Dizer que o Centro de Portugal é “um país dentro do país” pode parecer exagero, mas basta olhar para o mapa – e sobretudo percorrê-lo – para perceber que a expressão faz todo o sentido. Com 100 municípios e oito sub-regiões, é a maior e mais diversa região turística nacional. Neste território, conjugam-se mar e montanha, cidades e aldeias, inovação e tradição, espiritualidade e cultura, vinhos de excelência e gastronomia de identidade. Num só dia, é possível visitar um lugar Património Mundial, almoçar num restaurante com vista panorâmica, caminhar num trilho entre florestas e terminar com uma prova de vinhos num hotel de charme. Esta diversidade, vivida com autenticidade, tem vindo a afirmar o Centro como um destino surpreendente e memorável.
Os números confirmam essa dinâmica. Em 2024, a região ultrapassou pela primeira vez os 8 milhões de dormidas, aproximando-se das 8,4 milhões, e as projeções para 2025 apontam para um novo recorde. Também as receitas nos estabelecimentos de alojamento devem ultrapassar os 550 milhões de euros, o que demonstra que quem visita o Centro de Portugal valoriza cada vez mais as suas experiências. Os sinais para este verão são animadores. De janeiro a maio, as dormidas cresceram 2,4% e os proveitos 9,6%, superando a média nacional.
Este crescimento não acontece por acaso. Resulta da aposta clara numa oferta qualificada, diversificada e sustentável, bem como do trabalho diário da Turismo Centro de Portugal, das autarquias, das CIMs, dos empresários turísticos e das próprias populações, cada vez mais conscientes do papel benéfico desta atividade. Importa sublinhar que este crescimento não se faz apenas nos grandes centros urbanos. Uma das estratégias da Turismo Centro de Portugal tem sido promover a complementaridade entre territórios, criando produtos que ligam municípios, partilham recursos e criam valor em rede. As Aldeias Históricas e do Xisto, os Caminhos da Fé, a Rede de Cidades Criativas ou o Roteiro do Turismo Industrial, entre muitos outros exemplos, mostram como é possível atrair visitantes e distribuir os benefícios de forma equilibrada.
O impacto do turismo é, por isso, claramente positivo no Centro de Portugal. Ao contrário de outros destinos, aqui não há excesso de visitantes. O turismo tem sido um motor fundamental de reabilitação urbana, de valorização do património, de dinamização económica e de afirmação da identidade local. Tem ajudado a fixar população, a criar emprego e a revitalizar o interior. E ainda há muito por crescer – especialmente em territórios de interior com grande
potencial, à espera de serem descobertos. Portugal está hoje alinhado numa estratégia de longo prazo para o turismo, assente na sustentabilidade, na coesão e na inovação. O Centro de Portugal está preparado para liderar esse caminho. A nossa ambição é clara: queremos um turismo que cria valor, que respeita o território e que deixa marcas positivas em quem nos visita e em quem cá vive.









