“Os novos acordos revitalizam as relações económicas entre Portugal e Moçambique”

A PKF está presente no mercado português desde 1995 e em Moçambique desde 2007. Enquanto conhecedora de ambos os mercados, esta empresa de Auditoria e Consultoria está preparada para auxiliar investidores e empresas privadas, bem como os próprios Estados a concretizar os seus planos de investimento. Ricardo Coelho, country manager da PKF Moçambique e Conselheiro para a CPLP do Presidente da Câmara de Comércio de Moçambique, assinala as principais questões que estão em causa, fruto dos últimos acordos económicos.

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A PKF Moçambique, enquanto membro que integra a família PKF Portugal, avalia como de extrema importância a colaboração para o cumprimento dos objetivos traçados no Plano Estratégico de Cooperação 2022-2026. Quais os pontos desta cooperação estratégica que a PKF considera como sendo os mais importantes e que importa destacar?

Ter uma presença forte nas duas latitudes confere à PKF a responsabilidade de assistir os vários atores na
concretização das metas estabelecidas pelo novo Programa Estratégico de Cooperação para o período 2022-2026, recentemente assinado em Maputo entre Portugal e Moçambique. Este novo PEC define setores de intervenção que estão alinhados com as prioridades do Governo de Moçambique incluídas na Estratégia Nacional de Desenvolvimento 2015-2035 e demais documentos de estratégia nacionais e setoriais. Será um envelope financeiro indicativo de 170 milhões de euros para investimento em programas, projetos e ações de grande impacto potencial, concentrado nas províncias de Maputo, Sofala, Nampula e Cabo Delgado, província em que
urge pôr em marcha o Plano de Reconstrução sobretudo pela questão humanitária, mas também pelo impacto económico decorrente.

Como se posiciona a PKF no que respeita à estratégia comercial e investimento que pode ajudar a desenvolver os dois países?

A experiência consolidada que temos nos dois mercados permite-nos prestar serviços de alta qualidade nas áreas de auditoria, assessoria fiscal, contabilidade, corporate finance, consultoria de gestão, recursos humanos, qualidade, formação e tecnologias de informação, concebidos à medida de cada cliente. Por isso, quer no domínio da promoção do investimento privado e desenvolvimento de projetos estruturantes, que contempla instrumentos
de mitigação de riscos e alavancagem de recursos privados, quer no domínio do Fundo Empresarial de
Cooperação – FECOP, destinado às pequenas e médias empresas (que tem um envelope financeiro de 10 milhões de euros), quer no domínio do Fundo Português de Apoio ao Investimento em Moçambique – INVESTIMOZ (que tem um envelope financeiro de 80 milhões de euros), a PKF estará comprometida no desempenho do seu papel.

Considerando os acordos económicos resultantes da V Cimeira Luso-moçambicana, quais as soluções encontradas para facilitar o investimento de empresas portuguesas em Moçambique, bem como o investimento de empresas moçambicanas em Portugal?

O PEC 2022-2026 prevê verbas específicas para Fundo Empresarial de Cooperação – FECOP e para Fundo
Português de Apoio ao Investimento em Moçambique – INVESTIMOZ. O FECOP visa apoiar empreendimentos promovidos por pequenas e médias empresas moçambicanas consideradas relevantes para o fortalecimento da estrutura económica moçambicana. O INVESTIMOZ destina-se a empresas portuguesas que pretendam desenvolver, direta ou indiretamente, projetos de investimento direto estrangeiro em Moçambique, em setores
económicos estruturantes do mercado moçambicano, com inegáveis mais-valias para a economia e para o tecido empresarial, designadamente nas áreas da energia, em especial das energias renováveis, do ambiente e das
infraestruturas, com respeito por critérios de sustentabilidade económica, financeira e ambiental.

Enquanto Conselheiro para a CPLP do Presidente da Câmara de Comércio de Moçambique, assume o compromisso de aproximar Portugal e Moçambique e estabelecer pontes comerciais importantes entre os dois Estados. Que análise faz deste propósito? Está a ser bem-sucedido?

Na concretização do Plano Estratégico da CCM 2021- 2025, a CCM tem vindo ao longo do último ano a firmar várias parcerias para trocas comerciais, funcionando como elo de interligação entre os empresários moçambicanos e de outras geografias. A promoção de missões empresariais não só atrai o investimento estrangeiro como contribui para revitalizar as exportações de produtos e serviços de empresários moçambicanos. Nesta linha de atuação irão ser desenhadas também missões estratégicas com o tecido empresarial português que, aliadas ao novo Programa Estratégico de Cooperação 2022-2026, irão consumar o desiderato de uma relação bilateral forte entre os dois Estados.

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