O papel dos Global Delivery Centers no crescimento do país e das empresas

Em Portugal, o Global Delivery Center da CGI tornou-se uma peça-chave na transformação digital nacional e internacional. Gonçalo Lança, Senior Vice-President Consulting Delivery, explica como o modelo de proximidade global da empresa combina presença física e rede de entrega internacional, permitindo aplicar experiências globais aos clientes locais e, simultaneamente, levar inovações portuguesas para o mundo.

0
336

Em Portugal, os centros de entrega assumem um papel central na transformação digital de empresas nacionais e internacionais. “O modelo destes centros da CGI – denominados Global Delivery Centers – é, essencialmente, complementar ao modelo global de proximidade que permite suportar e escalar o negócio. Sabemos onde estão os nossos clientes e, por isso, estamos presentes em 40 países, com mais de 400 escritórios”, explica Gonçalo. Contudo, essa presença física não é suficiente para cobrir todas as necessidades: “Por isso, é quase um imperativo natural a existência de uma rede global de entrega que nos permita servir clientes que, tal como nós, estão presentes em várias geografias, e alavancar, otimizar e maximizar a competência e o talento existentes globalmente”.
O Global Delivery Center em Portugal permite conciliar proximidade e flexibilidade. “Temos a oportunidade de beneficiar da experiência e riqueza internacional e de a aplicar nos nossos clientes locais. Muitas vezes conseguimos detetar tendências, perceber o que está a gerar interesse e atratividade em determinadas indústrias ou setores, graças ao que observamos lá fora”, esclarece o Senior Vice-President. Este modelo não é unidirecional: iniciativas desenvolvidas em Portugal podem ser replicadas com sucesso noutros países, tornando o centro um verdadeiro motor de inovação global.


Para os profissionais que integram estas equipas, o valor é igualmente significativo. Trabalhar num centro multidisciplinar e de nearshore oferece acesso a competências diversificadas, permitindo flexibilidade na escalabilidade das equipas e acesso a experiências e tecnologias que de outra forma seriam inacessíveis. “Nós, por
definição, procuramos ser desafiadores — no sentido positivo, gostamos de ouvir os clientes e compreender o seu caminho, muitas vezes acrescentando algo do ponto de vista de aconselhamento”, refere. Esta abordagem reduz riscos, otimiza custos e transforma conhecimento em valor real. O mercado português tem vindo a reconhecer estas vantagens. “Há cinco anos éramos metade daquilo que somos atualmente. O facto de a nossa equipa ter duplicado é, em si, um sinal de que o mercado está preparado, recetivo e com vontade de continuar a beneficiar destes serviços”, recorda. A inovação é um pilar fundamental, onde os centros funcionam como escolas de aprendizagem contínua e as diversas experiências se cruzam e geram valor. “Temos também uma terceira variável, um pouco inesperada, mas que acrescenta muito: o facto de sermos multiculturais.
Cerca de 20 nacionalidades diferentes trabalham no nosso centro, proporcionando uma enorme riqueza histórica, cultural e de interação”, salienta. Para os clientes da CGI, os resultados são tangíveis seja na otimização de custos,
seja na transformação estratégica. “É sempre mais atraente ajudar um cliente numa dinâmica positiva e de crescimento, mas estamos presentes também quando a economia apresenta desafios maiores”, sublinha. Este modelo virtuoso não só beneficia os clientes, como também reforça a motivação e o desenvolvimento das
próprias equipas, gerando impacto positivo na economia e no talento português.
Assim, as equipas do Global Delivery Center da CGI em Portugal representam os motores da inovação, aprendizagem e competitividade, capazes de alavancar o talento nacional, conectando-o a oportunidades globais e consolidando Portugal como polo estratégico de serviços digitais de excelência.