Mais de 1 milhão de metros quadrados depois – 1.001.151,55 m², para sermos exatos – o percurso do atelier confunde-se hoje com partes da cidade contemporânea portuguesa: edifícios recuperados, quarteirões reinventados, hotéis, casas, lojas, equipamentos públicos e espaços por onde milhares de pessoas passam diariamente, muitas vezes sem saber que estão a atravessar e a viver a arquitetura da Contacto Atlântico.
É uma escala difícil de imaginar até ser traduzida na linguagem própria das cidades: uma área superior a dois Vaticanos, equivalente a cerca de metade do Mónaco, quase 28 Praças do Comércio, cerca de 10 Avenidas da Liberdade ou aproximadamente 4 Parques Eduardo VII.
Mas estes números contam apenas parte da história. Ao longo de três décadas, a Contacto Atlântico ajudou a transformar património em cidade viva, edifícios históricos em novos lugares de encontro e espaços urbanos em experiências contemporâneas. Do Quarteirão do Rossio ao edifício do Diário de Notícias, da Avenida da Liberdade 193 à Casa Cobre, o atelier, com escritórios no Estoril e em São Paulo, fala numa linguagem própria, assente na relação entre arquitetura, tempo, memória e permanência.
Com projetos em Lisboa, Cascais, Oeiras, Sintra, Setúbal, Comporta, Algarve e Madeira, mas também além-fronteiras, como Londres, Madrid, Budapeste, São Paulo ou Joanesburgo, a Contacto Atlântico consolidou uma prática portuguesa com largo alcance internacional, atravessando áreas como habitação, hotelaria, retail, saúde, equipamentos públicos e reabilitação urbana.
A referência portuguesa na reabilitação urbana desde 2019
Hoje, a reabilitação é precisamente um dos pilares mais reconhecidos do atelier. Segundo os registos públicos analisados, desde 2019 nenhum outro atelier português reúne mais projetos próprios de reabilitação urbana premiados ou distinguidos, com três intervenções emblemáticas.
Do Quarteirão do Rossio, uma das maiores operações de regeneração urbana da Baixa lisboeta e atual casa da segunda maior loja Zara do mundo, à intervenção no edifício do Diário de Notícias, passando pela Avenida da Liberdade 193 ou por projetos de habitação, hotelaria e retalho espalhados pelo país, o percurso da Contacto Atlântico funde-se com parte da transformação urbana portuguesa das últimas três décadas.

Uma história de continuidade
Fundado pelo Arquiteto André Caiado, o atelier consolidou ao longo de três décadas uma abordagem assente na relação entre cidade, património, escala humana e durabilidade. Uma visão que ajudou a afirmar a Contacto Atlântico como um dos ateliers portugueses mais reconhecidos na área da arquitetura e reabilitação urbana.
Desde 2020, esse percurso passou também a ser continuado por João Caiado, representando uma nova geração ligada ao atelier, à equipa e à obra construída, num processo de continuidade que projeta a Contacto Atlântico para o futuro.
“Em 30 anos, a Contacto Atlântico ultrapassou 1 milhão de m² desenhados – uma escala superior a dois Vaticanos, construída projeto a projeto entre cidade, património, habitação, hotelaria, retail, saúde e espaços de grande impacto público. Hoje, não estamos apenas a celebrar tempo. Estamos a celebrar escala, legado, cidade transformada e uma continuidade familiar que projeta a Contacto Atlântico para o futuro”, afirma o arquiteto André Caiado, fundador do atelier.
Porque, ao fim de três décadas, há arquiteturas que deixam de ser apenas edifícios. Passam a fazer parte da forma como uma cidade se reconhece e vivencia. O legado da Contacto Atlântico não se mede apenas em metros quadrados. Mede-se nas cidades que ajudou a transformar.










