Que evolução houve nesta área, durante estes 34 anos? A atratividade de Portugal, enquanto país recetivo a investimento empresarial estrangeiro, aumentou consideravelmente nestes últimos anos?
Portugal e Espanha sempre tiveram uma relação, a nível comercial e de investimento, forte com a Alemanha. Ao longo destes 34 anos de atividade da Monereo Meyer em Espanha, e agora também em Portugal, este laço com a Alemanha foi-se estreitando cada vez mais, tornando-se a Monereo Meyer uma referência para o investimento oriundo de mercados de língua alemã. A evolução foi boa e Portugal aumentou a sua atratividade principalmente quanto ao investimento empresarial vindo da Alemanha.
Tendo a Monereo Meyer cerca de 40 advogados, quase todos eles falantes da língua alemã, que impacto tem a área de relações comerciais entre Portugal, Espanha e Alemanha nos serviços que prestam?
Nós falamos alemão. Já vivemos na Alemanha, na Suíça e Áustria e conhecemos muito bem o mercado de língua alemã. Muitos dos nossos advogados são nacionais desses países e estão habilitados a exercer lá. Estamos lá regularmente e sempre perto dos nossos clientes. Por todas estas razões, o mercado de língua alemã é importante para nós. Temos, inclusive, clientes de língua alemã com quem trabalhamos nas duas jurisdições (Portugal e Espanha).
A Monereo Meyer é membro da CBBL, a rede mundial de advogados comerciais de língua alemã. O que vos fez apostar nesta ligação, especificamente, à Alemanha (onde estão também presentes Áustria e Suíça)?
A CBBL é a única rede de escritórios de advogados de língua alemã em todo o mundo, há muito estabelecida. Todos os membros trabalham comprovadamente para o mercado alemão há anos, falam alemão e cumprem com os mais elevados padrões de qualidade impostos pela rede.
Como pode esta conjuntura que atualmente se vive impactar o investimento alemão em Portugal e, simultaneamente, fazer com que as importações alemãs de produtos portugueses sejam também afetadas?
Esperamos que os investidores estrangeiros continuem a ver Portugal como um parceiro para os seus negócios. Segundo dados oficiais, a Alemanha continua a ser uma das grandes economias a nível mundial, sendo o maior mercado da União Europeia e um dos principais players no mercado em Portugal, como cliente e como fornecedor de Portugal. Diria que Portugal continua a estar no mapa dos investimentos vindos principalmente da Alemanha.
Qual o papel de uma sociedade de advogados como a Monereo Meyer numa época destas como a que atravessamos, junto dos seus clientes?
Num ambiente económico global, é muito importante ter competências interculturais, para compreender como se fazem negócios noutros países. No nosso caso específico, atuamos como ponte entre clientes estrangeiros com interesses económicos em Portugal e Espanha. Este é um dos nossos grandes pontos fortes e o que nos diferencia de outros escritórios. Falamos a mesma língua que os nossos clientes, não só no aspeto linguístico, mas também culturalmente.
Que consequências económicas poderemos esperar desta conjuntura inflacionista e de guerra, a breve prazo?
Estamos novamente a atravessar uma época desafiante a nível mundial, mas as perspetivas são boas, com a continuação de investimentos vindos do estrangeiro, principalmente da Alemanha, Áustria e Suíça, onde está o
nosso foco. Prevê-se que a economia alemã retome o crescimento este ano. Sabemos que existe uma falta de trabalhadores qualificados na Alemanha, em alguns setores cruciais.










