Mendes Gonçalves: uma referência na alimentação do futuro

Alexandra Mendes Gonçalves é CEO da Mendes Gonçalves, uma empresa com quase quatro décadas de existência e que pauta a sua atuação pela criatividade, inovação e preocupação com a felicidade dos seus colaboradores. Alexandra Mendes Gonçalves é o exemplo de uma pessoa entusiasta, dinâmica e apaixonada pelo que faz e pelas suas pessoas.

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A Casa Mendes Gonçalves é fortemente reconhecida pela inovação e pela criatividade. Como é que essas duas características sobressaem nos vossos produtos?

A Casa Mendes Gonçalves tem uma forte cultura interna, onde impera o espírito de pensar e fazer diferente. Estamos permanentemente atentos às tendências do mercado global. Inovamos também em processos produtivos. Tudo isto permite-nos assegurar a inovação, sustentabilidade e crescimento das marcas da Casa, como a PALADIN, tal como a dos nossos clientes. Só assim conseguimos ser reconhecidos como um player relevante no mercado, especialista em desenvolvimento de soluções tailor made, totalmente focadas nos requisitos do cliente (fórmulas, embalagens, quantidades), com um “time to market” muito curto.

A produção de qualidade já vos permitiu ganhar vários prémios, nacionais e internacionais. Como é que isso ajuda a empresa e os seus colaboradores a continuarem a trilhar o caminho da excelência?

A empresa, que hoje fatura 36 milhões de euros, é resultado do trabalho, dedicação e amor à camisola de toda a “Família Mendes Gonçalves”, que ao longo dos anos colaborou connosco e que hoje perfaz cerca de 300 membros. Por isso, acredito que os prémios, reconhecimentos e conquistas são o resultado do esforço e alinhamento da equipa na busca de cumprir o nosso propósito e não o catalisador.

As pessoas são fundamentais para as organizações, bem como o seu bem-estar e felicidade no trabalho. Essa é uma preocupação da Casa Mendes Gonçalves?

Sim, sem dúvida. A Mendes Gonçalves é uma empresa familiar, por isso a nossa génese é de grande proximidade e foco nas pessoas que estão connosco e contribuem para que a empresa cumpra com o seu propósito. Para nós é importante que as pessoas se sintam felizes e realizadas ao estar connosco. Se queremos ser agentes de mudança nas nossas organizações e no mundo que nos rodeia, acredito que temos de liderar pelo exemplo e dar o primeiro passo, por isso me certifiquei pessoalmente como Chief Happiness Officer.

O mercado de trabalho mudou exponencialmente, sobretudo nestes últimos anos. Como avalia a importância da adaptação a estas novas mudanças?

A adaptação não é uma escolha. As empresas que não se souberem adaptar ao mercado de trabalho não vão conseguir ser bem-sucedidas. Acredito que a sofisticação das empresas nos próximos anos passará claramente por considerar que um dos fatores críticos de sucesso será em volta deste tema: reinvenção da relação laboral. Não só a Felicidade em si dos colaboradores (pois a Felicidade é muito pessoal), mas sim como desenvolver um modelo de negócio que, intrínseca e genuinamente, envolva “as pessoas da casa” no business plan da empresa.

O país está a atravessar novamente uma crise económica. Como antecipa a recuperação? Será possível já em 2022?

A minha visão pessoal sobre 2022, infelizmente, não é muito otimista. Face à conjuntura macroeconómica que estamos a viver mundialmente, com escassez de matérias-primas, aumento descontrolado de preços e de forma generalizada, a somar à nossa economia frágil e muito desgastada pelos últimos dois anos, acredito que ninguém consegue antever a verdadeira dimensão do impacto que poderá gerar na economia, nomeadamente inflação nos bens de consumo. Com o fecho de contas de 2021, vamos ter uma real noção da erosão da rentabilidade de negócios de vários setores, que têm vindo a usar com muita resiliência todos os meios que possuem, incluindo margem e capitais próprios, para ultrapassar os desafios causados pela pandemia nos últimos dois anos. Infelizmente, alguns negócios muito bons e viáveis não vão conseguir continuar quando, por outro lado, nunca houve tanto capital disponível para investimento através de fundos.

No que respeita à Casa Mendes Gonçalves, quais as novidades e inovações que estão em vista, para o futuro próximo?

O nosso propósito está muito bem definido e presente em todas as decisões tomadas na empresa, incluindo a nível de inovação e portfolio: “A Mendes Gonçalves quer ser uma referência na alimentação do futuro, com rentabilidade e exigência, impactando positivamente as suas pessoas, a sociedade e o meio ambiente.” Por isso, todas as novidades fresquinhas que vão chegar ao mercado respondem a este propósito e estão alinhadas com esta ambição.

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