“Produzir a própria energia é vantajoso”

Duarte Barradas Cornacho é diretor da PowerYield, uma empresa que atua no setor da instalação e manutenção de painéis fotovoltaicos e se assume como o parceiro ideal de quem quer fazer o caminho da transição energética. Sem terceirizar serviços, esta empresa consegue controlar todas as fases do processo, distinguindo-se assim das restantes empresas do setor.

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Duarte Barradas Cornacho, diretor

“PowerYield” significa “Acionar” e “Rentabilidade”, respetivamente. É exatamente este o vosso principal objetivo, junto dos vossos clientes – proporcionar-lhes o máximo de rentabilidade possível, reduzindo os seus custos energéticos?

Sim, é exatamente esse o propósito da PowerYield: desbloquear as oportunidades que decorrem das tecnologias de geração descentralizada de energia. Posicionamo-nos como um parceiro que apoia as empresas no caminho da transição energética, gerindo todo o processo, desde o licenciamento até à exploração das centrais. A nossa diferenciação assenta na majoração da relação qualidade-preço; por internalização das atividades que outros operadores terceirizam conseguimos um total controlo das atividades produtivas, o que resulta numa qualidade inexcedível e garantias ímpares no mercado.

Quais as vossas principais áreas de atuação?

O âmbito dos nossos serviços é a construção e manutenção de unidades fotovoltaicas, e atuamos normalmente como empreiteiros gerais ou como executantes de uma parte dessas centrais, quando de grande dimensão. Dispomos de meios operacionais próprios, e recorremos apenas marginalmente à subcontratação. Trabalhamos diretamente para clientes empresariais, e também para os principais operadores desta área, que não vemos como concorrentes, mas como parte fundamental da cadeia de valor a que pertencemos.

Cada vez mais, Portugal vê aumentar as pessoas interessadas em produzir a sua própria energia. Quais as vantagens deste autoconsumo?

Há inúmeras razões que suportam o crescente interesse de empresas por esta tecnologia: poupanças imediatas, consciência e sustentabilidade ambiental, previsibilidade nos custos com energia, competitividade acrescida, aproveitamento de áreas, entre muitos outros. Com os custos de financiamento quase marginais e com as soluções de financiamento de que dispomos – nas quais isentamos os clientes de qualquer esforço financeiro -, o que fica difícil é encontrar razões para que as nossas empresas não avancem neste sentido.

Como se desenrola o processo para quem quer investir neste tipo de energia renovável?

Genericamente, começamos por uma avaliação de consumos, que suporta o desenvolvimento do projeto e da solução técnica adaptada ao caso específico. Estabilizada a solução técnica adequada, avaliamos o investimento subjacente e as projeções de retorno económico dessa solução. Por fim, o cliente tomará a decisão de subscrever esse investimento, ou captar uma parte do benefício gerado pelo mesmo, deixando para a PowerYield o investimento.

Quais as vantagens da adesão às energias renováveis por parte da indústria transformadora?

A economia imediata na energia – componente relevante na estrutura de custos deste setor – e a sustentabilidade ambiental são as razões facilmente identificáveis. Não obstante, a busca da neutralidade carbónica não pode ser ignorada. A responsabilidade social destes setores passará cada vez mais pelo impacto ambiental resultante da sua atividade.

O setor das energias renováveis ainda tem espaço para crescer em Portugal, considerando as condições ótimas de que dispõe o país para a sua produção?

As condições para a produção são o potencial de que dispomos. A decisão de transformar esse potencial num bem transacionável decorre da maturação da tecnologia, e é uma realidade, mas os organismos reguladores e legislativos têm a responsabilidade de assegurar que o potencial identificado gera riqueza para o país, para a sua economia, e para as suas gentes. O desbloqueio desse potencial só fará sentido se conseguirmos avançar enquanto país e enquanto setor, ganhando competitividade para replicar essas valências fora das nossas fronteiras.

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