Retomar Portugal: “criar riqueza de forma eficiente com competências educacionais”

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Não consigo falar de retoma, sem falar em 3 palavras: CRIAR RIQUEZA, EFICIÊNCIA e EDUCAÇÃO.

Ao falar em RETOMAR Portugal, a correlação imediata que estabeleço, é a da necessidade de CRIAR RIQUEZA, aumentar o valor acrescentado das nossas produções, junto das empresas com aptidão exportadora, mas também, reforçar as competências, criando-se mais EFICIÊNCIA nos processos administrativos, de produção e gestão a nível nacional.

Estes dois momentos são essenciais para a podermos encarar o processo de RETOMA, que representa mais que um momento económico, antes é a única via de construirmos uma democracia e um Estado de direito mais sólido, mais justo, e com mais compaixão para com todos os cidadãos sobretudo com aqueles que com igualdade de oportunidades não tiveram a possibilidade/capacidade/ empenho de ultrapassar um primeiro momento, que se deseja de igualdade de oportunidades de desenvolvimento, pessoal ou profissional.

Estando ligados profissionalmente de forma absolutamente intensa, por via das assessorias jurídicas (tributárias/aduaneiras e conexas com a Propriedade Intelectual) à Indústria do Têxtil/Vestuário, do Calçado/Complementos e da Joalheria/Ourivesaria, há mais de 20 anos, temos o observatório ideal para ler as causas do êxito, que se traduz em exportações de mais de 7 mil milhões de euros, ano, mesmo com o factor Pandemia.

Estas empresas e estas 3 fileiras industriais, depuraram-se, (encerrando umas, e outras tornando-se mais resilientes), seja como resultado da crise financeira de 2009, seja antes disso, pela entrada do Acordo Multi-fibras, que escancarou o mercado europeu às exportações chinesas, e que pôs a nu, um conjunto de ineficiências e pontos críticos, quer de contexto, quer do processo industrial, comercial e financeiro.

Os famosos custos de contexto, os exógenos e os endógenos, foram sendo trabalhados e usados como factores de superação, passando por cima das questões de financiamento, assessorias à exportação, incentivo à marca própria, rodear e neutralizar positivamente a legislação laboral (a favor de todos), as ajudas directas para a internacionalização, os custos de factores de produção como a energia eléctrica, etc…

Desafios como o de diminuir os custos da energia eléctrica, levaram à instalação de milhares de metros quadrados de painéis solares, incentivaram à instalação de centrais de co-geração…

Desafios como criar marcas verdes, levaram a que as empresas reutilizassem recursos hídricos e algumas tinturarias, reduzissem em mais de 90% o uso de água, ou usassem químicos amigos do ambiente,

Desafios como a reciclagem de fibras, levaram a apresentar colecções, constituídas a 100% com fibras reuntilizáveis,

Desafios como a sustentabilidade social, ambiental  económica, foi sendo forçada e oferecida aos clientes estrangeiros como algo de normal e presente em todos os processos industriais.

Essa superação, que poderia ter sido vista como um elemento traumático excluidor e criador de um conjunto de entropias relativas ao processo produtivo, à competividade, à estrutura de preços, e à presença nos principais mercados, bem como à capacidade de gerar valor acrescentado, foi interpretado e visto com uma coragem e determinação, por parte de uma industria poderosa, magnífica, resiliente, que recusou o processo de vitimização, por força do fenómeno Pandémico, tendo mesmo conseguido, nos 3 primeiros trimestres valores de exportação, acima daqueles que se registaram no ano de 2020.

Esta capacidade desenvolvida no âmbito do sector privado e em muitos casos contra uma máquina  administrativa pública (fiscal e segurança social) mas também das estruturas desconcentradas da Administração Pública, extremamente ingrata, extremamente misógena e incapaz de perceber que por vezes baixar um tributo significa aumentar o número de pessoas contratadas, e ter uma maior eficiência e rapidez na resposta às solicitações dos mercados que estão “online” nas suas solicitações.

Exemplos: a tributação da energia eléctrica, em sede de IVA à taxa de 23%, o facto de as obrigações fiscais e da segurança social associadas à contratação serem a principal razão para ou a não progressão do salário mínimo nacional, os recorrentes e sistémicos atrasos na administração da justiça, o absurdo da má organização da comparência de testemunhas em Audiência, uma reforma de toda a estrutura de formulários, que nos atormentam, desde pedir uma licença de uma esplanada, ao licenciamento de uma casa, ou de uma Indústria, que persistem, em ser desajustados e anacrónicos, mesmo para pessoas com altos níveis de literacia.

É disto que falamos quando referimos a palavra EFICIÊNCIA!.

Como pontos de União relativos aos tratados, ou seja aumento da capacidade produtiva barra exportação e a capacidade sermos mais eficientes na gestão dos grandes macro sistemas que temos leia-se a educação a justiça e a saúde temos o factor EDUCAÇÃO, que é na sua génese, e o elemento mais determinante para o afloramento de qualquer tipo de ideias iniciativas programas.

A definição de um conjunto de competências lectivas, que possam ter e ver os resultados ao longo de uma década, sem persistentes e absolutas alterações à luz das cores partidárias de quem ocupa o lugar do Ministério da educação, seria a essencial, podendo passar por um verdadeiro acordo de regime em que o primeiro e único denominador comum fosse o de criar um Portugal mais rico mais eficiente e mais educado no sentido mais lato da sua palavra. Numa palavra, um PORTUGAL POSITIVO!.

Fazer uma avaliação, ou uma comparação entre povos, (é inevitável), mas não tem que ser uma Fatalidade, pois Boas Ideias, com uma Boa Preparação para a Acção e tendo sempre em conta que para diferentes partidas diferentes resultados, é uma Base essencial para esse trabalho, que deverá ser constante (o sucesso conquista-se com trabalho e aluga-se todos os dias com resiliência).

Não podemos, é enquanto Estado (estrutura jurídica) ou Nação (componente sociológica), colocar-nos “ab initio”, abaixo ou acima de ninguém, mas percebendo que na avaliação genérica e comparativa que sempre se poderá fazer, existem elementos, que compõem o DENOMINADOR COMUM e que todos os países o integram no seu ADN.

Essa essencialidade traduz-se na soma de várias componentes, que são a CRIAÇÃO DE RIQUEZA, a EFICIÊNCIA e a EDUCAÇÃO, e que estão de forma permanente e absoluta presentes em todas as Nações que pudermos comparar.

Enquanto não formos capazes de celebrar pactos de regime que tenham em conta, “coisas simples”, como as que referimos, não poderemos falar de forma sustentada em RETOMAR, de forma constante e não ao abrigo de conjunturas, que são o que são e não resistem a qualquer avaliação de uma década!

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