Quando tomou consciência da importância do dinheiro e da boa gestão do mesmo, e quis começar a fazer render o seu dinheiro, quais foram as principais dificuldades que encontrou?
No início, tive dificuldade em perceber onde podia cortar. Olhava para o meu orçamento e tudo me parecia essencial. Só mais tarde percebi que não era — havia ali muitas despesas que só serviam para tapar buracos ou aliviar o stress
do dia a dia. Mas o mais difícil mesmo foi não ter com quem falar sobre isto. Sempre que tentava puxar o tema — investimentos, dinheiro, organização financeira — as pessoas desconversavam.
Era quase um assunto tabu. Só muito tempo depois, já com o Ser Riquinho no ar e a minha história contada em público, é que começaram a mostrar interesse. Foi aí que muitos perceberam que também podiam fazer o mesmo.
O facto de existir muito pouca informação online em português sobre literacia financeira e soluções práticas de aplicação rentável do dinheiro foi uma das razões para a criação do Ser Riquinho?
Sim, foi um dos principais motivos. Quando comecei a aprender sobre investimentos, percebi que quase tudo o que havia em português vinha do Brasil — e muitas vezes não fazia sentido para quem vive cá. Já os conteúdos feitos em Portugal eram escassos, demasiado teóricos ou pouco úteis para quem estava mesmo a começar. Foi aí que pensei: “Se eu, que sou teimoso e vou à procura, estou com dificuldades… imagina quem não sabe por onde começar?”. E foi
exatamente por isso que criei o Ser Riquinho — para ser o guia que me faltou no início.
O que distingue o Ser Riquinho de outros projetos online com conteúdo sobre este assunto?
O Ser Riquinho é uma empresa de educação financeira com equipa, estrutura e produtos que realmente ajudam as pessoas. Desde o início que falamos de dinheiro de forma prática, em bom português, e sem aquela conversa enrolada que afasta quem está a começar. Eu passei pelas mesmas dúvidas, erros e inseguranças que muita gente sente quando começa — e falo disso sem vergonha. Isso cria identificação. E quem nos acompanha sente que não
está a ouvir alguém a falar do topo da montanha, mas alguém que já esteve no mesmo sítio.
“O Ser Riquinho é uma empresa de educação financeira com equipa, estrutura e produtos que realmente ajudam as pessoas. Desde o início que falamos de dinheiro de forma prática, em bom português, e sem aquela conversa enrolada que afasta quem está a começar”.
O que é O Grande Investimento? Quais as áreas que contempla nas suas sessões e como consegue alcançar diferentes tipos de investidores?
O Grande Investimento é o curso que eu gostava de ter feito quando comecei a investir. Ensina, passo a passo, como sair do zero e tornar-se um investidor autónomo, mesmo sem experiência. Está dividido por fases, porque cada pessoa está num ponto diferente. Começamos pela base — organização financeira, fundo de emergência, eliminação de dívidas — e depois avançamos para temas de investimento: escolha da corretora, tipos de ativos, construção de portfólio, análise, IRS e estratégias de longo prazo.
Em números, que impacto tem tido este curso junto de quem o completou?
O Grande Investimento já teve mais de quatro mil alunos e mais de 95% dizem que passaram a investir com muito mais confiança depois de o concluir. Temos pessoas que começaram do zero e hoje têm um portfólio estruturado,
alinhado com os seus objetivos. Outros já investiam, mas andavam perdidos e ganharam clareza com o curso. Alguns alunos conseguiram acumular dezenas de milhares de euros durante o próprio curso. Outros criaram um complemento ao ordenado com os dividendos dos seus investimentos. Esses resultados deixam-nos naturalmente
muito orgulhosos.
Em termos de experiência pessoal, como mudou a sua vida a partir do momento em que aprendeu verdadeiramente a fazer render o seu dinheiro?
Mudou muita coisa. Deixei de andar sempre com a conta a zeros e comecei a pôr dinheiro de lado. Primeiro para emergências, depois para investir com objetivos mais concretos. Isso deu-me liberdade para sair do emprego onde estava e lançar o Ser Riquinho com calma, sem ter de aceitar qualquer trabalho só para pagar contas. Hoje consigo tomar decisões com mais cabeça e pensar no futuro da minha família sem aquela ansiedade constante. Saber investir não me tornou milionário, mas deu-me controlo. Sei para onde vai o meu dinheiro, o que esperar dele e, acima de tudo, sei que estou no caminho certo.
Em Portugal, a literacia financeira já está hoje mais conhecida, ou este é ainda um tema que não recolhe grande reconhecimento entre a população?
O interesse existe. As pessoas querem aprender, só não sabem por onde começar. E é exatamente aí que entra o nosso trabalho. Queremos tornar o tema acessível, prático e adaptado à realidade de quem vive com um salário normal. Ainda há muito por fazer, mas sabemos que já não estamos sozinhos nesta conversa.
“O Grande Investimento é o curso que eu gostava de ter
feito quando comecei a investir. Ensina, passo a passo,
como sair do zero e tornar-se um investidor autónomo,
mesmo sem experiência”.
Portugal avançou recentemente com uma proposta de literacia financeira obrigatória nas escolas. E como educar a população que já não está a estudar? Cursos como O Grande Investimento podem ser a solução?
Claro que sim. A escola pode (e deve) ensinar as bases, mas quem já está no mercado de trabalho precisa de soluções práticas. O Grande Investimento foi pensado exatamente para isso: para ensinar, passo a passo, como investir, mesmo que nunca se tenha feito nada parecido. Não é preciso ter muito dinheiro, nem ser bom com números. É preciso é querer aprender e deixar para trás aquelas ideias feitas de que “investir é só para ricos” ou que “isso é muito arriscado”. Temos alunos dos 18 aos 74 anos, e todos conseguiram dar o primeiro passo.










