A Sistecon apresenta-se como uma empresa de soluções integradas nas áreas da contabilidade, consultoria fiscal e seguros, apostando fortemente na digitalização e proximidade ao cliente. De que forma esta visão tem redefinido o papel tradicional do contabilista nas empresas portuguesas?
A digitalização veio transformar de forma significativa a função da contabilidade. O contabilista deixou de ser apenas o profissional responsável pelo cumprimento das obrigações fiscais para assumir um papel mais próximo da gestão e da tomada de decisão.
Na Sistecon, acreditamos que a informação financeira deve ser disponibilizada de forma clara, atempada e útil, permitindo aos empresários compreender melhor o desempenho dos seus negócios. A tecnologia automatiza tarefas operacionais, mas é a análise, a interpretação dos dados e a proximidade ao cliente que geram valor e confiança.
O contabilista, que há uns anos até era chamado de “guarda-livros”, é hoje cada vez mais um parceiro estratégico das empresas. Apoia o empresário desde a constituição da sociedade, oriento-o sobre o melhor percurso fiscal e sugere otimizações de custos. É por essa razão que a Sistecon integra um conjunto de soluções, incluindo a área dos seguros, cuja contratação é, em muitos casos, obrigatória para as empresas.
Ao fazer essa integração dos seguros à contabilidade, conseguimos sugerir soluções alinhadas com as expectativas do nosso cliente, visando a otimização fiscal e redução de custos. A Sistecon adota o conceito hands-on, porque entendemos que é este o modelo que nos faz sentido a nós e aos nossos clientes.
Durante muitos anos, o contabilista foi visto sobretudo como um profissional associado ao cumprimento de obrigações fiscais. Hoje, fala-se cada vez mais de um parceiro estratégico de gestão. Que competências considera essenciais para que os contabilistas acompanhem esta mudança de paradigma e acrescentem valor real aos negócios?
Além do conhecimento técnico, que continua a ser fundamental, os contabilistas precisam de desenvolver competências analíticas, capacidade de comunicação e visão estratégica.
Atualmente, é cada vez mais frequente sermos interpelados pelos nossos clientes, quando estamos em reunião de análise de resultados e objetivos, a indicar a melhor forma de otimizar os resultados da empresa. Os empresários já entendem como funcionam, mas e em termos financeiros? É essencial saber interpretar indicadores financeiros, identificar oportunidades e riscos e transmitir informação de forma simples e útil para a gestão. A adaptação tecnológica também é indispensável. O profissional do futuro terá de combinar conhecimento contabilístico e fiscal com competências digitais e uma forte orientação para o cliente.
Manter uma relação próxima com o cliente, orientar de forma clara e objetiva, estar em constaste atualização sobre temas fiscais e financeiros e participar de forma ativa nos processos de tomadas de decisões são fatores que representam um verdadeiro valor acrescentado na relação entre o contabilista e a empresa.
“Além do conhecimento técnico, que continua a ser fundamental, os contabilistas precisam de desenvolver competências analíticas, capacidade de comunicação e visão estratégica”
A automação, a inteligência artificial e as plataformas digitais estão a transformar o setor financeiro e contabilístico. Na prática, o que continuará a depender do fator humano e onde acredita que a tecnologia terá maior impacto nos próximos anos?
A tecnologia tem atualmente, e continuará a ter numa escala cada vez maior, um impacto crescente na automatização de processos repetitivos, no tratamento de dados e na produção de informação em tempo real. Isso permitirá ganhos significativos de eficiência e precisão.
No entanto, o fator humano continuará a ser determinante na interpretação da informação, na definição de estratégias, na gestão de situações complexas e na relação de confiança com os clientes. A inteligência artificial pode apoiar a tomada de decisão, mas não substitui o conhecimento, a experiência e expertise do profissional da contabilidade.
Com a entrada da IA, nota-se que os clientes começam a estar mais informados sobre os seus negócios. Hoje, é relativamente simples colocar uma questão a uma ferramenta de inteligência artificial e obter explicações detalhadas, enquadramentos legais, procedimentos e prazos. Embora, por vezes, a informação não seja atualizada ou 100% fidedigna, ajuda a orientar sobre questões e dúvidas diárias que surgem (e é normal) na gestão dos negócios e empresas.
Temos notado reflexos desta realidade nas consultorias fiscais, onde os clientes se apresentam mais preparados, com bastante informação e com uma lista (quase como se fosse uma lista do supermercado) de questões para clarificar. Isso é positivo e acredito que esta evolução deve manter-se. No entanto, a relação com o contabilista continuará a ser indispensável, porque é essa relação de proximidade, confiança e conhecimento do negócio que faz verdadeiramente a diferença.
A Sistecon tem apostado numa abordagem personalizada e orientada para soluções adaptáveis às necessidades de cada cliente. Num mercado cada vez mais competitivo e digital, quais são os principais fatores diferenciadores da empresa e como conseguem manter uma relação de proximidade com os clientes?
O nosso principal fator diferenciador é a combinação entre inovação tecnológica e acompanhamento personalizado. Procuramos compreender a realidade de cada cliente para apresentar soluções ajustadas às suas necessidades e objetivos.
Desde sempre, a Sistecon apostou no digital, por entender que este é o modelo que melhor funciona e que os clientes cada vez mais procuram. Investimos continuamente em ferramentas digitais, como o atendimento personalizado por WhatsApp, uma área reservada no nosso website para envio e receção de documentos, evitando um volume desnecessário de emails, e adaptamos o nosso sistema de respostas por forma a apresentar soluções mais rápidas e eficazes.
Estas ferramentas simplificam processos e melhoram a comunicação, sem perder o contacto humano. A proximidade, a disponibilidade, a previsão e a confiança construída ao longo dos anos continuam a ser pilares fundamentais da nossa atuação.

Muitas PME portuguesas ainda encaram a contabilidade como um custo e não como uma ferramenta de gestão estratégica. Que mudanças considera necessárias ao nível da mentalidade empresarial para que as empresas consigam retirar maior proveito da informação financeira e fiscal?
É importante que os empresários passem a encarar a contabilidade como uma fonte de informação essencial para a gestão e não apenas como uma obrigação legal. As decisões mais relevantes de uma empresa devem ser sustentadas por dados fiáveis e atualizados.
Quando a informação financeira é utilizada para planear investimentos, controlar custos, analisar rentabilidade e antecipar riscos, a contabilidade torna-se um instrumento estratégico de crescimento. Essa mudança de mentalidade pode fazer uma diferença significativa na competitividade das PME.
Muitas vezes os empresários perdem mais tempo a procurar o contabilista que pratica uma avença mais baixa do que avaliar a qualidade da informação e do acompanhamento prestados. Costumo dizer que quem procura de preço está, na verdade, à procura de alguém que cumpra uma obrigatoriedade legal.
Quando se procura um parceiro estratégico para a gestão da empresa, procura-se muito mais do que um contabilista. E, neste ponto, é importante numa primeira reunião abordar questões relevantes como: “de que forma pode ajudar a minha empresa?”, “qual é a vossa experiência e fator diferenciador?” ou “como podem alinhar a vossa atuação com as necessidades do meu negócio?”. Estas perguntas demonstram uma verdadeira preocupação com o crescimento da empresa.
Por outro lado, perguntas exclusivamente centradas no preço, como “quanto cobram para uma empresa com faturação X, um sócio e dois funcionários?”, refletem uma abordagem limitada e pouco estratégica. É precisamente esta mentalidade que precisa de evoluir.
Olhando para o futuro, como imagina a evolução da profissão de contabilista na próxima década e que papel espera que a Sistecon desempenhe nessa transformação do setor?
A profissão continuará a evoluir para um modelo cada vez mais consultivo, tecnológico e orientado para a criação de valor. Os contabilistas serão cada vez mais analistas e conselheiros de negócio, apoiando os empresários na definição de estratégias sustentáveis e na tomada de decisões informadas.
A Sistecon pretende continuar a desempenhar um papel ativo nesta transformação, através do investimento contínuo em inovação, na qualificação das equipas e no desenvolvimento de soluções que aproximem a informação financeira da gestão empresarial.
O nosso objetivo é consolidar-nos como um parceiro de confiança na evolução e no crescimento das empresas portuguesas, contribuindo para uma gestão mais eficiente, informada e sustentável.










