ESG: O exemplo da Asseco PST na implementação destas práticas

O ESG – Environment, Social and Governance – é um conjunto de práticas relacionadas com as áreas do Ambiente, Social e Corporativa que asseguram que as empresas se preocupam com estas questões e que tomam medidas – internas e externas – para deixar o mundo um lugar um pouco melhor com a sua presença. Rita Inácio, Deputy Director - Governance, Risk & Compliance da Asseco PST, salienta as ações já levadas a cabo pela empresa, bem como a influência que o ESG já tem e terá – ainda mais – no futuro, no relacionamento entre empresas e no posicionamento das mesmas nos seus respetivos setores de atividade.

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O ESG é, hoje, uma forma de assegurar o lucro empresarial, dividindo a atenção por três áreas decisivas: o ambiente, o aspeto social e aspeto corporativo. Quão importante são estes três aspetos para a Asseco PST?

A Asseco PST, empresa com 35 anos de operação, tem vindo a incluir preocupações relacionadas com o ESG de
forma muito natural. Tratando-se do mercado das tecnologias, onde o foco está no acompanhamento das
tendências tecnológicas, desenvolvimento de soluções de última geração e otimização das soluções dos nossos
clientes, os aspetos sociais, ambientais e corporativos tiveram sempre de ser tidos em conta. Considerando
algumas das principais geografias onde atuamos, designadamente em África, as preocupações sociais fazem parte do nosso ADN. O Team Solidário, grupo de trabalho que implementa diversas iniciativas sociais,
permite à Asseco PST estar, ajudar e fazer parte do crescimento consciente e sustentável destas populações.
Do ponto de vista do Environment, é importante referir que a Asseco PST, hoje integrada na multinacional
Asseco, presente em 60 países, tem uma política ambiental bem definida e que deve ser implementada por
todas as empresas do Grupo.

Que práticas de ESG desenvolve a Asseco PST?

Detalhando a sigla ESG, identificamos abaixo algumas das principais práticas:

Environment – Implementação de processos com impacto direto na redução da emissão de gases com efeito de estufa, tais como a redução do consumo energético nos escritórios, utilização controlada das impressões em papel, reutilização dos portáteis por outras empresas do Grupo Asseco PST e frota automóvel com tendência crescente no uso de veículos híbridos ou elétricos;

Social – Desenvolvimento do grupo de trabalho “Team Solidário” que tem empreendido ações nas várias geografias, incluindo a entrega de bens de primeira necessidade a instituições de carácter social, entrega de sacos-cama destinados a pessoas sem abrigo, preparação de cabazes solidários, articulação com ações do
Banco Alimentar e uma parceria com a Make-A-Wish. Noutra vertente, refiro a realização regular do Questionário de Clima aos colaboradores;

Governance – Todos os níveis hierárquicos refletem a diversidade cultural e étnica existente. Neste caso, podemos dizer que mais importante que as políticas formais que definem esta diversificação, a Asseco PST, pela sua natureza e história, acumula princípios de diversificação cultural de forma genuína e espontânea. Outro dos temas abordados em Governance é a segurança da informação. Neste domínio, a Asseco PST tem, há vários anos, uma área especializada em Cibersegurança, onde, para além das preocupações e medidas internas,
apoiamos os nossos clientes neste tipo de implementações.

Que impacto é possível reconhecer da aplicação destas práticas, no que respeita ao ambiente laboral da Asseco PST?

O impacto é extremamente positivo, pelo facto de os nossos colaboradores se sentirem como fazendo parte de um todo – todo este que é diversificado pela sua natureza. Também os nossos clientes demonstram essa satisfação. Hoje em dia, formamos colaboradores nas diferentes geografias onde atuamos e que, muitas vezes, fecham o seu ciclo na Asseco PST passando a integrar os bancos, nossos clientes. Por outro lado, a consciencialização do ESG tem vindo a ter um papel fundamental também do ponto de vista Reputacional. Exemplo disso são os processos de “Know your Supplier”, que grande parte dos nossos clientes já nos solicitam.

A Banca é a impulsionadora da economia. Na análise de risco, aquando de um pedido de crédito bancário, passou também a ser necessário considerar os aspetos ESG das empresas solicitantes do crédito. Qual o papel da Asseco PST no que respeita às tecnologias e à inovação necessária para incluir ferramentas de leitura e análise de dados no software que disponibiliza ao setor bancário?

O impacto do ESG nos processos bancários é muito vasto, não se resumindo aos aspetos relacionados com um pedido de crédito. Concretamente, sobre estes, a Asseco PST está a trabalhar em ferramentas que podem ajudar a aferir o risco ESG das empresas, enquadrado na avaliação de risco das mesmas. Este impacto também tem reflexo na pressão regulatória atualmente existente, designadamente em diferentes relatórios que têm de ser enviados aos reguladores. Estas exigências criam grandes necessidades em termos de nova informação a reunir, analisar e tratar. Neste âmbito, a Asseco PST dispõe de soluções escaláveis que podem apoiar a organização, na preparação e resposta às necessidades de negócio e às exigências legais.

Que importância tem a atualização tecnológica constante como sendo um aliado da análise de risco bancária?

Recorrer a tecnologia já permite aos Bancos aferir de forma mais assertiva o risco de um determinado projeto. Incluindo novos fatores, como os relacionados com o Risco ESG, reduzimos o risco operacional, apostamos na
desmaterialização, tornando os processos mais sustentáveis para os Bancos, e, por fim, premiamos os projetos com melhor desempenho ESG (melhor acesso ao crédito e redução de comissionamento, por exemplo).

Como impactará o ESG o futuro das empresas? Falta ainda consciencializar mais algumas empresas para a importância da adoção de práticas ESG na sua filosofia empresarial?

Acredito que a Banca tem um papel fundamental nesta consciencialização do mundo empresarial. A pressão inicial foi efetuada pelos vários reguladores junto dos Bancos que integravam os seus sistemas financeiros. No
entanto, para os Bancos poderem dar as respostas pretendidas têm também eles de pressionar o mercado empresarial a adotar as práticas ESG. Se um Banco exige a uma empresa que afira os níveis de emissão de gases com efeito de estufa, a empresa terá de investir nesta análise para ter acesso ao crédito que solicitou. Por outro lado, refiro, mais uma vez, o Risco Reputacional, relacionado com as suas práticas, ou não, de ESG, a que as empresas estão expostas no setor em que atuam. Por fim, aproveito para recordar a carta publicada pelo CEO da BlackRock, Larry Fink, que demonstra como, na sua perspetiva, os desafios relacionados com as alterações climáticas são grandes oportunidades de negócio para as empresas, Bancos e consultoras parceiras que
respondam positivamente a estas exigências.

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