Tecnologia aplicada à Medicina Física e de Reabilitação

O Grupo Saúde Sul tem sete unidades clínicas, onde presta Serviços de saúde a mais de mil pacientes diariamente. A sua missão é trazer à região da Grande Lisboa os mais elevados padrões de qualidade em saúde, em diversas áreas, mas com particular destaque na área da Medicina Física e de Reabilitação e Fisioterapia. O Administrador Sérgio Rodrigues e a Médica Fisiatra Joana Paula, responsáveis pela direção deste Grupo Clínico, em entrevista, esclarecem a importância das áreas da Fisiatria e Fisioterapia para uma recuperação completa e regresso mais precoce à vida ativa e ainda o quão crucial a tecnologia se tornou para garantir melhores resultados nos tratamentos e procedimentos técnicos.

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Que tipo de procedimentos estão disponíveis nas vossas clínicas, nas áreas de Fisiatria e Ortopedia?

(J.P.): Nas sete unidades que compõem o Grupo Saúde Sul disponibilizamos um conjunto de procedimentos de elevada especialização, como tratamentos de reabilitação orto-traumatológica, desportiva, cardio-respiratória, reumatológica, neurológica, pediátrica e uro-ginecológica. Realizamos tratamentos diferenciados com eletromiografia de superfície com biofeedback, radiofrequência, exame podoscópico computorizado, treino de equilíbrio em plataforma computorizada, ondas de choque, mesoterapia clínica e ecografia osteoarticular com técnicas ecoguiadas — incluindo infiltrações e aplicação de plasma rico em plaquetas (PRP).

Além da Medicina Física e de Reabilitação, que outras áreas e especialidades clínicas disponibilizam? Quais as vantagens de oferecer aos pacientes mais do que uma especialidade clínica num mesmo espaço?

(S.R.): Além da Medicina Física e de Reabilitação, a Saúde Sul disponibiliza, consoante a unidade específica, outras especialidades, como a Medicina Dentária, a Ginecologia, Ortopedia, Medicina Geral e Familiar, Psiquiatria, Medicina
Desportiva, Avaliação de Dano Corporal, Reumatologia, Oftalmologia, Cirurgia Vascular, Psicologia, Enfermagem, Terapia da fala e outras áreas de intervenção.
As diferentes especialidades fazem parte de um ecossistema de saúde que comunica entre si e coloca o paciente no centro. Isto permite-nos promover decisões partilhadas entre profissionais e unidades e responder de forma mais eficiente às reais necessidades do utente.

Que impacto tem, na saúde da pessoa, a realização contínua dos tratamentos de Medicina de Reabilitação e Fisioterapia?

J.P.: A continuidade terapêutica melhora significativamente a funcionalidade, reduzindo o risco de complicações, e promovendo autonomia e bem-estar. Sabemos que nem todos têm recursos para suportar os custos da reabilitação privada. Por isso, honramos o nosso compromisso social, trabalhando com o Serviço Nacional de Saúde, com os subsistemas públicos e seguradoras.

Como é que a inovação e a tecnologia já impactam o vosso dia a dia laboral?

S.R.: O nosso grupo de clínicas aposta na tecnologia e na transformação digital de todos os processos e procedimentos, com o objetivo de facilitar o trabalho dos nossos profissionais e melhorar a experiência dos clientes. Acreditamos no potencial da tecnologia para elevar a humanização dos cuidados e o trabalho em equipa, libertando os profissionais para as relações humanas e tomada de decisões partilhadas com o utente.

A qualidade está, frequentemente, associada a serviços tecnologicamente avançados ou a novos procedimentos que, por serem inovadores, podem apresentar resultados promissores. É o caso do Grupo Saúde Sul? Estão sempre disponíveis para conhecer e implementar as últimas novidades nas áreas clínicas de que dispõem?

J.P.: Sim, claro. Consideramos essa atitude essencial. A inovação deve ser incorporada com critério, baseada em evidência científica e sempre com o propósito de melhorar os cuidados, maximizar os resultados e valorizar o trabalho dos profissionais. Tecnologias como inteligência artificial, interoperabilidade, blockchain, data science e engenharia biomédica têm um enorme potencial para transformar o setor da Medicina Física e de Reabilitação — mas só farão sentido se forem aplicadas com sensibilidade clínica, visão estratégica e liderança transformadora.

Como caracterizam a saúde dos portugueses, no que respeita à frequência com que procuram os vossos serviços?

S.R.: A procura pelos nossos serviços tem vindo a aumentar de forma exponencial, em grande parte devido ao envelhecimento da população e ao maior reconhecimento do trabalho que temos desenvolvido junto das nossas comunidades.

Representação da equipa Saúde Sul na entrega dos prémios Cinco Estrelas Regiões 2025

A Medicina Física e de Reabilitação ainda necessita de uma maior resposta do setor público, ou é uma área à qual a maioria da população consegue aceder a nível privado?

S.R.: Na Saúde Sul, temos assumido com responsabilidade a missão de complementar a resposta do setor público, prestando cuidados de qualidade e acessíveis, ao abrigo de convenções e parcerias institucionais.

No que respeita à possibilidade de crescimento, para o Grupo Saúde Sul, esta existe?

S.R.: Sim, temos um plano estratégico de crescimento, mas sempre de forma sustentável, com base em princípios fundamentais: qualidade clínica, sustentabilidade económica, valorização dos recursos humanos e entrega de melhores resultados em saúde para os utentes. Está prevista a abertura de novas unidades muito em breve.

Como acreditam que a tecnologia e a inovação vão influenciar o futuro do setor da Saúde?

J.P.: Acreditamos que é possível criar um modelo de saúde mais inteligente, mais eficiente, mais justo e com maior capacidade de resposta— onde a tecnologia permita alcançar mais utentes, com mais qualidade e menor custo
para a sociedade. O futuro da reabilitação passará por reorganizar o modelo atual — excessivamente centrado na terapia manual e individual — para algo mais tecnológico, seguro e transformador. A tecnologia, bem utilizada, e apoiada por modelos de Engenharia Informática e Engenharia Biomédica poderá apoiar esta transição e reforçar o papel do profissional de saúde como decisor, líder e motor de uma transformação dos cuidados de saúde em Portugal.