“O Ser Riquinho fala de dinheiro de forma prática e mostra que não é preciso ser rico para investir”

Pedro Santos era um cidadão comum, que lutava diariamente com a gestão do seu dinheiro. A sua vida mudou quando começou a estudar e a perceber como poderia controlar melhor as suas finanças e onde poderia investir para conseguir começar a ter rendimentos. Hoje, criou o Ser Riquinho e, através do curso O Grande Investimento, já ajudou mais de quatro mil pessoas a conseguirem começar a gerir organizadamente e com conhecimento as suas finanças.

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Quando tomou consciência da importância do dinheiro e da boa gestão do mesmo, e quis começar a fazer render o seu dinheiro, quais foram as principais dificuldades que encontrou?

No início, tive dificuldade em perceber onde podia cortar. Olhava para o meu orçamento e tudo me parecia essencial. Só mais tarde percebi que não era — havia ali muitas despesas que só serviam para tapar buracos ou aliviar o stress
do dia a dia. Mas o mais difícil mesmo foi não ter com quem falar sobre isto. Sempre que tentava puxar o tema — investimentos, dinheiro, organização financeira — as pessoas desconversavam.
Era quase um assunto tabu. Só muito tempo depois, já com o Ser Riquinho no ar e a minha história contada em público, é que começaram a mostrar interesse. Foi aí que muitos perceberam que também podiam fazer o mesmo.

O facto de existir muito pouca informação online em português sobre literacia financeira e soluções práticas de aplicação rentável do dinheiro foi uma das razões para a criação do Ser Riquinho?

Sim, foi um dos principais motivos. Quando comecei a aprender sobre investimentos, percebi que quase tudo o que havia em português vinha do Brasil — e muitas vezes não fazia sentido para quem vive cá. Já os conteúdos feitos em Portugal eram escassos, demasiado teóricos ou pouco úteis para quem estava mesmo a começar. Foi aí que pensei: “Se eu, que sou teimoso e vou à procura, estou com dificuldades… imagina quem não sabe por onde começar?”. E foi
exatamente por isso que criei o Ser Riquinho — para ser o guia que me faltou no início.

O que distingue o Ser Riquinho de outros projetos online com conteúdo sobre este assunto?

O Ser Riquinho é uma empresa de educação financeira com equipa, estrutura e produtos que realmente ajudam as pessoas. Desde o início que falamos de dinheiro de forma prática, em bom português, e sem aquela conversa enrolada que afasta quem está a começar. Eu passei pelas mesmas dúvidas, erros e inseguranças que muita gente sente quando começa — e falo disso sem vergonha. Isso cria identificação. E quem nos acompanha sente que não
está a ouvir alguém a falar do topo da montanha, mas alguém que já esteve no mesmo sítio.

O que é O Grande Investimento? Quais as áreas que contempla nas suas sessões e como consegue alcançar diferentes tipos de investidores?

O Grande Investimento é o curso que eu gostava de ter feito quando comecei a investir. Ensina, passo a passo, como sair do zero e tornar-se um investidor autónomo, mesmo sem experiência. Está dividido por fases, porque cada pessoa está num ponto diferente. Começamos pela base — organização financeira, fundo de emergência, eliminação de dívidas — e depois avançamos para temas de investimento: escolha da corretora, tipos de ativos, construção de portfólio, análise, IRS e estratégias de longo prazo.

Em números, que impacto tem tido este curso junto de quem o completou?

O Grande Investimento já teve mais de quatro mil alunos e mais de 95% dizem que passaram a investir com muito mais confiança depois de o concluir. Temos pessoas que começaram do zero e hoje têm um portfólio estruturado,
alinhado com os seus objetivos. Outros já investiam, mas andavam perdidos e ganharam clareza com o curso. Alguns alunos conseguiram acumular dezenas de milhares de euros durante o próprio curso. Outros criaram um complemento ao ordenado com os dividendos dos seus investimentos. Esses resultados deixam-nos naturalmente
muito orgulhosos.

Em termos de experiência pessoal, como mudou a sua vida a partir do momento em que aprendeu verdadeiramente a fazer render o seu dinheiro?

Mudou muita coisa. Deixei de andar sempre com a conta a zeros e comecei a pôr dinheiro de lado. Primeiro para emergências, depois para investir com objetivos mais concretos. Isso deu-me liberdade para sair do emprego onde estava e lançar o Ser Riquinho com calma, sem ter de aceitar qualquer trabalho só para pagar contas. Hoje consigo tomar decisões com mais cabeça e pensar no futuro da minha família sem aquela ansiedade constante. Saber investir não me tornou milionário, mas deu-me controlo. Sei para onde vai o meu dinheiro, o que esperar dele e, acima de tudo, sei que estou no caminho certo.

Em Portugal, a literacia financeira já está hoje mais conhecida, ou este é ainda um tema que não recolhe grande reconhecimento entre a população?

O interesse existe. As pessoas querem aprender, só não sabem por onde começar. E é exatamente aí que entra o nosso trabalho. Queremos tornar o tema acessível, prático e adaptado à realidade de quem vive com um salário normal. Ainda há muito por fazer, mas sabemos que já não estamos sozinhos nesta conversa.

Portugal avançou recentemente com uma proposta de literacia financeira obrigatória nas escolas. E como educar a população que já não está a estudar? Cursos como O Grande Investimento podem ser a solução?

Claro que sim. A escola pode (e deve) ensinar as bases, mas quem já está no mercado de trabalho precisa de soluções práticas. O Grande Investimento foi pensado exatamente para isso: para ensinar, passo a passo, como investir, mesmo que nunca se tenha feito nada parecido. Não é preciso ter muito dinheiro, nem ser bom com números. É preciso é querer aprender e deixar para trás aquelas ideias feitas de que “investir é só para ricos” ou que “isso é muito arriscado”. Temos alunos dos 18 aos 74 anos, e todos conseguiram dar o primeiro passo.