Tendo a Alencastre.net 21 anos de existência, como verifica a evolução da economia digital?
Em 21 anos muita coisa mudou e sentimos, atualmente, que o mercado atingiu já uma certa “maturidade”. Se em 2001 havia uma necessidade de “evangelizar” os decisores e a aposta das empresas passava, simplesmente, por uma presença institucional, o mercado mudou completamente no sentido de as empresas investirem e apostarem no digital como canal preferencial de comunicação, de divulgação e venda dos seus produtos e serviços. Isto é algo que vemos como transversal em praticamente todos os setores de atividade. Outro aspeto é a maior sensibilidade dos decisores para o digital, que finalmente perceberam que um processo de digitalização bem implementado e bem conduzido permite-lhes otimizar a forma como gerem as suas empresas e como chegam aos seus consumidores.
Que importância ou influência teve a pandemia na evolução do digital?
Acelerou a adoção do digital a nível global e, em particular, no mercado português. Sentimos, claramente, uma aposta das empresas no digital. Esta aposta não passou apenas por um maior investimento no comércio eletrónico ou na comunicação e marketing (através deste canal) mas principalmente pela digitalização dos seus
processos de negócio, com a implementação de plataformas e tecnologias que permitiram às empresas estarem mais próximas dos seus clientes. Esta digitalização permitiu ainda às empresas reduzirem os seus custos e aumentarem a sua eficácia, com a automatização dos seus processos de negócio.
Na sua opinião, em que consiste um processo de digitalização?
É uma pergunta pertinente, pois existe muito buzz em torno da digitalização e, por vezes, pode não ser claro perceber do que se trata. Na minha opinião, deve-se entender por digitalização o processo de converter e otimizar processos de negócio com recurso aos canais digitais. De uma forma geral e mais conceptual, essa digitalização poderá envolver e-commerce, integração de dados entre equipas e departamentos, integração de
plataformas, disponibilização de portais de clientes, portais de fornecedores, apps, etc. No fundo, é utilizar as tecnologias que estão ao nosso dispor, com recurso à Internet, para implementar novos serviços e novas formas de trabalhar, de vender, comunicar e divulgar, com o intuito de prestar um melhor serviço, reduzirem custos e aumentarem o seu ROI.
Que serviços presta a Alencastre.net?
Apesar de termos começado como uma agência digital, digo que somos cada vez mais uma agência de digitalização. Ou seja, prestamos os habituais serviços de desenvolvimento web, mobile, e-commerce e de marketing digital, mas o nosso foco é cada vez mais a consultoria e o apoio no processo de digitalização dos nossos clientes, tanto numa vertente de marketing, como também tecnológica. No fundo, apoiamos os nossos clientes na digitalização dos seus negócios.
Cada desafio é único, no mundo digital. Qual o processo que seguem quando um cliente se dirige a vós com um determinado objetivo por alcançar?
De facto, cada cliente tem necessidades específicas e no digital não há fórmula de sucesso que seja igual para todos. Trata-se, portanto, de um serviço que obriga a um elevado nível de personalização. Temos uma equipa com competências diversificadas. Temos capacidade de prestar consultoria estratégica, trabalhar o marketing
digital e de oferecer competências tecnológicas. Isto é algo que nos tem distinguido no mercado, ao longo dos anos e que nos permite implementar soluções completas e complexas, devidamente alinhadas com as necessidades dos nossos clientes. Temos a capacidade de falar tanto com os Diretores de Marketing, como com os Diretores de TI. O passo seguinte passa por perceber o negócio do cliente e quais as necessidades deste. Trata-se da implementação de um projeto de marketing, tecnológico ou ambos? É necessário apoio ao nível de consultoria ou não? No fundo, iremos constituir uma equipa de trabalho multidisciplinar, de acordo com as necessidades do projeto a ser implementado.
Existe alguma área/setor de atividade com o qual estejam particularmente familiarizados?
Pelos 21 anos de existência, acredito que sejam poucas as indústrias com que ainda não nos tenhamos cruzado. No entanto, existem algumas com um peso mais significativo, nomeadamente, área Alimentar, Retalho, Distribuição, Logística, Imobiliário, Hotelaria, Tecnologia, Turismo e também Setor Público.
A Alencastre.net integrou este ano o grupo Share IT. Foi uma mudança estratégica importante?
Sim, sem dúvida, a integração neste grupo permite-nos ter acesso a um leque ainda mais alargado de diferentes valências, até porque este grupo possui dois centros de competências em Portugal, o que nos dá um reforço de capacidade em tudo o que esteja relacionado com competências tecnológicas. Por outro lado, como resultado desta integração, estamos em processo de fusão com a Brandability, agência de marketing e publicidade do
grupo, com sede em Dublin, o que nos permitirá também expandir a nossa capacidade em tudo o que esteja relacionado com o marketing. Essencialmente, esta integração permite-nos ajudar os nossos clientes a digitalizarem as suas organizações de uma forma integrada, juntando diversas competências numa só equipa.
Como vê o futuro do digital e da Alencastre.net?
Embora seja muito difícil de prever o que será o futuro ou qual será a nova moda neste setor, não tenho dúvidas de que o digital veio para ficar e que haverá cada vez mais uma aposta das empresas neste canal. No mercado português, em particular, acredito que ainda há muito por ser feito e mentalidades a serem mudadas, no sentido de haver uma maior aposta no digital. Num mercado cada vez mais global, os decisores têm que dar um passo no sentido da digitalização. Quanto à Alencastre.net, queremos cada vez mais ser um parceiro de digitalização e estamos a trabalhar no sentido de oferecer cada vez mais competências nesta área.











