O que significa inovar no imobiliário e de que forma isso se reflete no dia a dia de um consultor?
O mercado imobiliário sofreu grandes mudanças nos últimos 30 anos. A compra da minha primeira casa foi efetuada quase folheando um catálogo numa agência. Desde então muito mudou, e o COVID trouxe desafios mas proporcionou um grande impulso das estratégias digitais e acelerou com a nova onda associada à Inteligência Artificial.
Dito isto, eu vejo a inovação como a capacidade de cada consultor se posicionar, não como vendedor, mas como prestador de serviços cada vez mais profissionais e diferenciados e que realmente acrescentem valor aos clientes. Esse é o meu foco de posicionamento e a integração forte que faço da IA no meu negócio está a contribuir para essa diferenciação: prestar serviços inovadores aos meus clientes.
Como a sua formação em engenharia e experiência em manutenção de edifícios influencia a sua abordagem à mediação imobiliária?
Eu vejo o imobiliário como uma extensão natural do meu percurso anterior na engenharia e, mais concretamente, ligado à manutenção de edifícios. É por isso que o meu posicionamento é como “Prestador de Serviços” com o objetivo de concretizar negócios de compra e venda de imóveis. E um corolário desse posicionamento está o novo serviço que estou a disponibilizar a clientes e colegas na área da “Inspeção Técnica”.
Algo que não é obrigatório no mercado nacional, mas que a exigência crescente dos clientes tornará essencial no futuro. Daí que, tirando partido do meu conhecimento técnico, estou já a posicionar-me de forma diferenciada e, de alguma forma, inovadora.
Como a formação da Keller Williams impulsiona a inovação e a criação de um serviço imobiliário de maior valor?
A inovação, nunca pode estar dissociada do conhecimento e da experiência. A formação na KW, gratuita e muito abundante, torna disponível aos consultores acesso a conhecimento teórico e treino prático, que incorpora sempre as práticas mais inovadoras e disruptivas – muitas vezes pela simples partilha de conhecimento entre colegas.
A formação na KW não se cinge ao processo de compra e venda. Abrange áreas relacionadas com a Tecnologia, modo de pensar, ser e estar, e isso é uma vantagem competitiva para os consultores KW, sem igual no mercado.
Que práticas e ferramentas distinguem a KW Focus Almada no mercado imobiliário?
A KW Focus, como parte da rede KW, está muito atenta à evolução do mercado. E nesse sentido, tentamos identificar e antecipar “the next big thing”. Num mercado pequeno como o português, ter como fonte de conhecimento a casa mãe nos EUA permite-nos acesso a informação e tecnologia sempre na vanguarda do mercado. São isso exemplo, o continuado desenvolvimento do nosso CRM (Command) e também as parcerias com o Canva e o Gemini que nos permitem acesso a ferramentas diferenciadoras na área da IA e também com a Casafari e o Confidencial Imobiliário para acesso aos dados de mercado mais atualizados e reais, para estudos de mercado imóveis.
“Sem inovação, não é possível criar diferenciação. Penso que essa é a essência do trabalho de um consultor. Não se trata de vender ou comprar imóveis. Trata-se de assegurar que os sonhos e desejos dos clientes se concretizam”.
Que impacto as ferramentas digitais têm na tomada de decisões mais informadas por parte de compradores e vendedores?
Esse impacto é inegável. O acesso generalizado às ferramentas digitais e de IA, fará que os clientes se tornem ainda mais conhecedores e exigentes. No entanto, não partilho a ideia de que o Consultor é uma espécie em vias de extinção. Os consultores que tenham a capacidade de reunir esses dados, de os contextualizar e de os interpretar, serão sempre capazes de acrescentar valor aos clientes e eliminar o risco de desinformação que essas ferramentas sempre podem trazer.
Defende como pilares do seu trabalho a confiança, transparência e relações win-win. Como a inovação pode reforçar esses pilares e dignificar o consultor imobiliário e a sua credibilidade?
Sem inovação, não é possível criar diferenciação. Penso que essa é a essência do trabalho de um consultor. Não se trata de vender ou comprar imóveis. Trata-se de assegurar que os sonhos e desejos dos clientes se concretizam.
Já não basta tirar fotos e colocar um anúncio. No mercado imobiliário do futuro, será necessário proporcionar uma experiência de maior impacto que consiga gerar a confiança de que o serviço prestado está à altura das expectativas e converge para o objetivo ultimo dos clientes.
Tal como disse antes, acredito que um consultor não é um mero “Vendedor de Casas”. No mercado imobiliário presente e do futuro, o consultor será, cada vez mais, um representante dos interesses dos clientes. E nessa medida, a formação aliada às ferramentas digitais e de IA serão a marca diferenciadora que ajudará a mudar a forma como a sociedade vê esta profissão.
A credibilidade não está em conhecer os dados. A credibilidade está na forma como conseguimos interpretá-los e dar-lhes contexto adequado às necessidades dos clientes.
Que tendências irão moldar o setor imobiliário e como se está a preparar para elas?
Sem dúvida que a utilização das ferramentas de IA irão dar um impulso grande na forma de promover a compra e venda de imóveis. Penso que outro passo que será decisivo está relacionada com a digitalização de desmaterialização progressiva dos processos. Esses avanços vão contribuir para processos imobiliários mais rápidos e menos burocráticos, sem colocar a segurança em risco. No que me diz respeito, estou atento a todas as inovações e estou a incorporar tudo o que possa facilitar o meu trabalho e tornar melhor a experiência imobiliária dos meus clientes.






