A MIND nasceu da ligação entre a Academia, a investigação e o mundo empresarial. De que forma essa génese continua hoje a influenciar a estratégia de inovação e o posicionamento da empresa no mercado?
A génese da MIND, fortemente enraizada na Academia e na investigação aplicada, continua a ser um dos pilares centrais da nossa identidade e da nossa estratégia. Desde o início que acreditámos que a inovação sustentável nasce do cruzamento entre conhecimento científico, compreensão profunda dos processos reais das empresas e capacidade de transformar essa investigação em soluções tecnológicas com impacto concreto.
Essa abordagem está hoje formalmente reconhecida através da certificação de empresa inovadora que a mind detém, a qual valida não apenas a nossa capacidade tecnológica, mas também a existência de processos estruturados de investigação, desenvolvimento e inovação contínua. Esta certificação reflete um compromisso consistente com a criação de valor através do conhecimento e com a transferência efetiva de tecnologia para o tecido empresarial e institucional.
Na prática, esta herança académica e científica traduz-se numa cultura interna orientada para o rigor técnico, para a experimentação e para a antecipação de tendências, mas sempre com um foco muito claro na aplicabilidade industrial e organizacional.
A MIND posiciona-se, assim, como um parceiro tecnológico que não se limita a fornecer software ou sistemas, mas que contribui ativamente para a evolução dos modelos de negócio dos seus clientes.
Quais considera serem atualmente os principais fatores diferenciadores da MIND face a outros players tecnológicos, tanto a nível nacional como internacional?
O principal fator diferenciador da MIND é a combinação entre profundidade tecnológica, conhecimento de domínio e proximidade ao cliente. Desenvolvemos tecnologia própria, altamente especializada, e aplicamo-la em contextos industriais e organizacionais complexos, onde o detalhe do processo faz toda a diferença.
A isto junta-se uma forte capacidade de integração: conseguimos ligar o mundo físico ao digital, máquinas a sistemas de informação, dados operacionais a decisões estratégicas. Internacionalmente, somos reconhecidos pela nossa especialização em setores exigentes, pela robustez das soluções e pela flexibilidade na adaptação a diferentes realidades industriais, culturais e regulamentares.
No setor industrial, em particular nas indústrias do Calçado, Têxtil, Mobiliário e Automóvel, que desafios tecnológicos têm sido mais críticos e como é que as soluções MIND Technology têm respondido a essas exigências?
Nestes setores, os principais desafios têm sido o aumento da eficiência produtiva, a personalização em escala, a rastreabilidade a cadeia de valor.
As soluções da mind technology respondem a estas exigências através da digitalização completa do processo produtivo, desde o design e engenharia até à produção.
A automação inteligente, o uso avançado de sistemas CAD/CAM, a integração com sistemas de gestão e, mais recentemente, a incorporação de inteligência artificial e análise de dados, permitem aos nossos clientes ganhar produtividade, reduzir desperdícios e aumentar a flexibilidade operacional.
A maioria das empresas portuguesas de calçado já integrou soluções da MIND nos seus processos produtivos.
“O principal fator diferenciador da MIND é a combinação entre profundidade tecnológica, conhecimento de domínio e proximidade ao cliente”.
Que impacto concreto esta adoção teve em termos de eficiência, inovação e competitividade do setor?
O impacto tem sido muito significativo. A adoção generalizada das soluções MIND contribuiu para um salto qualitativo do setor do calçado em Portugal, tornando-o mais tecnológico, mais ágil e mais competitivo a nível internacional.
Verificaram-se ganhos claros em eficiência, redução de tempos de resposta ao mercado, melhoria da qualidade e maior capacidade de inovação. Este percurso demonstra que a tecnologia, quando bem integrada e alinhada com a estratégia das empresas, pode ser um verdadeiro motor de competitividade setorial.
A transformação digital da administração local tem sido uma aposta clara da MIND. Que balanço faz da implementação de soluções como o ePaper, o Kapture ou o X-arq na modernização das autarquias?
O balanço é muito positivo. As soluções desenvolvidas pela MIND têm permitido uma modernização efetiva da administração local, com processos mais simples, transparentes e eficientes, ajustados à realidade e às necessidades específicas das autarquias.
Ferramentas como o ePaper, o Kapture ou o X-arq contribuem para a desmaterialização de processos, para a melhoria do acesso à informação e para uma maior qualidade no serviço prestado ao cidadão. Para além da eficiência interna, existe também um impacto claro na sustentabilidade, na transparência e na capacidade de resposta das autarquias.
“Cada mercado apresenta desafios específicos, e o sucesso passa por compreender essas realidades e por desenvolver soluções tecnológicas flexíveis”.
A desmaterialização de processos e a gestão inteligente da informação são também temas centrais na sustentabilidade. De que forma a MIND integra preocupações ambientais e de redução da pegada ecológica nas suas soluções tecnológicas?
A sustentabilidade está integrada de forma transversal nas soluções da MIND. A desmaterialização de processos reduz significativamente o consumo de papel, energia e recursos físicos, enquanto a otimização de processos industriais contribui para a redução de desperdícios e para uma utilização mais eficiente das matérias-primas.
Um exemplo concreto desta abordagem é a eliminação da necessidade de utilização de papel e de plásticos que eram tradicionalmente usados nos processos de corte por camadas.
A transição para processos totalmente digitais, suportados por soluções de CAD/CAM e automação avançada, permite hoje realizar essas operações sem consumíveis físicos, reduzindo resíduos, custos operacionais e impacto ambiental.
A internacionalização tem sido um pilar estratégico da MIND, com presença em mercados muito distintos. Que aprendizagens retirou deste percurso global e quais os mercados que assumem hoje maior relevância?
A internacionalização ensinou-nos a importância da adaptação a diferentes contextos económicos, culturais e industriais. Cada mercado apresenta desafios específicos, e o sucesso passa por compreender essas realidades e por desenvolver soluções tecnológicas flexíveis.
Hoje, mercados como a Europa, América do Norte, América Latina e Ásia assumem grande relevância, não apenas pelo volume de negócio, mas também pela diversidade de desafios tecnológicos.
A proximidade com clientes e parceiros é um dos pontos fortes da empresa. Como é que se traduz esse modelo de atuação no desenvolvimento de novos produtos e serviços?
A MIND desenvolve produtos tecnológicos próprios e não soluções feitas à medida. A proximidade com clientes e parceiros é essencial para a evolução contínua desses produtos.
Os inputs recolhidos no terreno são integrados de forma estruturada nos roadmaps de produto, garantindo relevância, escalabilidade e criação de valor.
“A MIND posiciona-se como um parceiro tecnológico que não se limita a fornecer software ou sistemas, mas que contribui ativamente para a evolução dos modelos de negócio dos seus clientes”.
Fazendo um balanço de 2025, que marcos considera mais relevantes para a MIND?
2025 foi o melhor ano de sempre da MIND em termos de volume de negócios e de margem gerada, apesar da instabilidade dos mercados.
O ano ficou marcado pelo reforço da presença internacional, incremento da linha de produtos e consolidação da proposta de valor junto do setor industrial e da administração local.
Olhando para 2026, quais são as principais prioridades estratégicas da MIND?
Para 2026, as prioridades passam por aprofundar a inovação baseada em inteligência artificial e investir em tecnologias de realidade aumentada, aplicadas a contextos industriais e organizacionais.
Para o futuro, que mensagem gostaria de deixar aos clientes e parceiros?
A MIND continuará a ser um parceiro tecnológico de confiança. Na indústria e na administração local, continuará a apoiar organizações a tornarem-se cada vez mais eficientes e responsáveis.









