Saint-Gobain: pelo futuro de todos

A Saint-Gobain está em Portugal desde 1962 e começou por se especializar no vidro, tendo depois alargado a sua oferta de materiais a argamassas, plásticos, têxteis e soluções de isolamento, entre outros componentes necessários à construção e indústria, como explicou o CEO da empresa em Portugal, José Martos.

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José Martos, CEO

Atualmente, quais os setores da indústria e construção onde a Saint-Gobain tem uma presença de destaque?

A Saint-Gobain está presente em Portugal desde 1962, quando adquiriu parte das ações da Companhia Vidreira Nacional (Covina). Desde então, o grupo Saint-Gobain tem investido ativamente no mercado português, tanto em materiais de construção como no setor automóvel, chegando a 11 empresas distribuídas por todo o país e representadas por marcas líderes nos seus respetivos mercados, como Weber, Placo, Isover, Climalit, Glassdrive, Sekurit e Norton. Atualmente, a Saint-Gobain projeta, fabrica e distribui materiais e soluções que são ingredientes-chave para o bem-estar de cada um de nós e o futuro de todos. Eles proporcionam conforto, desempenho, proteção e segurança, enquanto enfrentam os desafios da construção sustentável, eficiência de recursos e mudanças climáticas e podem ser encontrados em edifícios, transportes, infraestruturas…

Os vidros comercializados pela Saint-Gobain, no que respeita à construção, são de alto desempenho e de valor acrescentado. Parece-lhe que existiu uma valorização deste material, tendo em conta a sua utilização para a construção de imóveis?

Nos últimos anos, há duas tendências que têm marcado o desenvolvimento dos vidros nas fachadas dos edifícios: o conforto e a estética. Tanto os arquitetos como os donos de obra são cada vez mais exigentes nestes aspetos, o que faz com que a superfície de vidro em fachadas tenha vindo a aumentar consideravelmente nos últimos anos. Na Saint-Gobain acreditamos que, para nos sentirmos bem num edifício, é necessário ter a quantidade perfeita de luz, o nível adequado de som e a temperatura ideal. Trata-se de design, estética e tecnologia, qualidade e segurança, eficiência e sustentabilidade – um lugar que se adapte a cada um de nós. Paralelamente a essas necessidades de mercado, a Saint-Gobain tem desenvolvido vidros de altas prestações, como o Climalit e o Climalit Plus, que garantem as mais exigentes prestações térmicas, acústicas, estéticas e de segurança.

Que materiais são atualmente utilizados para assegurar a melhor qualidade de vida a quem usufrui de um imóvel, garantindo em simultâneo o respeito pelo meio ambiente?

Na União Europeia os edifícios são responsáveis por 40% do consumo de energia, 36% das emissões de CO 2 e por um terço do consumo dos recursos naturais. Com um impacto ambiental a este nível, o setor da edificação tem que, de forma responsável e proativa, implementar soluções que ajudem a preservar o nosso planeta e a melhorar a nossa forma de vida. Para isso, na Saint-Gobain estamos a trabalhar em dois pilares fundamentais:

Eficiência energética dos edifícios tanto em obra nova, como em reabilitação, de forma a assegurar o objetivo de descarbonização em 2050. Para isto, a Saint-Gobain desenvolve e fornece soluções de isolamento térmico para edifícios, como por exemplo os sistemas ETICS/ITE da WEBER ou o sistema de isolamento com lãs minerais da ISOVER para sistemas de condutas de ar condicionado;

Economia circular, utilizando materiais e soluções que possam ser recicladas e que ajudem a minimizar o impacto ambiental. Como exemplo, o mais recente produto que lançámos – o adesivo multiusos Webercol flex lev, que utiliza mais de 30% de materiais reciclados na sua composição.

No que respeita às soluções de som e isolamento térmico, como caracteriza os produtos que são comercializados pela Saint-Gobain?

A Saint-Gobain Isover é uma referência no mercado de isolamento e climatização sustentável, oferecendo, em lã mineral, a mais completa gama de produtos e soluções de isolamento térmico e acústico, bem como de proteção contra incêndio.

Entre os principais benefícios dos nossos produtos e soluções, podemos destacar os seguintes:

Conforto em edifícios e recintos habitáveis, protegendo-os dos agentes exteriores, formando uma barreira contra o frio, o calor e o ruído;

Economia de energia, evitando perdas de calor ou de frio das habitações ou das instalações industriais;

Proteção passiva contra o fogo de todo o tipo de edifícios.

Existe uma linha de investigação e desenvolvimento para responder às constantes necessidades do mercado?

A Saint-Gobain Portugal tem apostado fortemente na inovação como pilar fundamental da sua liderança no mercado português. Como exemplo, o departamento de Investigação e Desenvolvimento, em Aveiro, da Saint-Gobain Weber Portugal, é o centro de competências global para argamassas industriais de colagem de cerâmica, o que faz com que sejam os nossos engenheiros portugueses a liderar os projetos mais avançados nesta área e, consequentemente, nos permite ter e lançar sistematicamente produtos inovadores no mercado português. Assim, em maio de 2020, lançámos o novo produto Webercol flex lev, que é o primeiro adesivo multiusos para cerâmica e pedra em interior e exterior, com metade do peso e com o mesmo rendimento. Cada saco pesa 12,5 quilos e equivale a um saco tradicional de 25 quilos. Numa atividade onde o transporte e manuseamento do produto têm muita importância, o peso é um dos elementos com maior impacto. Esta inovação ao nível do produto foi conseguida com a sistemática pesquisa de matérias-primas alternativas, que tornou possível encontrar uma combinação que incorpora mais de 30% de matérias-primas revalorizadas. Desde o início que a componente essencial deste projeto foi a sustentabilidade e estamos orgulhosos do resultado: o adesivo multiusos Webercol flex lev diminui consideravelmente a pegada ecológica.

Como avalia o mercado português, no que concerne à construção e aos materiais utilizados?

Considero que temos três grandes desafios no mercado da construção, nos quais a Saint-Gobain já está a trabalhar:

Sustentabilidade, no que diz respeito à construção de edifícios mais eficientes e com menor pegada de carbono. Este vai ser um dos grandes motores de desenvolvimento do setor nos próximos anos, tanto desde o ponto de vista normativo como pelas exigências dos particulares, que são cada vez mais responsáveis e exigentes no respeito pelo meio ambiente.

Produtividade, considerando a forma como construímos os edifícios. Com a escassez de mão-de-obra especializada, o setor da construção deverá evoluir para formas de construir mais mecanizadas, industrializadas e produtivas, que darão como resultado edifícios mais sustentáveis e de maior conforto.

Digitalização dos diferentes processos de criação, construção, manutenção e uso dos edifícios, que terá impacto na sustentabilidade e na produtividade.

Enquanto empresa multinacional, que impacto teve a pandemia e a crise subsequente na vossa laboração?

A Saint-Gobain Portugal tem sido extraordinariamente ágil para se adaptar às novas formas de trabalhar como consequência da pandemia. A primeira prioridade da Saint-Gobain é a saúde dos nossos colaboradores. Toda a nossa equipa teve e tem um compromisso imenso na implementação de medidas de segurança, o que nos permitiu sermos capazes de gerir o nosso negócio, mantendo saudáveis todos os nossos colaboradores. Pessoalmente, acredito que quando a empresa cuida dos seus colaboradores, eles respondem cuidando da empresa. O desempenho de toda a nossa equipa foi incrível, o que nos permitiu continuar a nossa atividade com um ótimo desempenho. O meu mais sincero reconhecimento, respeito e agradecimento a toda a nossa equipa.

www.saint-gobain.pt

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