Como nasceu a Eize, que necessidades procurou responder e de que forma define hoje o seu posicionamento enquanto intermediário de crédito?
A Eize nasce da ligação direta ao negócio de família. O meu pai trabalha há vários anos na mediação imobiliária e, no contacto diário com clientes, tornou-se clara a dificuldade em compreender o financiamento na compra de casa. A Eize surge para criar uma ponte sólida entre o imobiliário e o crédito, garantindo informação e confiança. Percebendo que o crédito é, no geral, complexo e pouco acessível, a nossa missão passou a ser simplificar o acesso ao crédito. Hoje, a Eize atua como intermediário de crédito independente, transparente e em total conformidade com o Banco de Portugal.
O atual crescimento do crédito indica um ciclo económico saudável ou prenuncia uma maior exposição ao risco?
Os dados do Banco de Portugal mostram uma retoma clara do crédito, sobretudo no crédito à habitação, refletindo uma normalização do mercado após um período de incerteza. O apoio do Governo, que permitiu financiamento até 100%, trouxe para o mercado muitos jovens e famílias antes excluídas. Este apoio teve impacto positivo, mas exige maior responsabilidade. As taxas de juro continuam a pesar nos orçamentos, tornando essencial avaliar a real capacidade de endividamento, antecipar cenários futuros e analisar o custo total do crédito. O crédito é uma oportunidade quando assente em informação e planeamento. É aqui que a Eize faz a diferença, ajudando a tomar decisões seguras com confiança no futuro.
“A Eize atua como intermediário de crédito independente, transparente e em total conformidade com o Banco de Portugal”.
Qual o papel dos intermediários de crédito e como a Eize se diferencia e contribui para a literacia financeira?
Num mercado cada vez mais complexo, o intermediário de crédito assume um papel essencial de orientação, comparação e proteção do cliente. Na Eize, não vendemos crédito: ajudamos a compreender as opções disponíveis e a escolher a solução mais adequada a cada situação financeira. Trabalhamos com várias instituições e a submissão simultânea dos processos promove concorrência, resultando em condições mais vantajosas. Acompanhamos todo o percurso, da análise à assinatura, explicando cada custo e compromisso. Cada processo é também uma oportunidade para reforçar a literacia financeira, acreditamos que um cliente informado é um cliente mais protegido.
Que balanço faz do ano 2025 e do mercado em geral? Que perspetivas e estratégias delineia para 2026, e que inovações tenciona apresentar no futuro?
Para a Eize, 2025 foi um ano de grande aprendizagem, marcado pelo aumento da procura de jovens e famílias por financiamento, impulsionado pelo apoio do Governo aos 100%. Este dinamismo trouxe também maior responsabilidade na análise de cada caso. Para o mercado, foi um ano de adaptação, com bancos a ajustarem a oferta e a apresentarem condições mais competitivas. Para 2026, queremos reforçar o apoio próximo e apostar na inovação: simplificar processos, alargar soluções personalizadas, investir em literacia financeira e fortalecer parcerias bancárias. O objetivo é continuar a ser um parceiro de confiança, com clareza, proximidade e inovação em cada decisão de crédito.









