
O mais recente estudo da Intrum, ECPR2023, realizado na senda do Dia Internacional da Educação, que se celebra a 24 de janeiro, demonstra que a educação e literacia financeira continua a ser um conceito crucial para manter a estabilidade financeira. O inquérito realizado a mais de 20 mil cidadãos de 20 países europeus revela que os consumidores munidos de uma sólida compreensão dos conceitos financeiros e uma gestão prudente do dinheiro estão mais bem preparados para enfrentar a incerteza económica.
Na essência, ter conhecimentos financeiros é a bússola que guia as pessoas para um futuro financeiro mais seguro e resiliente. Ao mesmo tempo, verifica-se uma diferença clara no pagamento de contas entre aqueles que têm bons conhecimentos de literacia financeira e os que não têm.
Desde a tomada de decisões de investimento esclarecidas, até à gestão eficaz das dívidas, a educação financeira capacita as pessoas para enfrentar os desafios económicos com confiança.
No que diz respeito a pagamentos em atraso, por exemplo, 41% dos consumidores que, segundo o estudo da Intrum, carecem de conhecimentos financeiros, não pagaram uma conta no último ano. Em contraste, esta percentagem reduz-se para 19% entre aqueles com bom nível de literacia financeira.
De acordo com Luís Salvaterra, Diretor-Geral da Intrum Portugal, “a literacia financeira é um elemento transversal em todas as principais dimensões do bem-estar financeiro. Aqueles que têm melhor educação financeira são menos propensos a recorrer a empréstimos para pagar contas, têm uma menor probabilidade de ficar sem dinheiro no final de um mês normal e é mais provável terem uma ‘almofada’ ou poupança de segurança onde recorrer em caso de emergência”.
A correlação não garante a causalidade, e não é certo que a educação financeira seja a única explicação para estas diferenças. Ainda assim as conclusões do ECPR2023 constituem um forte argumento para a importância da literacia financeira na gestão financeira das famílias.








