Reabilitar para o futuro, sem esquecer o passado

A Mexto chegou a Portugal há cinco anos, numa altura em que o investimento estrangeiro estava a crescer no país. Especializada num segmento de mercado de luxo, apostou mais recentemente, e pela primeira vez, no segmento de mass market, com o projeto O’Living. O diretor-geral, Élson Angélico, explica o porquê da aposta em Portugal e quais as características distintivas dos projetos.

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Élson Angélico, diretor-geral

Que balanço faz, até ao momento, desta aposta em Portugal?

Portugal é um país com um património de elevado valor arquitetónico, característica que a Mexto identificou desde logo como fundamental e que ditou o seu modus operandi no segmento residencial, como seja a possibilidade de reabilitar todo este edificado, por forma a devolvê-lo tanto aos portugueses como também aos estrangeiros que procuram o país para viver. A principal motivação da Mexto recai exatamente na manutenção da história, com uma grande preocupação e um cuidado especial na preservação de elementos arquitetónicos de valor em todos os empreendimentos, tornando cada unidade numa peça de arte.

A sustentabilidade é outro das vossas apostas. Como é respeitada esta questão, em cada projeto que desenvolvem?

A preferência por players nacionais não está apenas relacionada com a aposta na economia nacional. Temos projetos onde damos maior peso à pegada ecológica, como por exemplo o O’LIVING, onde optámos, desde logo, por fornecedores que valorizassem a questão da sustentabilidade no seu próprio negócio e que fossem, o mais possível, de origem nacional. A nível de técnicas de construção ou apetrechamento de soluções nos empreendimentos, as escolhas ecológicas são cada vez maiores. No caso específico do O’LIVING, esta preocupação traduz-se em escolhas nacionais ao nível do mapa de acabamentos, em soluções de carregamento de carros elétricos, aplicações de domótica com vista a dar respostas “smart”, resultando em certificações energéticas melhores que, no fundo, serão relevantes no momento de decisão por parte dos clientes finais.

O’Living

O empreendimento Avencas Ocean View Residences foi um sucesso de vendas, mesmo em tempo de pandemia. Como caracteriza este empreendimento e como justifica este sucesso de vendas?

O Avencas Ocean View Residences assume o mais importante dos critérios em imobiliário: a localização. Seja pela possibilidade de aceder à praia a pé, como pelas vistas mar frontais em todos os apartamentos ou por estar entre Cascais e Lisboa. Claro que todo o conceito do produto veio dar a curadoria certa ao empreendimento, pela seleção do arquiteto João Tiago Aguiar, a definição de acabamentos de elevadíssima qualidade, a implementação de um piso inteiro de lazer, com spa, piscina interior aquecida e ginásio e o facto de ser um condomínio privado de luxo. Por último, de referir também a importância do cumprimento dos prazos de construção que se torna um critério fundamental no sucesso comercial.

Avencas Ocean View Residences

O projeto O’Living foi o vosso primeiro projeto de mass market, com 86 apartamentos. O que vos fez apostar neste segmento diferente do mercado?

Se pensarmos que o segmento da reabilitação de luxo apenas abrange uma reduzida percentagem da procura, há muito a fazer no que toca a construção nova. Em Portugal há a tradição de se comprar casa, até porque o mercado de arrendamento nunca foi uma opção consolidada. O O’LIVING vem dar resposta a esta procura eminente por parte das famílias portuguesas que dão primazia a casas novas a preços acessíveis. Se juntarmos um bom projeto da autoria de um dos arquitetos mais bem qualificados em Portugal, como é o Miguel Saraiva, rapidez de execução e soluções paralelas na comercialização, como por exemplo apoios ao crédito já pré-contratados, restam poucas dúvidas que possam invalidar uma decisão favorável por parte dos clientes interessados. A Mexto tem vindo a fazer um conjunto de investimentos que nos permite construir com qualidade e vender os apartamentos a preços que as famílias portuguesas possam comprar. Acho que cabe a cada player de mercado ter a consciência de que temos também um papel importante nessa matéria.

O projeto Rodrigo da Fonseca Prime Residences contempla apenas oito apartamentos, num edifício do início do século XX, todo ele remodelado. Esta foi uma grande aposta da Mexto?

O Rodrigo da Fonseca Prime Residences é a grande aposta da Mexto para este ano. Estamos finalmente a atingir uma fase da obra mais comercial, onde em breve se poderá começar a ver a forma e layout que os apartamentos terão no final. O edifício tinha uma traça que se perpetuará pelo novo projeto e isso foi, desde logo, o ponto de partida quando a Mexto decidiu adquirir este imóvel. Tenho bem presente na memória a sensação de andar pelos corredores do antigo edificado, com pés direitos muito altos, tetos trabalhados, cujos moldes foram guardados e, principalmente, o jogo de luz solar, nos diferentes compartimentos destes velhos apartamentos. Há coisas que não devem mudar e este projeto visa recuperar a alma original deste edifício, com a manutenção dos imponentes pés-direitos, o desenho manual dos elementos trabalhados nos tetos, as ferragens, as pedras das ombreiras, etc… Em cima desta realidade, apenas lhe vamos dar uma maior autenticidade, com a aplicação de materiais de qualidade e, claro, um conceito de “urban resort” com a integração de um jardim comum com piscina.

Rodrigo da Fonseca Prime Residences

Que outros investimentos tem a Mexto em curso para este ano?

A Mexto tem um portefólio vasto de projetos e estamos a trabalhar no sentido de lançar, pelo menos, mais três este ano. Se tudo correr bem, teremos novidades em breve na zona do Príncipe Real, com o Maison Eduardo Coelho, mas também noutras zonas da cidade como o Prior do Crato e o Ajuda Garden Residences, todos destinados ao mercado familiar nacional.

www.mexto.pt

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