O que a levou a apostar na consultoria imobiliária, particularmente na área de investimentos imobiliários?
Eu licenciei-me em Enfermagem Veterinária e sempre quis trabalhar com animais desde que me lembro. No entanto, quando entrei no mundo do trabalho, percebi que, por muito que eu adore animais, viver de um salário mínimo, numa profissão de alta responsabilidade, onde o equilíbrio pessoal-profissional praticamente não existia, não era para mim. Quando entrei no imobiliário pela primeira vez, em 2019, percebi que, além de questões salariais, tinha possibilidade de ajudar pessoas (e animais) numa vertente diferente. Por consequência, e por ter entrado também no mundo dos investimentos com o objetivo de criar rendimentos passivos, comecei a fazer consultoria para pessoas
que quisessem começar a investir também. Hoje, ajudo a maioria dos meus clientes a encontrar as melhores oportunidades de investimento com vista à melhor rentabilização e/ou para habitação própria (juntamente com o
Crédito Habitação).
Que características possui, enquanto profissional, que acredita que são decisivas para levar a cabo este trabalho?
Este trabalho exige ambição, determinação e humanismo. Temos de saber ouvir as pessoas, compreender o que está nas entrelinhas da conversa, saber comunicar com eficácia. Muitas vezes, fazer gestão de conflitos (em situações delicadas, como divórcios ou partilhas de heranças) e ser quase psicólogos. Temos de ter particular sensibilidade para situações que impliquem dificuldades económicas. Os clientes fidelizam-se com companheirismo e empatia. Ser-se ambicioso não pode tirar-nos esse lado humano e é nesse nosso lado mais humano que reside grande
parte do sucesso neste trabalho.
Em algum momento sentiu particulares dificuldades em evoluir por ser mulher?
Por vezes, sim. No mundo dos investidores, muitos veem as mulheres como sendo sem noção do mercado e com pouca visão de negócio e de rentabilidade e isso criou-me muitas dificuldades inicialmente. Com o tempo, fui criando autoridade nesse mundo e, hoje, acompanho muitos clientes que só confiam em mim para fazer render o seu
património, porque sabem que não lhes vou querer vender qualquer coisa só para fazer número. Eu dedico-me a 1000% a cada cliente (tanto proprietários, como compradores). Cada transação é uma garantia de satisfação de ambas as partes.
Quais os desafios que encontrou, até ao momento, na sua carreira, e como os enfrentou?
Toda e qualquer área comercial enfrenta o desafio de saber lidar com os “Nãos”. Eu aprendi que são necessários 100 “Nãos” para chegar ao “Sim”, por isso, cada “Não” que encaro, vejo-o como faltando menos um para chegar a esse “Sim”.
“Ser-se ambicioso não pode tirar-nos
esse lado humano e é nesse nosso lado
mais humano que reside grande parte
do sucesso neste trabalho”.
Que mensagem deixa às mulheres que se esforçam diariamente por construir a sua carreira e que são resilientes para conseguir alcançar os seus objetivos?
Qualquer pessoa que queira construir uma carreira de sucesso e alcançar os seus objetivos tem de saber o que quer, logo para começar. Uma pessoa que saiba bem o que quer, que tenha um “porquê” forte, arranja forças vindas do seu mais profundo Ser para enfrentar tudo. Depois, ter humildade para aprender com os mais experientes e saber filtrar informações relevantes. Por último, ser humano com qualquer pessoa na rua e à nossa volta, pois não sabemos qual das pessoas com quem nos cruzamos nos poderá referenciar a alguém ou, até mesmo, tornar-se cliente. Ou seja, ter sucesso é sempre uma questão de atitude.









