Tradução certificada e qualidade garantida

Há mais de uma década no mercado, a Kvalitext vê os seus serviços como uma mais-valia para a comunicação eficaz e organizada de empresas internacionais. Classificando-se como “uma empresa que atua no mundo”, a Kvalitext continua a trabalhar para consolidar a sua posição como empresa líder do setor no mercado nacional. As fundadoras do projeto, Mónica Silva e Joana Pinto, garantem que a profissão de tradutor começa a ser mais valorizada perante o cliente nacional.

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Joana Pinto e Mónica Silva, fundadoras

A Kvalitext fornece serviços de tradução há cerca de 12 anos. Que balanço fazem deste percurso?

Mónica Silva (MS): Apesar do arranque em 2008 em plena crise financeira mundial e da pandemia atual, fazemos um balanço positivo. Têm sido anos de constante aprendizagem e crescimento. O ADN da Kvalitext é composto por proatividade, criatividade e espírito de equipa. Por isso temos uma forte capacidade de resistência, regeneração e adaptação a qualquer ambiente. Sempre tivemos a ambição de criar uma empresa que reunisse uma equipa de tradutores qualificados e de oferecer um serviço profissional. Por essa razão, passados dois anos desde a fundação fizemos questão em sermos auditados de acordo com a Norma de Qualidade do Serviço de Tradução (em 2010 ainda EN 15038). Mantemos o selo da qualidade ISO 17100 desde então.

A empresa tem acompanhado a evolução do mercado?

Joana Pinto (JP): O nosso balanço em termos de Kvalitext é muito positivo. Somos uma empresa que atua no mundo e, portanto, nunca dependemos de um mercado em exclusivo. Quando começámos, nunca foi nosso objetivo depender em exclusivo do mercado nacional e isso foi também o que nos ajudou a crescer. O nosso propósito foi sempre ter uma equipa com quem pudéssemos contar internamente e, a par disso, ter uma rede externa de parceiros que nos assegurasse múltiplas combinações linguísticas. Para além disso, os nossos objetivos têm vindo a adaptar-se muito ao setor em si. Nas últimas duas décadas, as empresas de tradução, em Portugal, têm demonstrado um crescimento muito sólido e têm-se profissionalizado. Temos notado esse interesse em demonstrar qualidade.

Trabalhar para o mercado português é diferente de trabalhar internacionalmente?

MS: Ao apresentar os nossos serviços no mercado nacional, verificamos que ainda prevalece a ideia de que a tradução é apenas passar um documento de um idioma para outro. No entanto, nós trabalhamos com ferramentas próprias de tradução que nos permitem manter uma consistência terminológica própria da temática do cliente. Muitas empresas não têm noção de que existe todo este trabalho – a tradução tem muito de tecnologia!

JP: Também nos cabe a nós, enquanto profissionais da área, transmitir ao cliente que é vantajoso contratar uma empresa como a nossa. É um serviço muito mais especializado, mais profissional e competitivo. É assim que pretendemos acrescentar essa mais-valia ao próprio produto do cliente.

Os vossos serviços são adaptados às necessidades de cada cliente. Os tradutores passam por formações especializadas para desenvolver este trabalho?

MS: Os tradutores adquirem as competências linguísticas e alguma formação técnica de ferramentas de apoio à tradução na formação académica específica. Num mercado em constante evolução e com a crescente especialização da Kvalitext na tradução técnica de conteúdo da área médica e industrial, assim como na localização de software e websites, é necessário investir numa formação contínua dos tradutores. Internamente, oferecemos a formação prática à nossa equipa, nomeadamente sob este ponto de vista das áreas de especialização e de especificidades de cada cliente. Do ponto de vista tecnológico, as ferramentas de tradução estão sempre a evoluir e estão sempre a surgir novas ferramentas. Por isso, há também uma necessidade constante de atualização das competências técnicas do tradutor.

A questão da tradução automática é um desafio para empresas como a Kvalitext?

JP: A tradução automática é mais uma ferramenta de ajuda, portanto, não atua como um concorrente ao trabalho do tradutor, mas assume-se, sim, como uma ferramenta adicional ao nosso trabalho. A machine translation pretende ser um instrumento de apoio ao serviço. Há 30 anos, não existiam as ferramentas que existem atualmente. Hoje, é banal e expectável que uma empresa ou um tradutor profissional use estas ferramentas em detrimento de um simples glossário.

MS: Hoje, a tradução automática é, realmente, uma máquina na qual se deposita informação e que, posteriormente, exporta um texto pré-traduzido. O trabalho do tradutor passará, sob este ponto de vista, por um trabalho de manutenção da coerência e consistência, pelo olho humano crítico e insubstituível.

JP: O que a machine translation trouxe de bom foi associar esta ideia de que a tradução tem muito de tecnologia. Esta imagem representativa de um tradutor com o dicionário ao lado e a escrever numa folha é uma ideia totalmente desajustada da realidade. A tradução é, talvez, dos setores que mais tem de tecnologia.

Nesse sentido, como é que se dá o processo de tradução?

JP: Nós temos um conjunto de tarefas dentro da equipa que faz com que o resultado seja entregar um texto bem traduzido ao cliente. Quando um texto nos chega, a dicotomia é sempre tecnologia e olho humano. Temos uma equipa de gestão de projetos que contacta com o cliente, percebe qual é a necessidade dele e para que fim vai ser aquele texto. Isto vai-nos permitir ver a área de especialização, a combinação linguística e quais são os recursos humanos adequados para assumir a função. Enquanto empresa certificada temos o princípio dos “quatro olhos”: quem traduz e quem revê. Esta análise e esta verificação final só são possíveis numa empresa, porque pressupõem uma equipa e um trabalho de equipa.

A tradução é uma profissão mais respeitada e profissionalizada do que há anos atrás?

MS: No mercado nacional, temos assistido a uma evolução positiva ao longo destes nossos 12 anos – o cliente nacional já compreende a mais-valia de um serviço profissional e especializado como o nosso, percebendo as vantagens competitivas de externalizar o serviço de tradução a empresas como a Kvalitext. De qualquer forma, ainda é necessário um grande esforço comercial nosso perante as empresas exportadoras nacionais, enquanto no mercado internacional vemos uma melhor compreensão das particularidades do nosso serviço e da profissão de tradutor.

Em termos da vossa presença em mercados internacionais, há algum que se destaque?

JP: Nós trabalhamos para os quatro cantos do mundo, sendo que grande parte dos nossos clientes estão mais concentrados na Europa, maioritariamente nas áreas das Ciências Médicas, da Engenharia e da indústria.

Esta evolução do mercado trouxe clientes novos à Kvalitext?

JP: Essa globalização dos negócios só fez crescer o mercado da tradução a nível internacional. Esse globalizar do mundo nas últimas décadas e essa necessidade de internacionalização do ponto de vista do mercado nacional faz com que o próprio setor da tradução cresça e, consequentemente, ajude a potenciar o crescimento e a promoção dos produtos e serviços das empresas.

Que contingências trouxe esta pandemia ao vosso trabalho?

MS: Felizmente, não tivemos grandes quebras no nosso serviço com a pandemia. Sendo uma das nossas áreas de especialização a tradução médica, temos realizado muitos projetos de tradução relacionados com a Covid-19. Neste tipo de conteúdo tão atual e cuja informação requer uma atuação rápida e divulgação para todo o mundo, é bem visível o especial contributo que o serviço de tradução tem para com a sociedade. Para além disto, não houve qualquer quebra no nosso workflow normal de trabalho. Conseguimos rapidamente preparar todos os recursos necessários para a nossa equipa realizar o trabalho a partir de casa a 100%.

Que importância assume o Dia Internacional da Tradução para o setor?

MS: A Kvalitext tem mantido iniciativas de promoção do serviço de tradução ao longo dos anos, nomeadamente através de ações como o KT Open Day, junto de estudantes e jovens tradutores. Seria importante haver mais iniciativas para dar a conhecer a relevância do serviço.

JP: Eventualmente passar por iniciativas promovidas pela comunidade académica, sobretudo pelas universidades que lecionam ou têm cursos direcionados para a tradução. Seria vantajoso mostrar que há um dia para a tradução e que a profissão de tradutor pode e deve ter mais visibilidade.

Quais os objetivos futuros da Kvalitext?

MS: Apostamos numa equipa dedicada e especializada na tradução das nossas áreas de atuação. Cada projeto é realizado não só tendo em conta as especificidades da temática em si, mas também as do próprio cliente. Um dos objetivos será continuar a apostar e contribuir para que o nosso serviço seja cada vez mais valorizado também no mercado nacional.

JP: Os nossos objetivos continuam a prender-se com o facto de trabalharmos para nos afirmarmos, cada vez mais, como uma empresa líder na área da tradução. No fundo, isto significa continuar a trabalhar no sentido de um serviço cada vez mais eficiente, no qual o cliente perceba a mais-valia e encontre em nós um parceiro para os seus negócios.

www.kvalitext.com

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