilidade e eficiência com o objetivo de se constituir como o “Parque mais cívico da
Europa”.

Esse desígnio é introduzido por um conjunto de melhorias de eficiência na gestão do seu ativo e da adoção de um conjunto de boas práticas. O Taguspark desenvolveu então um modelo de
governação mais eficaz e sustentável, assente em 4 pilares:

-Independência Energética – com a introdução de fontes de energia solar que contribuem para alimentar toda a infraestrutura do parque, reduzindo a sua pegada ecológica;

-Economia circular – com a separação dos resíduos sólidos que são, em parte, utilizados no
processo produtivo de uma empresa instalada no Parque. É o caso das beatas que são utilizadas por uma startup no processo produtivo de materiais de construção com melhores qualidades acústicas e térmicas que os tradicionais;

-Alteração comportamental – com a difusão de políticas de objetivos de zero desperdício de água e energia, lixo e beatas e carros mal estacionados;

-Dignidade laboral – com o aumento do salário mínimo dos funcionários dos prestadores de
serviços residentes no parque para valores de 1000 euros.

A aplicação destas boas práticas, o desenvolvimento de um conceito de civismo coletivo e a promoção do bem-estar no local de trabalho contribuíram para o crescimento de um
ecossistema mais produtivo e sustentável, com uma combinação equilibrada entre aprender,
trabalhar, viver e relaxar, que enriquece e serve de exemplo para a região.

A arquitetura destes espaços deve ser planeada facilitando a coexistência de empresas,
instituições de ensino, espaços de lazer, casas, serviços, um ecossistema de conhecimento –
universidades, instituições de investigação e incubadoras, mas também espaço para a partilha
cultural e artística, tão importantes na promoção da participação da comunidade.

Este modelo de desenvolvimento constitui um fator competitivo na captação de investimento e na atração de empresas, resultando em polos empresariais onde coexistem empresas,
incubadoras, centros de ensino e investigação onde, para além dos espaços e serviços
oferecidos às unidades empresariais, existe disponibilidade de recursos humanos especializados, um modelo de boas práticas de sustentabilidade ambiental e energética,
resultando no bem-estar de quem visita e trabalha no parque onde não falta arte, cultura e
espaços de lazer, tornando estas localizações empresariais qualificadas em marcos fundamentais no desenvolvimento da economia regional.

A APPE vê a difusão deste tipo de políticas inovadoras e dos bons exemplos dos seus
associados como um instrumento para alavancar a economia regional e nacional, através do
aumento da visibilidade e atratividade do território português. Este tema será o central no
primeiro Webinar da Associação, com programa a apresentar em breve, para o qual todos os
responsáveis pela gestão de parques empresariais estão convidados.

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