“O imobiliário não foi afetado pela pandemia”

Luís Silva é o fundador e diretor da LMDS Imóveis, uma marca de mediação imobiliária especialista em retomas bancárias e fundos de investimento, com presença nos mercados do Grande Porto e Braga. Em 2020, a empresa foi distinguida pela Scoring como Top PME 5%, algo que muito orgulha o seu responsável. Não querendo crescer em número de agências, o futuro da LMDS passa, porém, por aumentar a faturação.

0
415
Luís Silva, fundador e diretor

A LMDS nasceu há 12 anos e é especialista em retomas bancárias e fundos de investimento. O que vos levou a esta especialização?

Foi quase por “obrigação”…trabalhei durante 18 anos na Réplica, uma grande escola de mediação imobiliária do Porto, e até do país; em 2009, não satisfeito com a minha situação na Réplica e com o rumo que a empresa estava a tomar, decidi sair e arriscar a abertura de uma empresa de mediação imobiliária. Nessa altura, o mercado das retomas imobiliárias estava em alta, devido à “facilidade” de crédito (os Bancos, para os seus imóveis, financiavam 100 por cento, acrescido da isenção de despesas bancárias) e nós, com experiência no mercado, conhecendo as pessoas certas, optámos por nos especializar nas retomas bancárias. Desde aí mantivemos ótimas relações com todos os Bancos. Nesse período, concretizámos umas centenas de transações de desinvestimento bancário. Por outro lado, até 2014/2015, os Bancos não mostravam grande abertura para conceder crédito habitação, o que dificultava as transações de imóveis. Os fundos começam a surgir depois de 2015. Alguns Bancos começam a descontinuar os seus departamentos de desinvestimento e entregam os seus imóveis a estes fundos, que por sua vez entregam a empresas de mediação para os colocarem no mercado.

Como caracteriza os mercados onde estão presentes, no Grande Porto e em Braga?

São mercados tremendamente ativos. A procura ultrapassa em muito a oferta. Temos vários casos em que, para um imóvel, temos cerca de seis propostas, o que faz com que o preço dispare. A crise, nestes mercados em concreto, existe sim…mas na escassez da oferta.

Considerando as oscilações económicas da maioria das atividades económicas, fruto da pandemia, como se comportou o mercado imobiliário?

Felizmente que a nossa área não sofreu nem sofre as dificuldades que outras áreas estão a passar. Mesmo o mercado não habitacional, que poderia, fruto da pandemia, travar o investimento, não o fez. Espaços comerciais, lojas e escritórios tiveram nesta fase uma grande procura por parte de empresas e investidores (para rendimento). O mercado de arrendamento não teve um decréscimo no valor das rendas.

Existem novas tendências imobiliárias patentes, após a pandemia e o confinamento?

A principal tendência é a procura de moradias com espaços exteriores ou apartamentos com boas varandas ou terraços (o que é normal, considerando aquilo que estamos a passar).

A LMDS foi distinguida pela Scoring como Top PME 5%. Que importância atribui a esta distinção?

Tem uma importância enorme, para além de ser um motivo de orgulho. Conseguir isto na época que vivemos é uma grande conquista. Temos uma gestão cuidadosa, temos poucas pessoas, mas pessoas trabalhadoras e entendidas no negócio.

Relativamente ao futuro da LMDS, este passa pelo crescimento da empresa?

Não, não pretendemos abrir mais lojas. Pretendemos crescer mais em temos de faturação. Temos uma estrutura organizada e equilibrada; os custos são bem controlados; uma gestão cuidadosa. Temos poucas pessoas, mas pessoas trabalhadoras e entendidas no negócio, o que nos vai permitir, com certeza, manter e elevar o nível.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here