A Saúde da mulher é uma área específica dentro da Saúde humana. Que cuidados particulares exige e como caracterizaria a Clínica Razão d’Ser relativamente a esta atenção diferenciada que é prestada à saúde feminina?
A ciência médica centrou-se mais no estudo da fisiologia do corpo masculino, só mais recentemente os problemas de saúde específicos de um corpo feminino têm sido alvo de atenção, habitualmente com foco no sintoma e não na causa. A visão integrativa da saúde oferecida pela Razão d’Ser contribui para um corpo e mente mais saudáveis, com uso de menos químicos, cujos efeitos secundários contribuem para menos saúde.
O que podem as mulheres e as suas famílias encontrar na Clínica Razão d’Ser que a torna uma boa opção para as mulheres, os seus filhos e a família?
A nossa missão é cuidar de forma integrativa a saúde feminina, a maternidade e a saúde de todos os elementos que compõem uma família. Temos uma assistência diferenciada nomeadamente desde a gravidez ao pós-parto,
com respeito por todas as opções do cliente. Fomentamos uma perspetiva saudável do nascimento, através de uma ação educativa sobre fisiologia do nascimento e de respeito pelos processos fisiológicos. Quanto mais
saudável é um nascimento mais saúde existirá.
Quais as especialidades clínicas que a Razão d’Ser tem disponíveis?
O nosso serviço principal é a assistência obstétrica contínua com Parteira/Enfermeira Especialista em Saúde Materna (EESMO), ou seja, a mulher grávida é acompanhada pela mesma enfermeira especialista durante a
gravidez, parto e pós-parto, com a possibilidade de escolher um parto em ambiente domiciliar e/ou um parto na água. Para além deste serviço, temos apoio especializado na amamentação, Psicologia, Nutrição, Medicina Ginecológica e Obstétrica, Medicina Integrativa, Fisioterapia Pélvica e Osteopatia, Consulta de Sono materno-infantil, Serviços de estética e Massagem, Ecografia Emocional e Terapias alternativas.
Quais as doenças que, com maior frequência, assolam as mulheres? A que sinais devem as mulheres estar particularmente atentas, no caso das doenças que destaca?
O cancro da mama, colo do útero, ovários ou outros órgãos do sistema reprodutor feminino. São da maior importância os rastreios, o autoexame e a mulher deve estar atenta a alterações da mama ou no ciclo menstrual. Outra situação é a endometriose, cuja etiologia ainda é difícil de definir e para a qual as medicinas alternativas
podem ser uma mais-valia, em conjunto com o tratamento médico.
Uma das transições de vida da mulher é a fase da maternidade e o pós-parto. Como pode a Razão d’Ser apoiar a mulher nesta fase da sua vida?
A atenção a todo o ciclo gravídico-puerperal é o nosso principal serviço, podendo ser conjugado com a psicologia perinatal, terapias alternativas ou fisioterapia pélvica para melhores resultados. Oferecemos também ciclos gratuitos de partilha de experiência de parto e pós-parto, onde mulheres e famílias podem partilhar as suas
experiências ou simplesmente ouvir as partilhas e, assim, sentirem que não são os únicos a viver as mesmas emoções e dificuldades.
Sendo Portugal um país com um baixa taxa de natalidade, quão importante seria adotar uma verdadeira política pró-maternidade? Que medidas, a seu ver, deveria incluir?
Vivemos tempos difíceis na Obstetrícia. Quanto à baixa natalidade, percebemos que, quando questionamos uma mulher se gostaria de ter mais filhos, ela responde “sim, mas não quero ter mais partos”. Na Razão d’Ser temos o prazer de assistira um crescimento de famílias numerosas e de ouvir não a resposta anterior, mas “eu queria termais partos, mais filhos é que não sei”. Uma política pró-natalidade deve envolver melhorias nos cuidados obstétricos, com mais acesso e mais voz às mulheres, assim como promover o acompanhamento por
EESMO/parteira e criar unidades de cuidados na maternidade lideradas por enfermeiros ESMO. São medidas que, sem dúvida, trariam melhores resultados à nossa taxa de natalidade.










