Num momento em que a inovação dita o ritmo da economia global, como se posiciona a Cyberprotech no ecossistema da cibersegurança em Portugal e que papel pretende assumir nos próximos anos?
A Cyberprotech posiciona-se como uma entidade especializada na convergência entre cibersegurança, proteção de dados e tecnologia, com uma abordagem estruturada, orientada ao risco e, sobretudo, à execução sustentada.
Num contexto em que a transformação digital avança rapidamente, muitas organizações enfrentam dificuldades em acompanhar essa evolução ao nível da segurança e da conformidade. é precisamente nesse ponto que nos posicionamos: na capacidade de traduzir requisitos legais, técnicos e operacionais em soluções concretas, aplicáveis e mensuráveis.
O nosso papel não se limita à definição de estratégias, mas estende-se à sua implementação, acompanhamento e validação, garantindo que a segurança não é apenas concetual, mas efetiva no terreno. Nos próximos anos, pretendemos reforçar o nosso posicionamento como parceiro de continuidade, apoiando organizações na construção de modelos de governação robustos, com base em práticas reconhecidas e adaptadas à sua realidade.
Através de modelos como vCISO e CISO as-a-Service, procuramos garantir acesso a competências especializadas, visão estratégica e capacidade de execução, contribuindo para uma evolução consistente da maturidade das organizações e para o reforço da sua resiliência.
Para quem ainda não conhece a empresa, como descreveria, de forma simples mas concreta, o que faz a Cyberprotech no dia a dia?
No dia a dia, a Cyberprotech ajuda organizações a compreender o seu nível de exposição ao risco e a implementar medidas que garantam a proteção dos seus ativos críticos — dados, sistemas e operações.
O processo inicia-se com uma análise ao estado atual, identificando vulnerabilidades técnicas, lacunas organizacionais e riscos com impacto potencial no negócio. A partir dessa análise, definimos um plano de ação estruturado, com prioridades claras e alinhadas com os objetivos da organização, garantindo uma abordagem pragmática e faseada.
Acompanhamos a implementação das medidas necessárias, desde a configuração de infraestruturas e controlo de acessos até à definição de políticas e processos internos, formação de colaboradores e preparação para auditorias e processos de conformidade.
Uma componente essencial do nosso trabalho é assegurar que estas medidas são mantidas ao longo do tempo, através de monitorização e melhoria contínua. Assim, as empresas definem as suas políticas, nós desenvolvemos os processos baseados nas normas, uma metodologia muito própria, com a vertente Tailor-Made.
A principal orientação que transmitimos aos nossos clientes é que a cibersegurança deve ser integrada no funcionamento diário da organização, e não tratada como uma iniciativa pontual.
“No dia a dia, a Cyberprotech ajuda organizações a compreender o seu nível de exposição ao risco e a implementar medidas que garantam a proteção dos seus ativos críticos — dados, sistemas e operações.”
Olhando para o terreno, que tipo de organizações procuram mais os vossos serviços e que sinais de alerta costumam levá-las a agir?
A Cyberprotech trabalha com um conjunto diversificado de organizações, com destaque para PME, entidades públicas, instituições sociais e empresas em crescimento ou transformação digital. O fator comum entre estas entidades é a crescente dependência da tecnologia e a necessidade de garantir a continuidade das suas operações num contexto de risco crescente.
Os sinais de alerta mais frequentes que levam à procura dos nossos serviços incluem incidentes de segurança, tentativas de intrusão, falhas operacionais, perda de dados, exigências legais ou auditorias iminentes. No entanto, um dos aspetos mais críticos que identificamos é a perceção errada de segurança. Muitas organizações acreditam estar protegidas por terem soluções tecnológicas básicas implementadas, quando na realidade existem lacunas significativas ao nível de acessos, monitorização, segmentação de redes e processos internos.
Num momento em que a inovação dita o ritmo da economia global, como se posiciona a Cyberprotech no ecossistema da cibersegurança em Portugal e que papel pretende assumir nos próximos anos?
A Cyberprotech posiciona-se como uma entidade especializada na convergência entre cibersegurança, proteção de dados e tecnologia, com uma abordagem estruturada, orientada ao risco e, sobretudo, à execução sustentada.
Num contexto em que a transformação digital avança rapidamente, muitas organizações enfrentam dificuldades em acompanhar essa evolução ao nível da segurança e da conformidade. é precisamente nesse ponto que nos posicionamos: na capacidade de traduzir requisitos legais, técnicos e operacionais em soluções concretas, aplicáveis e mensuráveis.
O nosso papel não se limita à definição de estratégias, mas estende-se à sua implementação, acompanhamento e validação, garantindo que a segurança não é apenas concetual, mas efetiva no terreno. Nos próximos anos, pretendemos reforçar o nosso posicionamento como parceiro de continuidade, apoiando organizações na construção de modelos de governação robustos, com base em práticas reconhecidas e adaptadas à sua realidade.
Temos assistido a uma evolução positiva, com um número crescente de organizações a adotar uma postura preventiva. A recomendação é clara: investir antecipadamente na estruturação da segurança é significativamente mais eficaz e menos oneroso do que reagir após um incidente.
Inovar significa expor-se a novos riscos. Estamos a inovar mais depressa do que conseguimos proteger?
A realidade demonstra que a inovação tecnológica tem evoluído a um ritmo superior à capacidade de proteção da maioria das organizações. A adoção de soluções como cloud, mobilidade, integração de plataformas e automatização de processos trouxe ganhos relevantes de eficiência, mas também aumentou a complexidade e a superfície de ataque.
Muitas organizações expandiram a sua infraestrutura tecnológica sem consolidar pilares fundamentais como gestão de identidades, controlo de acessos, atualização de sistemas, segmentação de redes e monitorização contínua.
Outro desafio relevante é a falta de visibilidade: muitas entidades não têm uma noção clara dos ativos que possuem, dos acessos existentes ou dos riscos associados. a recomendação passa por garantir que cada iniciativa de inovação é acompanhada por uma avaliação de risco e por medidas de segurança proporcionais, assegurando que a evolução tecnológica não compromete a resiliência da organização.
Inovar com segurança não é um obstáculo — é um fator de sustentabilidade.
“A realidade demonstra que a inovação tecnológica tem evoluído a um ritmo superior à capacidade de proteção da maioria das organizações. A adoção de soluções como cloud, mobilidade, integração de plataformas e automatização de processos trouxe ganhos relevantes de eficiência, mas também aumentou a complexidade e a superfície de ataque.”
O Decreto-Lei n.º 125/2025 vem reforçar o quadro legal da cibersegurança em Portugal. Esta legislação representa uma mudança estrutural ou apenas um ajuste necessário?
O Decreto-Lei n.º 125/2025 representa uma mudança estrutural significativa na forma como a cibersegurança é abordada em Portugal. Este diploma introduz um modelo mais exigente, baseado na responsabilidade, na gestão contínua do risco e na necessidade de demonstrar conformidade através de evidência.
As organizações passam a ter de identificar os seus riscos, implementar medidas adequadas, monitorar continuamente a sua eficácia e estar preparadas para reportar incidentes.
Este enquadramento implica uma mudança de paradigma, exigindo maior maturidade organizacional, definição de responsabilidades e integração da cibersegurança na governação. A recomendação para as organizações é iniciar este processo o mais cedo possível, adotando uma abordagem faseada e estruturada, evitando soluções pontuais e garantindo consistência ao longo do tempo.
Com a NIS2, muito mais entidades passam a estar sob escrutínio. Este alargamento é um passo essencial para a segurança coletiva ou um desafio difícil de operacionalizar para muitas empresas?
O alargamento do âmbito da NIS2 é um passo fundamental para reforçar a segurança coletiva, reconhecendo que o risco digital é transversal a todo o ecossistema. A interdependência entre organizações significa que uma vulnerabilidade pode ter impacto em cadeia, afetando múltiplos serviços e entidades.
No entanto, este alargamento representa também um desafio significativo, especialmente para organizações com menor maturidade ou recursos limitados.
A operacionalização destas exigências requer uma abordagem pragmática, com definição de prioridades, implementação faseada e apoio especializado quando necessário. A recomendação passa por começar pelos fundamentos — controlo de acessos, gestão de ativos, backups, continuidade, monitorização — e evoluir progressivamente, garantindo uma base sólida antes de avançar para níveis mais avançados de maturidade.
Pela primeira vez, a responsabilidade sobe claramente à gestão de topo. Isto muda verdadeiramente a cultura das organizações ou corre o risco de se tornar apenas mais uma obrigação formal?
A responsabilização da gestão de topo tem potencial para ser um dos elementos mais transformadores deste novo enquadramento.
Ao integrar a cibersegurança na esfera da decisão estratégica, reforça-se a importância da gestão do risco como componente essencial da governação. No entanto, a mudança cultural não ocorre apenas por imposição normativa. É necessário garantir que a gestão tem acesso a informação clara, objetiva e acionável. a ausência de visibilidade e de indicadores pode levar a decisões baseadas em perceção e não em realidade.
A recomendação é a implementação de mecanismos de reporting estruturados, com indicadores simples e relevantes, que permitam à gestão acompanhar o estado da organização e tomar decisões informadas. Quando bem implementada, esta mudança pode elevar significativamente o nível de maturidade e resiliência das organizações.
Num cenário de maior exigência regulatória, que mensagem deixaria às organizações: devem ver a cibersegurança como um custo, uma obrigação ou uma oportunidade de inovação e confiança?
A cibersegurança deve ser encarada como um investimento estratégico com impacto direto na confiança, na continuidade e na competitividade das organizações.
Num contexto onde os incidentes são cada vez mais frequentes e as exigências regulatórias mais rigorosas, a capacidade de demonstrar controlo e resiliência torna-se um fator diferenciador.
As organizações que adotam uma abordagem estruturada conseguem não só reduzir risco, mas também melhorar a sua reputação, reforçar relações com parceiros e aumentar a confiança dos seus clientes.
A recomendação final é clara: integrar a cibersegurança no modelo de gestão, garantindo que faz parte dos processos, da cultura e da tomada de decisão.
Mais do que cumprir obrigações, trata-se de criar uma base sólida que permita crescer de forma sustentável, inovar com confiança e responder de forma eficaz aos desafios do futuro.
NOTA:
O atual contexto regulatório e tecnológico exige às organizações uma abordagem estruturada, contínua e devidamente evidenciada à gestão do risco digital. A cibersegurança assume, assim, um papel central na governação, na continuidade operacional e na credibilidade institucional, deixando de ser um domínio exclusivamente técnico.
A experiência demonstra que as entidades que adotam modelos de gestão integrados — com avaliação regular, implementação faseada de medidas e mecanismos de monitorização e reporting conseguem não só cumprir os requisitos aplicáveis, como também reforçar a sua resiliência e capacidade de resposta.
Neste enquadramento, torna- se essencial garantir que as decisões são suportadas por informação fiável, que os processos estão definidos e que existe uma clara responsabilização ao nível organizacional. A adoção de uma abordagem estruturada à cibersegurança constitui, assim, um fator crítico para a sustentabilidade, confiança e evolução das organizações no médio e longo prazo.










