Serviços de Contabilidade e Consultoria desenhados à medida das PME

Estela Justino é a CEO da Star Accounting Portugal, uma empresa nacional cujas áreas de atividade se prendem com a Contabilidade e Consultoria Fiscal e de Gestão. Enquanto especialista nestas áreas-chave para o apoio às empresas, o desígnio da Star Accounting Portugal é o de fornecer às micro, pequenas e médias empresas serviços que estão, normalmente, desenhados para as grandes empresas. Com um acompanhamento muito próximo do cliente e um conhecimento do seu negócio e do estado do mesmo, a Star Accounting Portugal pretende ser um modelo de empresa de Contabilidade e de Consultoria de Gestão, na medida em que tem o seu projeto desenhado para as empresas que constituem a maioria do tecido empresarial nacional.

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Como caracteriza a Star Accounting e os serviços que presta ao universo das PME nacionais?

A Star Accounting Portugal é uma empresa que se dedica à Contabilidade e Consultoria Fiscal e de Gestão, especialmente em micro, pequenas e médias empresas, que permite oferecer aos seus clientes um leque de serviços habitualmente reservados a empresas de grande dimensão. O nosso propósito é transformar o mundo dos negócios através do aconselhamento de gestão. Pretendemos a criação de valor para os nossos clientes, através da realização dos objetivos financeiros, atendendo às necessidades dos mesmos, na obtenção das soluções, com o acompanhamento necessário ao crescimento e consolidação dos seus negócios, assessorando
tecnicamente, com vantagens competitivas, a prestação de serviços com qualidade e competência. Criámos uma estrutura que assenta no atendimento personalizado. Comodidade, rapidez e eficiência são os principais objetivos de comunicação direta entre a Star Accounting Portugal e os nossos clientes.

Considerando o período pandémico que recentemente terminou, como avalia, com base na sua experiência e na vossa carteira de clientes, a forma como as empresas reagiram a estas dificuldades?

Aprendemos muito sobre como viver e trabalhar num contexto de grande instabilidade económica e social.
Durante esse período, as estratégias de gestão de crises adotadas pelas empresas foram essenciais para a mitigação dos impactos da pandemia, que prejudicou alguns setores de atividade. As atividades relacionadas com o turismo foram fortemente afetadas, sobrevivendo essencialmente as empresas que tinham uma boa gestão financeira. As empresas com maior capacidade de adaptação e inovação foram capazes igualmente de gerir melhor os efeitos da pandemia, acabando por se diferenciarem e sobreviverem, e outras até mesmo prosperarem, durante o período de crise.

2022 foi, também ele, um ano único, considerando o impacto que a guerra teve, logo no início do ano, e a inflação que já vinha dando sinais de grande crescimento e se agigantou, nestes últimos meses. Qual o papel de um consultor contabilista, que acompanha uma PME, num momento de incerteza económica como este?

A Contabilidade pode auxiliar na elaboração de cenários e cálculos de riscos de potenciais crises, bem como definir a liquidez financeira necessária para fazer face a essas mesmas crises. Já no pós-crise, as organizações afetadas estarão financeira e operacionalmente mais fragilizadas, pelo que nesse contexto, a Contabilidade será igualmente importante para reorganizar o negócio e efetuar um planeamento de recuperação. Em crises que geram grandes incertezas económicas, a Contabilidade exerce um papel fundamental junto dos órgãos de
gestão para a tomada de decisão. O contabilista está acostumado a lidar com crises económicas, pelo que tem capacidade de fornecer um suporte emocional e consultivo para aqueles que se encontram diante dos riscos de um momento de forte instabilidade.

Quais as principais dificuldades que as empresas reconhecem enfrentar, atualmente?

A pandemia Covid-19 trouxe-nos algumas palavras que passaram a orientar as pessoas e as empresas, como resiliência, sustentabilidade, propósito, inovação, mundo cibernético e digital. De um dia para o outro, o mundo teve de funcionar da casa das pessoas, as vendas passaram a depender mais dos meios digitais, os crimes cibernéticos passaram a ser mais frequentes, houve a necessidade de investimento em tecnologia, de reinventar a logística dos negócios. A forma de vender serviços e de se comunicar com colaboradores, clientes, investidores
mudou. A gestão de pessoas passou a ter novos horizontes com o trabalho remoto, exigindo novas competências pessoais e revelando preocupações quanto a motivação, comunicação, condições de trabalho, assistência social e psicológica. As questões ambientais e sociais ganharam rápido espaço nas agendas pessoais dos investidores.

Relativamente ao sistema fiscal nacional, que impacto a sua complexidade e a carga fiscal existente têm junto das empresas?

A tendência de aumento contínuo da carga fiscal e a elevada tributação que incide sobre as empresas são
fatores que afetam a competitividade da economia portuguesa. Não são as únicas questões relacionadas com a fiscalidade que constituem entraves ao desenvolvimento, porque a falta de estabilidade e de previsibilidade fiscal também são de extrema relevância, especialmente pela forma como condicionam o investimento. O sistema fiscal português pode tornar-se mais competitivo se passar a ser menos complexo aplicando desta forma taxas
de tributação mais competitivas; se promover uma maior estabilidade fiscal da legislação fiscal e se reduzir o número de obrigações declarativas. Portugal precisa, verdadeiramente, de ser mais pro business. Apenas assim teremos a capacidade de ultrapassar os desafios que temos pela frente.

Quão importante é, para as empresas com dimensão de PME, um acompanhamento de consultoria personalizado, de forma a poderem avançar com os seus projetos e investimentos de uma forma segura e fiscalmente informada?

O papel do consultor no acompanhamento do gestor na tomada de decisões é de extrema importância. A
comunicação atempada dos resultados, além de prever falhas e evitar prejuízos, auxilia na obtenção de dados considerados essenciais no processo decisório da gestão. As informações obtidas evidenciam que, independente do tamanho das empresas, existe uma necessidade de controlo do património para que o crescimento e o bem-estar financeiro sejam alcançados, e assim as suas obrigações estejam em dia, tornando cada vez mais eficaz a identificação de possíveis falhas, lucro ou prejuízo do exercício. Observamos, que diante de todas essas informações, é notório que o papel do consultor é indispensável para que as empresas alcancem um bom
relacionamento com o seu negócio.

Como antecipa o impacto que a contínua subida da inação e, consequentemente, dos preços, a juntar às dificuldades logísticas e de recursos humanos, possa ter junto das PME, para o ano?

A subida da inflação está a criar vários desequilíbrios a nível económico em todo o mundo. Com exceção dos países com elevada produção de matérias-primas (como a Arábia Saudita) ou elevado crescimento (como a Índia e a China), o crescimento do Produto Interno Bruto foi muito modesto em 2022 e para 2023 prevê-se, por enquanto, que o abrandamento económico será a tendência geral. As pequenas empresas fazem parte do grupo mais sensível às variações dos preços, principalmente em relação aos custos de produção e manutenção que, se elevados, podem diminuir significativamente o volume de vendas. As empresas que comercializam produtos e
serviços não essenciais também sofrem com a alta inflação, já que a prioridade das pessoas passa a ser com itens básicos. Negócios de produtos importados serão fortemente afetados pela desvalorização da moeda, que se reflete no bolso dos clientes também de forma direta. Com a economia global prevista, a capacidade das empresas portuguesas de continuarem a ajustar-se, a inovar e a crescer será vital.

Como se está a preparar a Star Accounting para enfrentar o ano de 2023?

O nosso foco vai continuar centrado no nosso propósito: o atendimento personalizado dos nossos clientes e o contínuo enfoque na sustentabilidade. Os temas relacionados com a sustentabilidade sempre estiveram presentes na nossa estratégia empresarial, ao longo das cadeias de valor e no relacionamento com clientes, fornecedores e parceiros de negócio, e no próximo ano continuarão a ter a nossa máxima atenção. Pretendemos, igualmente, inspirar os colaboradores e preparar a empresa para crises e desafios, para que conheça e acompanhe as suas
oportunidades e riscos e assim tenha a capacidade de definir a melhor estratégia. Ainda mais relevante agora, pois prevê-se uma recessão económica a nível mundial. Ambicionamos ser o parceiro de excelência e ser reconhecidos pelos nossos clientes pela qualidade do serviço prestado como empresa-modelo no segmento.

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