Formação profissional: fator-chave para o desenvolvimento

O CENFIM conta com mais de 30 anos de existência em Portugal e desenvolve projetos de cooperação, nomeadamente com Moçambique. Foi sobre este tema que o engenheiro Manuel Grilo, diretor desta instituição educativa, concedeu uma entrevista.

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Manuel Grilo, diretor

O CENFIM conta com 36 anos de existência e, tal como explica o diretor da instituição, Manuel Grilo, dá resposta às necessidades formativas das empresas do setor metalomecânico, através da formação para trabalhadores destas indústrias, formação para jovens e respetiva inserção no mercado de trabalho, através de cursos de especialização tecnológica (CET) e de educação e formação (CEF) e ainda formação para adultos e desempregados. A crescente procura desta mão de obra, bem como a qualidade da formação especializada ministrada por esta instituição, asseguram uma taxa de empregabilidade próxima dos 100 por cento.

Em Moçambique, país com o qual o CENFIM tem um protocolo de cooperação, o objetivo é potenciar a formação profissional de recursos humanos para as empresas do setor metalúrgico e eletromecânico, através da prestação de serviços de formação profissional: “Também criamos know-how próprio do Centro de Formação Profissional de Metalomecânica (CFPM), tanto ao nível administrativo, como de pessoal docente. Estamos em crer que o balanço deste projeto de cooperação é positivo”, explica Manuel Grilo.

A provar as declarações do diretor do CENFIM está o facto de, em 20 anos, ter formado, em média, 400 jovens por ano, e apoiar a formação de ativos empregados, reforçando a sua qualidade técnica e a produtividade: “A existência de projetos de cooperação semelhantes a este em países que possuem enormes lacunas ao nível da formação dos seus quadros é um complemento fundamental às respostas dadas pelos próprios países”.

No que ao futuro diz respeito, Manuel Grilo destaca a certificação do CFPM como IEP pela ANEP e a adaptação do modelo formativo para formação modular: “Pretendemos melhorar a formação dos formadores, bem como contratar novos formadores e expandir o CFPM no país”.

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