Uma nova forma de pensar a hotelaria

Inspirada numa filosofia japonesa de aperfeiçoamento contínuo, a Kodawari Residences nasceu para desafiar os modelos tradicionais de hotelaria e colocar o descanso no centro da experiência do hóspede.

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Com experiência no alojamento local premium, Gonçalo Fernandes percebeu que lançar apenas mais uma unidade hoteleira dificilmente acrescentaria valor. Foi nesse contexto que nasceu a Kodawari Residences, uma marca inspirada na filosofia japonesa do «kodawari». “A filosofia kodawari parte do princípio de que ninguém consegue ser o melhor em tudo. em vez disso, trata-se de um processo contínuo, uma busca permanente por aperfeiçoamento, sabendo que a perfeição é um objetivo que está sempre em construção”, explica. A partir dessa visão, a marca def iniu uma missão muito concreta: “proporcionar a melhor noite de sono possível, sem compromissos, atalhos ou distrações”. Foi com base nesta lógica, e seguindo o mote “luxury where it matters”, que a Kodawari Residences estruturou o seu posicionamento assente em três pilares essenciais de uma estadia de excelência: uma boa noite de sono, um banho de qualidade e um pequeno-almoço diferenciador.

Ao contrário da hotelaria tradicional, a marca não aposta numa multiplicidade de infraestruturas e serviços complementares. O foco está em localizações premium, sendo que a proposta não passa por competir com o destino, mas sim por complementá-lo, e também numa especialização na qualidade do descanso, com uma resposta pensada para o chamado “smart traveler”, um viajante que privilegia conforto, autenticidade e experiências ajustadas às suas expectativas reais. “Muitos dos viajantes não se importam de pagar mais por um alojamento, o que já não valorizam tanto é pagar por um conjunto de infraestruturas e serviços que, muitas vezes, acabam por não utilizar”, sublinha.

Sobre o futuro do turismo e da hotelaria, identifica desafios estruturais como a limitação da capacidade do aeroporto de Lisboa. “Atualmente, o aeroporto já não consegue responder à procura nem acompanhar a ambição de crescimento turístico do país”. Acrescenta ainda um reforço da promoção internacional do destino Portugal e melhores acessibilidades, lembrando que a redução de voos diretos para o Porto penaliza a competitividade regional tendo um impacto direto na capacidade de atração de turistas.

Convicto de que o setor caminhará para uma maior consolidação, acredita que apenas os projetos verdadeiramente diferenciadores conseguirão destacar-se. Nesse contexto, a empresa tem investido na valorização das equipas, procurando atrair e reter talento através de melhores condições de trabalho. “Queremos trabalhar com os melhores profissionais e sabemos que isso exige investimento nas pessoas”, refere. Um exemplo foi a decisão de transformar uma suite destinada a hóspedes numa área de descanso para colaboradores. “O mais importante foi demonstrar que ouvimos as pessoas e que estamos dispostos a agir”, revela.

Nos próximos anos, a ambição é clara: consolidar a presença em portugal, chegar entre 12 e 15 unidades hoteleiras e avançar para mercados internacionais. Mais do que crescer em número, gonçalo fernandes quer provar que portugal pode competir pela inovação e pela diferenciação. “Acredito que Portugal precisa de deixar de pensar que só consegue competir através de preços baixos. O país tem capacidade para criar conceitos inovadores e com elevado valor acrescentado, e a Kodawari pretende ser um exemplo disso”, conclui.