“Superarmo-nos é o nosso maior desafio”

Lara Lucas e Miguel Louro são os responsáveis pelo The Atelier, um projeto que nasceu há seis anos, unindo pessoas apaixonadas por Design e Arquitetura e cujos projetos desenvolvidos estão particularmente focados no mercado do Médio Oriente e Portugal.

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Caracterize-me este projeto e aquilo que o distingue, em particular, dos demais concorrentes do setor.

The Atelier nasce em 2015 no Dubai, Emirados Árabes Unidos, com o ideal de ser o ponto de encontro de indivíduos talentosos e com paixão por Design, numa variedade de disciplinas, sem nunca esquecer o impacto e as possibilidades que o bom Design desencadeia no objetivo de melhorar a nossa sociedade. O nosso conhecimento resulta de uma exposição a uma diversidade de projetos em quatro continentes que, em conjunto, já conta com mais de 40 anos, é naturalmente o nosso fator diferenciador. Aliado a uma vontade insaciável de atingir a perfeição e, com isto, proporcionar aos nossos clientes uma experiência enriquecedora. The Atelier, desenvolve parcerias privilegiadas que se focam no crescimento individual de cada um, assim como no crescimento dos seus associados, de forma a assegurar que cada projeto realizado seja um sucesso. Através do nosso Design, pretendemos enriquecer a sociedade, ao criar edifícios ou espaços interiores moldados de forma inovadora, com atenção a cada pormenor, avanços tecnológicos, funcionalidade apropriada e ainda com consciência de aspetos ambientais e sociais.

Quais os desafios de trabalhar em projetos de luxo, quer no que respeita a projetos residenciais, quer ao nível da hotelaria, sobretudo em mercados culturalmente distintos do nacional?

O maior desafio que encontramos em mercados do ultraluxuoso, como é o caso do Médio Oriente, é a necessidade constante de nos superarmos. Naturalmente, isto é um pressuposto em qualquer parte do mundo, no entanto, nesta região ganha uma dimensão e contornos exponenciais. Em inglês existe a expressão EST FACTOR – greatEST, biggEST, bEST… Quer isto dizer que cada cliente, cada projeto e o sucesso do mesmo depende muito deste fator, da capacidade de inovar, de atrair e de declarar sem rodeios as somas avultadas de dinheiro despendidas na concretização de projetos. Superarmo-nos a este nível representa o nosso maior desafio.

Em Portugal, que importância considera que é dada à Arquitetura?

Infelizmente, não é dada importância necessária e merecida. Arquitetos continuam a batalhar o conceito de que são aqueles que “fazem umas coisas bonitas”. A Arquitetura é muito mais do que isso. Passa, por exemplo, pela capacidade de identificar as necessidades de um utilizador e criar um espaço devidamente funcional e apto a responder a este pressuposto básico.

Quais os principais desafios que este setor enfrenta, no que concerne ao mercado nacional?

O mercado nacional, que conta com tantos colegas talentosos, carece de exposição, de experiência e de uma capacidade de dar resposta às necessidades do investidor internacional, que tanto procura o nosso país. Na mesma ótica, é relevante referir que a falta de processos uniformes e simplificados nas autarquias e a falta de objetividade na análise dos mesmos por vezes afasta o investimento.

Como antecipa o ano de 2021?

Um ano de adaptação à nova condição vivida em todo o mundo, que leva à necessidade de evolução no modo em que encaramos a Arquitetura, o urbanismo, o planeamento interno, a vivência dos espaços e a própria rotina de cada um.

www.theatelier.archi

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