Lowjoule: especialista em otimização energética

Com 12 anos de mercado, a Lowjoule destaca-se por prestar serviços de Auditoria e Consultoria que permitem aumentar a eficiência e economia de custos relacionados com a energia. De acordo com Graça Gomes, engenheira química e fundadora da empresa, os processos de monitorização e otimização disponibilizados pela Lowjoule são fundamentais para ajudar as empresas a tornarem-se mais competitivas.

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Graça Gomes, fundadora e diretora

Que objetivos dão origem à Lowjoule?

A Lowjoule nasceu em 2009. Foi uma aventura ponderada e refletida, orientada pela minha área de formação base: a Engenharia Química. Na minha função anterior estava ligada à consultoria ambiental e fui percebendo as lacunas existentes a nível energético nas instalações industriais. Nada faria mais sentido do que desenvolver novas competências no sentido de otimizar os custos numa área onde tanto desperdício existia: energia. Iniciei então a jornada de criação e desenvolvimento de uma empresa, não saltando qualquer etapa, de forma a que a Lowjoule fosse idónea, reconhecida e sustentável.

Que serviços presta?

Os processos de produção e distribuição de energia são processos transversais a qualquer tipo de indústria, pelo que não estamos limitados a fileiras específicas. Efetuamos a avaliação energética inicial, muitas vezes designada também de diagnóstico, roadmap, que consiste no reconhecimento da instalação, na análise do rendimento dos processos e/ou equipamentos e é com esse output que é proposto um plano de medidas de racionalização de energia, complementado sempre com uma análise técnico-económica à medida de cada projeto. O facto de apostarmos muito na aquisição de equipamentos de monitorização diferenciados para a área térmica permite-nos obter outro tipo de resultados, que tornam o trabalho mais rico em termos de conteúdo, de maior utilidade para o cliente, o que distingue o nível de trabalho desenvolvido.

A vossa área de atuação obriga a uma constante atualização e formação?

Sim, nós temos formação contínua nas várias áreas de energia, processos e monitorização. É das rubricas mais relevantes desde sempre, e englobam cursos à medida indoor e outdoor, workshops, fóruns de energia, debates no Linkedin, e é para todos os recursos internos. Descarbonização energética, sustentabilidade ambiental, economia circular, cogeração, solar fotovoltaico, biomassa, neutralidade carbónica e equipamentos mais eficientes, como caldeiras de vapor e motores, são temas em que estamos em constante atualização.

Os clientes da Lowjoule também vos procuram por questões relacionadas com a sustentabilidade?

Desde 2014 denota-se um nível de preocupação a nível ambiental, por parte das indústrias, mais elevado. Tem-se notado uma crescente procura de soluções que conduzam a melhores indicadores energéticos e ambientais. O mercado consumidor está a incrementar a aposta em produtos mais sustentáveis, pelo que as indústrias têm de se reinventar e adotar processos mais eficientes. Há uma tendência crescente, e na minha perspetiva, correta, de evidenciarem um comprometimento com a descarbonização energética e comunicarem com o exterior num marketing “mais verde”. A verdade é que apostando na eficiência energética, as empresas ficam mais competitivas.

No que diz respeito à economia verde, a Lowjoule também disponibiliza algum tipo de serviços?

O nosso trabalho prende-se, fundamentalmente, com a análise da instalação e melhoria da eficiência energética dos processos. O primeiro aspeto passa sempre por reduzir os desperdícios energéticos. Após esta fase, e sempre que viável do ponto de vista financeiro, a proposta passa pela substituição das energias fósseis por energia verde. O mercado está muito sensível a essa questão, devido às alterações climáticas e ao impacto que as indústrias apresentam.

A vossa empresa preocupa-se em apresentar os seus serviços a potenciais clientes?

A estratégia comercial da empresa vai mudando ao longo do tempo, mas é claro que sim. Nesta fase, a apresentação de case studies é a nossa principal forma de comunicar com potenciais clientes. Mais do que apresentar serviços, é apresentar resultados.

Como é que vê a possibilidade de evolução da Lowjoule?

Em termos de equipa, tenta-se manter uma estrutura pequena e flexível, porque o nível de especialização é elevado. É preciso ter conhecimento técnico e grande apetência para aprender. Em termos de evolução, pretende-se consolidar ainda mais a posição da Lowjoule no mercado e abranger novas áreas que vão surgindo, de modo a apoiar de forma ativa os nossos clientes, porque há muito trabalho pela frente.

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