Os olhos do mundo numa pequena agência portuguesa

A Altar.io tem seis anos de atividade e é uma empresa de referência internacional em construção de software B2B e B2C para startups e big corps. Segundo Daniel de Castro Ruivo (cofounder), a Altar.io trabalha essencialmente para os EUA, Reino Unido, Suíça e Índia e disputa o top 3 a nível mundial nos rankings internacionais de maior autoridade (clutch.co, goodfirms.co).

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Daniel de Castro Ruivo, cofounder

Quais as áreas de atividade a que se dedica a empresa?

Desde a nossa génese, o nosso propósito é criar produtos excelentes para empreendedores e líderes de negócios que desejam revolucionar os seus setores. Antes de nos juntarmos já tínhamos criado mais de 10 startups e fruto dessa experiência acredito que trazemos uma perspetiva única para a criação de software, em que os nossos clientes evitam passar pelos erros clássicos de quem não tem este know-how. Na dinâmica clássica, o cliente traz conceitos visionários e um conhecimento profundo de uma indústria que pretende transformar e a Altar.io trás o seu conhecimento acumulado para transformar esse conceito numa realidade tangível, num produto excelente e digo isto porque, para nós, todos os produtos têm de ser excelentes. Simplesmente não existem desculpas para que não seja assim. Pela primeira vez na história da Humanidade temos a capacidade de observar o comportamento dos utilizadores e iterar em função disso quase em tempo real, portanto o único motivo para falhar é a arrogância de não saber escutar. Como é natural, não podemos aceitar todos os projetos que nos surgem. Só no primeiro ano mais de 100 startups entraram em contacto connosco. Naturalmente, começámos a selecionar e hoje só trabalhamos em projetos nos quais acreditamos seriamente. Já somos conhecidos como a agência que cria produtos que funcionam e têm sucesso. Em números: a probabilidade de uma startup viver mais de dois anos e levantar capital de um Venture Capital é de aproximadamente 0.05%. Das startups que trabalham connosco, aproximadamente 75 por cento alcançam esse resultado, portanto 1500 vezes mais provável. São resultados dos quais nos orgulhamos, esta reputação traz-nos clientes tanto como um CEO da HSBC de um continente inteiro, como uma diretora de produto do YouTube e queremos continuar a poder erguer esta bandeira.

O que vos distingue das restantes consultoras de tecnologia?

Quase tudo. Nós não somos uma consultora de tecnologia como concebemos normalmente. O que os founders de startups dizem sobre nós é “A Altar é como uma extensão da equipa de fundadores” e o que o que o corporate vem buscar à Altar.io é uma visão não académica, e mais “mãos na massa” de quem já construiu muitos produtos, dos quais a grande maioria tiveram sucesso. Porque é que isto acontece? Começando pelo início, o processo normal de account de uma consultora tradicional é orçamentar o pedido do cliente. Connosco isso nunca acontece. Quando um cliente nos aborda iniciamos um processo profundo, quase que fazemos uma due diligence. Muitas empresas não esperam isso de um parceiro, mas eu acredito que esta é a única forma de trabalhar em conjunto e ter sucesso e acredito também que antes de incitarmos o cliente a investir tempo e orçamento para construir o seu produto, é fundamental que saibamos responder a questões como “porque é que alguém deixaria de usar uma plataforma que já usa há anos, para adotar este novo produto?”. Ora muitas vezes os nossos clientes não têm uma resposta robusta a estas questões e é aí que nós entramos, porque estamos realmente interessados no seu sucesso de todos os produtos em que tocamos, porque essa é a nossa estratégia-chave.

O que é o Product Scope?

Ora um produto é um ser vivo, sempre em mutação, mas a primeira versão do produto a que chamamos MVP (minimum viable product) é determinante para o sucesso ou fracasso de um projeto, por isso antes de arrancarmos para a fase de implementação fazemos um Product Scope. O Product Scope é um processo de sete dias e tem como objetivo definir a primeira versão do produto, conhecendo em profundidade os stakeholders, o seu problema e a concorrência, direta e indireta, os incumbentes e os challengers, o seu posicionamento, o mercado de que dispõem, a sua capacidade de iteração e por fim as suas forças e vulnerabilidades, para as explorarmos. O objetivo fulcral é chegar ao fim do processo com a forte crença de que o produto que estamos a idealizar é 10 vezes melhor do que os existentes.

Quais os desafios futuros?

O nosso objetivo para este ano é dar aos nossos colaboradores a hipótese de adquirirem capital da empresa. De seguida, planeamos abrir um startup builder interno, cujo objetivo é desenvolver e incubar novos projetos, sempre sem colidir concorrencialmente com os nossos clientes da área da Consultoria. Essa é uma área para manter e será, aliás, através dela que conseguiremos financiar o projeto de startup builder. Queremos também dar aos nossos colaboradores a hipótese de terem equity das startups que tiverem sucesso.

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